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Karamo Brown aponta racismo na comunidade LGBT: “O privilégio branco ainda existe”

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Karamo Brown, mais conhecido por ser o psicólogo e especialista na categoria Cultura de “Queer Eye” da Netflix, apontou o racismo latente dentro da comunidade LGBT [via Just Jared].

A crítica vem em meio ao fervor das manifestações antirracistas que estão ocorrendo mundo afora, especialmente nos EUA. Elas se dão após a morte de George Floyd, segurança negro que foi morto por um policial branco em Minneapolis.

Brown revelou à Thomson Reuteus Foundation que é preciso reconhecer os preconceitos mesmo dentro de um grupo marginalizado:

“Existe muito racismo na comunidade LGBT. As coisas que vi lá fora (na sociedade) só vi perpetuadas na comunidade LGBT. Sim, você pode ter tido dificuldades porque é gay, mas o privilégio dos brancos ainda existe.”

O apresentador falou da tentativa do aplicativo gay, Grindr, de combater o racismo ao remover o filtro de etnia.

“Homens gays brancos ficam tipo ‘isso está errado, eu deveria ter o direito de não querer negros, não querer asiáticos’. Se você inerentemente não entende por que isso está errado, como pessoa gay… então você precisa verificar a si mesmo.”

Karamo também contou as dificuldades que perpassou por ser um homem gay negro:

“Crescer como homem negro na América, com pais imigrantes criando dois filhos negros, é uma conversa constante que eu tenho tido. Essas são coisas constantes que eu tenho visto com meus amigos e familiares sendo assediados pela polícia, sendo brutalizados pela polícia”

A morte de George ocorreu no último dia 25 de maio causou revolta em 140 cidades estadunidenses. Diversos artistas se pronunciaram e foram às passeatas, incluindo John Boyega, Halsey, Ariana Grande, Keke Palmer, Timothée Chalamet e mais.

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