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Lizzo posta carta aberta após acusações de assédio moral e sexual: “Não sou a vilã”

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O festival começa em março (Divulgação)
(Divulgação)

A cantora Lizzo se pronunciou pela primeira vez após virem à tona as múltiplas denúncias feitas por um trio de ex-dançarinas que a acusam de assédio sexual e moral. A cantora usou as redes sociais, na manhã desta quinta-feira (3), para comentar o caso. Em uma carta aberta, Lizzo afirmou que não é a vilã da história e vem passando por momentos muito difíceis desde que o processo movido contra ela veio à tona, em publicações feitas pelo canal NBC e a revista Variety.

Venha er a íntegra!

“Estes últimos dias foram terrivelmente difíceis e esmagadoramente decepcionantes. Minha ética de trabalho, moral e respeito foram questionados. Meu caráter foi criticado. Normalmente, escolho não responder a falsas alegações, mas são tão inacreditáveis ​​quanto parecem e ultrajantes demais para não serem abordadas. Essas histórias sensacionalistas vêm de ex-funcionários que já admitiram publicamente que foram informados de que seu comportamento na turnê era inapropriado e pouco profissional. Como artista, sempre fui muito apaixonada pelo que faço. Eu levo minha música e minhas apresentações a sério porque, no final das contas, só quero lançar a melhor arte que represente a mim e aos meus fãs. Com a paixão vem o trabalho duro e os altos padrões. Às vezes tenho que tomar decisões difíceis, mas nunca é minha intenção fazer alguém se sentir desconfortável ou como se não fosse valorizado como uma parte importante da equipe. Não estou aqui para ser vista como uma vítima, mas também sei que não sou a vilã que as pessoas e a mídia me retrataram nos últimos dias. Sou muito aberta com minha sexualidade e com a forma que me expresso, mas não posso aceitar ou permitir que as pessoas usem essa abertura para me fazer parecer algo que não sou. Não há nada que eu leve mais a sério do que o respeito que merecemos como mulheres no mundo. Eu sei como é sentir vergonha do corpo diariamente e absolutamente nunca criticaria ou demitiria um funcionário por causa de seu peso. Estou magoada, mas não vou deixar que o bom trabalho que fiz no mundo seja ofuscado por isso. Quero agradecer a todos que entraram em contato para me apoiar nesse momento difícil.”

A acusações feitas contra Lizzo e outros membros de sua equipe, que tinham seu aval para atuar, dizem respeito ainda a abusos religiosos e raciais que supostamente foram cometidos e testemunhados. As dançarinas alegam que o ambiente de trabalho em sua companhia era hostil, e episódios de discriminação por deficiência, agressão e até mesmo cárcere privado se tornaram frequentes.

Na quarta, a documentarista norte-americana Sophia Nahli Allison, indicada ao Oscar, também endossou as denúncias relembrando sua convivência com a artista sob a justificativa de “validar as experiências de outras mulheres pretas”. Você pode ler mais a respeito acessando este post, em que detalhamos a situação.

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