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Foto: Divulgação/Mauro Figa

Siso resgata e celebra underground brasileiro em potente novo disco; ouça “Vestígios”

Após entregar um álbum autointitulado que acenava para o pop de nomes como David Bowie e Robyn à la brasileira, o cantor e compositor mineiro Siso caminha até o outro lado da corrente. Neste último 18 de agosto ele mostrou aos fãs o disco “Vestígios”, que recupera clássicos dos anos 2000, muitas vezes restritos a espaços como o MySpace e aos blogs de MP3.

“Várias das gravações originais dessas canções ainda não estão presentes nos serviços de streaming como os conhecemos hoje, e as que estão, desempenham de uma maneira que não dá pra ter ideia da relevância delas, o que torna difícil para uma geração posterior entender e resgatar essas obras”, explica, por meio de comunicado.

A pesquisa para o repertório, que entrelaça faixas melódicas como “Flor de Jasmin” a fluxos de consciência como “Lanny”, partiu de uma inquietação do artista. Essa procura o levou a reconstruir as faixas de modo a recontextualizá-las tendo como premissa uma série de referentes inéditos, que o levaram a se esquivar da intenção de soar algo “colonialista”.

“É uma coisa mais no sentido de reconhecer a si no outro, entender que essas pessoas foram parte importante da minha construção pessoal e também elementos notáveis dentro de uma cultura, que podem ser mais valorizados”, diz.

As gravações, por sua vez, aconteceram de forma solitária, como muitos outros projetos durante o auge da pandemia de Covid-19 e em casa. Preservando o caráter orgânico de sua captação, Siso optou ainda por não polir exageradamente a produção, transformando o material em um registro de rock digno de um tempo que ruge e se estende.

Você pode ouvir “Vestígios”, forte candidato a melhores do ano na cena indie, em seu tocador digital favorito. Vem de play!

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