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Luísa Sonza e Karol G alteram performances no Coachella em meio a cancelamento de Nicki Minaj
No último fim de semana, o Coachella virou palco não só de grandes performances, mas também de posicionamentos políticos contra Nicki Minaj.
Em 1º show no festival, Luísa Sonza chamou atenção ao alterar a letra de “Anaconda”. A faixa, que originalmente traz uma menção direta à rapper (por conta de hit homônimo da artista), apareceu com trecho censurado no palco. O momento não passou despercebido, especialmente porque, na segunda vez em que o nome surgiu na canção, Sonza deixou a menção escapar e reagiu com uma “careta ao vivo” ao perceber o que havia acontecido.
SOCORRO! Luísa Sonza censura o nome de Nicki Minaj na letra de “ANACONDA” durante show no Coachella. pic.twitter.com/lI9KQlPykA
— poponze (@poponze) April 12, 2026
Quem também seguiu por um caminho parecido foi Karol G. Ao performar “Tusa”, a artista retirou completamente o verso da colaboradora da canção, transformando o hit em uma versão solo e apostando em um novo arranjo mergulhado no universo latino, com instrumentais de salsa para substituir os vocais originais da rapper.
KAROL G CANTÓ “TUSA” VERSIÓN SALSA EN COACHELLA 2026 Y AHORA NECESITO QUE LA GRABE Y LA SUBA A TODAS LAS PLATAFORMAS 👑🧡🇨🇴 pic.twitter.com/BCzds3SFKi
— Rodrigo #MadFerIt (@RodrigoLVazquez) April 13, 2026
As decisões das artistas acontecem em meio a uma fase turbulenta na imagem da rapper. Nos últimos meses, Nicki passou a se envolver de forma mais direta com a política norte-americana, incluindo declarações explícitas de apoio ao Donald Trump, a quem chegou a elogiar publicamente e chamar de referência.
O presidente dos EUA é amplamente associado a políticas anti-imigração exdrúxulas, como restrições à entrada no país e medidas de deportação em massa, além de apoio a guerras. Minaj não nasceu no país. Ela é natural de Trinidad e Tobago, nascida em Saint James (Porto de Espanha), e se mudou ainda criança para Nova York com a família. Apesar de viver há décadas no país e possuir residência legal permanente, mantém sua cidadania trinitária.
Além disso, durante participações em eventos ligados à extrema-direita conservadora, a rapper fez comentários criticando pautas relacionadas a pessoas trans e chegou a questionar políticas de proteção a jovens trans.
Esse movimento marca uma guinada em relação à imagem que construiu ao longo dos anos, especialmente junto ao público LGBTQIAPN+, historicamente uma de suas fã-bases mais fiéis.