Em um lugar totalmente novo, a mistura de ritmos já característica. A inovação e a tradição encontraram um equilíbrio no Festival de Verão 2026, realizado no último fim de semana, dias 24 e 25 de janeiro, em Salvador.
O evento passou por uma grande mudança nesta edição: deixou o Parque de Exposições e aconteceu no Wet Eventos, local em que, anos atrás, funcionava um parque aquático da franquia Wet’n Wild na capital baiana e acabou se transformando em um ambiente para espetáculos.
Na casa nova, com 45 mil m² e batizada de Arena FV, teve um espaço menor em comparação à anterior. Apesar disso, ou talvez justamente por isso, ofereceu uma melhor organização e circulação para um público de 50 mil pessoas aproveitar o line-up recheado de estrelas da música brasileira.
A programação, a sua vez, manteve a ideia clássica do festival e explorou a pluralidade musical do país, mesclando gêneros e, também, gerações.
Foi de Ivete Sangalo a João Gomes, de Péricles a Caetano Veloso, de Rachel Reis a Wesley Safadão, de Luísa Sonza a Carlinhos Brown, entre muitos outros.
O Papelpop esteve no FV e acompanhou cada um dos shows, que, inclusive, chegaram a esgotar os ingressos no primeiro dia. Abaixo, então, lista as apresentações que, entre hits e surpresas, definiram o evento.
(Foto: Leawry/Divulgação)
Ney Matogrosso embalou o primeiro dia do festival com uma versão mais compacta do espetáculo “Bloco na Rua”, feito em celebração aos seus 50 anos de carreira. A lenda da música popular brasileira precisou adaptá-lo ao tempo cedido pelo evento, mas isso pouco importou.
De dourado da cabeça aos pés e olhos contornados de preto, dramático e dançante como só ele, o cantor brilhou graças ao seu vigor no auge dos 84 anos de idade e a clássicos como “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua”, “Sangue Latino”, “Poema” e “Jardins da Babilônia”.
(Foto: Leawry/Divulgação)
Caetano Veloso subiu ao palco logo depois de Ney e garantiu naquela noite o protagonismo da MPB, gênero que tem ganhado cada vez mais força com Zé Ricardo na curadoria do evento. O tropicalista de 83 anos se apresentou com Gilberto Gil e com o disco “Transa” nas últimas edições, mas desta vez trouxe “Caetano nos Festivais”, turnê que começou no Coolritiba, em Curitiba, em maio de 2025 e ainda não tinha passado por Salvador.
Para provar que em casa é mais gostoso, ele não só cantou algumas das principais canções de sua trajetória, como também dançou até o chão e contou com a participação da própria família. Ao lado dos filhos Zeca e Tom, além do neto Benjamin, entoou “Salvador”. A faixa, vale dizer, é do recém-lançado álbum “Boas Novas”, de Zeca.
(Foto: Leawry/Divulgação)
Ao também se apresentar no primeiro dia, Ivete Sangalo mostrou por que é a única artista presente em todos os anos do festival. A cantora voltou ao palco principal com seu carisma irresistível e show sempre envolvente, com a adição de suas apostas para o Carnaval deste ano no repertório.
Entre os hits de sua carreira e, consequentemente, da axé music estavam as recém-lançadas faixas “Vampirinha” e “Oxente, é o Verão”, parceria com Xanddy Harmonia, fazendo o público pular e levantar poeira. Não dá para errar com ela.
(Foto: Marcella Figueiredo/Divulgação)
(Foto: Marcella Figueiredo/Divulgação)
“Dominguinho” causou uma quebra no clima, chegando com sua suavidade e romantismo à programação logo após o frenesi de Ivete, mas manteve a multidão atenta. Foi, afinal, a estreia do projeto de João Gomes, Jota.pê e Mestrinho em Salvador, depois de meses de espera. O show encontrou milhares de pessoas com todas as músicas na ponta da língua e reafirmou não só a potência do repertório do trio pelo Brasil afora, mas também a força que o forró tem na Bahia.
(Foto: Leawry/Divulgação)
Assim como Ivete, Léo Santana é outra figura carimbada em eventos de verão e não à toa. O pagodeiro fez a festa do segundo dia com o suingue e o molho que só o baiano tem, bastando sussurrar seu nome e liberar os primeiros acordes para agitar a plateia.
Ele botou todo mundo para dançar com sucessos deste e de outros Carnavais, indo de “Rebolation” e “Tome Tome” até “Desliza (‘Ólhinho no Corpinho’)”, parceria com Melody, e “Marquinha de Fita”.
Aproveitando a ocasião, celebrou o desempenho do feat., com mais de 100 milhões de views: “É algo muito nosso, o pagodão de Salvador, o som periférico, o som de preto, sendo reconhecido em diversos lugares”. Além disso, o cantor surpreendeu o público ao convocar Luísa Sonza, atração no mesmo dia, para uma performance de “Século 21”.
(Foto: Marcella Figueiredo/Divulgação)
Belo assumiu e cumpriu com maestria a missão de encerrar o festival, colocando todo mundo para curtir um pagode com a mão no peito. Acompanhado de um balé sensual, o artista trouxe o romantismo não só de sua carreira solo, como também do grupo Soweto, com “Perfume”, “Reinventar”, “Pura Adrenalina” e mais hits que mostram como o amor é brega e gostoso. Ele ainda aproveitou que estava na terra do axé às vésperas do Carnaval e cantou o clássico “Eva”. Além disso, fez uma surpresa e chamou a atriz Gabriela Loran para uma performance de “Perfeito Par”, tema da novela “Três Graças”.
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