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Produtor de “Ainda Estou Aqui” revela dívidas que poderiam ter atrapalhado corrida pelo Oscar; entenda

Uma entrevista com o produtor Rodrigo Teixeira, um dos responsáveis pelo filme “Ainda Estou Aqui“, e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo nesta segunda (17), revela que o mesmo possui dívidas que poderiam ter impactado a divulgação do longa na corrida pela estatueta.

Em março, a obra venceu o troféu de Melhor Filme Internacional, além de ter recebido indicações aos troféus de Melhor Atriz e Melhor Filme — o mais importante da noite.

Conforme o jornal, “um fundo de investimentos vinha comprando de credores dívidas de Teixeira, o que ajudou a evitar uma polêmica que poderia ter atrapalhado a campanha”. Um dos profissionais de cinema mais respeitados do Brasil, ele é responsável pela RT Features, “a quem os credores dizem ter emprestado dinheiro sem receber o retorno combinado”.

Teixeira, ainda de acordo com a publicação, tem sido alvo de diversas batalhas jurídicas no Brasil e nos Estados Unidos. Como efeito prático, foi necessário dificultar que o caso viesse a público antes da premiação, de modo que os credores chegaram a ensaiar um pedido de bloqueio das receitas do longa — um valor que supera a casa dos R$ 200 milhões mundo afora.

A reportagem revela que Rodrigo Teixeira não é sócio do filme. Ele contou que foi contratado por Walter Salles para fazer parte do longa como produtor. Então, desta maneira, ele não tem direito a parcela da bilheteria, sendo este dinheiro todo da VideoFilmes, produtora dos irmãos Walter e João Moreira Salles.

“Não sou um bom gestor, sou um criador, e durante um tempo achei que eu era as duas coisas. Estava errado, tenho 48 anos e admito que precisei passar por uma repaginação”, disse Teixeira. “Sou excelente gestor de projetos e criativo, mas não era o melhor administrativo. Hoje tenho o suporte de gente que está me ajudando a reestruturar o meu trabalho para que esse tipo de problema não se repita”.

Atualmente, Teixeira afirma que “muitas coisas começaram a ser resolvidas, quem quis resolver sentou à mesa conosco, não resolvi antes porque não tive condições”, explicou. Graças a Deus, apareceu uma pessoa interessada em resolver isso, é um negócio para ela. Eu não teria condição, esse dinheiro não existiria. Então esse dinheiro veio para resolver uma pendência e resolveu”.

Segundo ele, agora, pós-Oscar, o momento é de trabalhar para dar resultados, para que seu negócio volte ao normal e para que, amanhã, não tenha um problema similar”.

“Ainda Estou Aqui”, como noticiamos hoje, teve seus direitos adquiridos para estrear no mercado chinês — algo que deve acontecer ainda em 2025. Por ora, ainda não há previsão.

 

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