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“Ainda Estou Aqui”: Filme com Fernanda Torres vence como Melhor Roteiro em Veneza

ELES SÃO O MOMENTO! O filme “Ainda Estou Aqui”, dirigido pelo cineasta brasileiro Walter Salles, levou para casa o troféu de Melhor Roteiro no Festival de Cinema de Veneza, na Itália (via Variety). A cerimônia de entrega rolou há pouco, neste sábado (7), e este é um dos principais prêmios da noite.

A grande expectativa estava em torno de um possível reconhecimento para Fernanda Torres, que interpreta a protagonista. Entretanto, a estatueta de Melhor Atriz foi parar nas mãos de Kathleen Chalfant, pelo longa “Familiar Touch”. Nandinha, pra gente você é vencedora moral! A temporada de premiações está só começando rs

O enredo

Em uma prévia divulgada nesta semana pela Sony Pictures Brasil e Globoplay, podemos observar uma atuação sutil e primorosa de Fernanda Torres, além da primeira imagem de Fernanda Montenegro na obra. A obra em questão é inspirada no livro de Marcelo Rubens Paiva que trata sobre a relação da família Paiva com o desaparecimento do patriarca, morto pela ditadura militar.

Fernandona vive Eunice já no fim da vida, convivendo com a Doença de Alzheimer. Além da filha, Fernanda Torres, o elenco tem, ainda, Selton MelloMarjorie Estiano, Antonio Saboia, Olivia Torres, Humberto Carrão, Maeve Jinkings e mais.

Além do fato de terem sido aplaudidos por quase dez minutos após a sessão, um termômetro para a recepção do grande público, o longe foi ovacionado em suas primeiras críticas.

A revista norte-americana Variety, por exemplo, ressaltou como o diretor construiu um retrato “profundamente comovente da memória sensorial de uma família e uma nação rompidas”. O texto também foi direto ao ponto quanto à mensagem de Salles sobre possíveis ameaças antidemocráticas no país.

“O fato de o filme terminar com o clã agora ainda mais ampliado de Eunice reunido novamente em um jardim arejado para uma fotografia familiar sorridente transforma-o em uma história de advertência, endereçada às forças no Brasil e além, que buscam um retorno à repressão e ao governo pelo medo. (…) O povo que vocês tentam oprimir viverá para ver vocês sendo desaprovados e rejeitados pela história, enquanto aqueles que resistem terão canções e histórias escritas sobre eles. Eles inspirarão música e arte em celebração de suas vidas e terão filmes tão comoventes e belos quanto “Ainda Estou Aqui” feitos em sua honra”.

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