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Ao Papelpop, IZA e Liniker falam sobre cantar juntas no Festival de Verão 2024

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(Fotos: Divulgação)
(Fotos: Divulgação)

É neste fim de semana, dias 27 e 28 de janeiro, que Salvador recebe mais uma edição do Festival de Verão. O evento volta a tomar conta do Parque de Exposições e promove shows solo especialíssimos de Ivete Sangalo, Caetano Veloso, Ceelo Green e ÀTTØØXXÁ, além de muitos encontros.

O line-up junta MC Cabelinho com TZ da Coronel, Carlinhos Brown com BaianaSystem, Baco Exu do Blues com Psirico, Gloria Groove com Péricles, Seu Jorge com Mano Brown, IZA com Liniker e mais duplas de ícones da música brasileira, fazendo a mistura de ritmos que sempre foi sua proposta.

O Papelpop foi atrás de duas dessas estrelas para saber os detalhes da união no palco do Festival de Verão e dos planos para o ano que está apenas começando. IZA garante logo que está “prontíssima e cheia de ideias”, com “uma agenda legal de shows, festivais e novidades por vir”, no bate-papo.

Liniker, com quem ela canta no primeiro dia da festa, aproveita e rasga elogios: “Todas as vezes que tenho a oportunidade de estar com ela, aproveito, pois sua companhia vale ouro e é incrível”. Abaixo, você confere a entrevista em dose dupla!

IZA

(Foto: Dri Spaca / Papelpop)

(Foto: Dri Spaca / Papelpop)

Papelpop – Seu 2023 foi recheado de mudanças: vida pessoal, novo boy, autoestima, disco novo lindo. Você está pronta para 2024, IZA? O que você mais deseja para ele?
IZA – Estou prontíssima, cheia de planos, de ideias. Tem muita coisa boa vindo por aí. Tenho novos projetos para assumir: um deles, inclusive, em audiovisual. Tem também a turnê do álbum novo, que ainda quero levar para muitas cidades. A ideia é misturar shows meus com festivais, que eu amo fazer.

O primeiro mês do ano já tem um show mais que especial ao lado de Liniker. Como pensa na participação dela?
Estamos conversando e não quero dar spoiler, prefiro deixar como surpresa.

Seu show no The Town teve participações. Outros, como no GP Week, também. No que será diferente a entrada de Lili?
Cada participação tem sua personalidade, é sempre diferente.

Você e ela não tem um feat, pensa sobre isso?
Um feat com ela seria incrível, claro! Quem sabe um dia vem.

Sua faixa com L7NNON deve ganhar clipe em breve, mas no que mais você pensa em trabalhar no “AFRODHIT”?
A ideia é trabalhar “Fiu Fiu” antes de pensar nas outras faixas. É uma música que foi muito bem recebida, que tem a participação do L7NNON, que eu admiro demais. Mas eu gosto muito de produzir e pensar nos clipes, de criar um roteiro, dividir as ideias com o meu pessoal. Por mim, faria clipe de todas as faixas.

Já imagina uma caminhada dele para uma versão estendida/deluxe?
Ele está recente ainda, temos ideias…

Além do Festival de Verão, quais outros shows seus você está ansiosa?
Já tenho uma agenda legal de shows, festivais e novidades por vir.

Liniker

(Foto: Dri Spaca / Papelpop)

(Foto: Dri Spaca / Papelpop)

Papelpop – Lili, que alegria você cantar com IZA. Vocês são amigas? Tem alguma história legal com ela para dividir com a gente?
Liniker – Eu adoro a IZA. Desde antes dela ser esse grande meteoro que ela é hoje, eu já a acompanhava seus vídeos no YouTube e sentia que um dia, mesmo longe de acreditar que isso aconteceria, nós nos conheceríamos. A vida foi muito gentil comigo em me aproximar naturalmente de pessoas que eu sempre admirei. Todas as vezes que tenho a oportunidade de estar com ela, aproveito, pois sua companhia vale ouro e é incrível. Amo a memória de uma noite de strogonoff na minha casa, com fondue de chocolate, muita risada, música e conversas profundas. Estávamos juntas nessa noite com Luedji Luna, Xênia França, Majur e Tássia Reis.

E como você a enxerga hoje dentro do cenário musical no Brasil?
Eu acho que dentro do pop nacional hoje, IZA defende a música preta brasileira de uma forma muito sublime. Ela é extremamente profissional e talentosa, e creio que ela se destaca por isso. Fazer o que ela faz hoje no Brasil e ocupar esses lugares onde ela está, sendo uma mulher preta retinta, que vem do subúrbio do Rio de Janeiro, é gigante e nos dá a visão desse novo futuro. IZA é um grande cometa.

Você participou do show de Pablo Vittar no The Town e agora vai abrilhantar o de IZA no Festival de Verão. Como é para você tocar com essas amigas?
Me sinto feliz e celebrando nossas histórias quando isso acontece. É grandioso poder celebrar assim. Sem dúvida.

Aliás, você e IZA já pensaram em repertório?
Sim, e será lindo demais. Passaremos por nossos sucessos e faremos músicas que amamos e que não são nossas.

O festival rola em Salvador. Costuma ir para lá? Qual sua relação com a Bahia?
Respondo essa entrevista diretamente de Salvador. Estou sempre aqui. Em momentos de férias e não férias também. Salvador é uma cidade generosa quando você olha pra ela com a escuta aberta. Ontem mesmo ouvi de um pescador que “o mar também dorme”. Gosto de pensar que certos lugares nos brilham na melhor versão de nós. E sinto que achei esse pote de brilho em Salvador há alguns anos.

Falando em show, você fez o último do disco “Indigo Borboleta Anil” em dezembro. Como foi essa jornada, olhando para trás?
Eu venci um ciclo de forma linda e genuína. Foi especial demais para mim encerrar da forma como encerrei a turnê de “Indigo”. Tudo vem e vai no tempo das coisas, e sou feliz por ter tido uma turnê tão linda que só se encerrou quando realmente era hora de dar tchau.

Você chegou a dizer há uns meses no Twitter que estava doida para voltar para o estúdio. Já voltou?
Já voltei! E em breve sentirão um cheiro diferente no ar. Deixarei sinais. Todes atentos?

Você canta com Rico Dalasam no novo disco dele. Tem parcerias com outros artistas a caminho?
Sim, acho que este ano será meu ano de feats. Ando querendo colaborar com tanta gente que eu admiro. Seja escrevendo canções para essas pessoas ou cantando com elas.

Por Catharina Dourado e Jovi Marques

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