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Análise – “Abracadabra 2” traz humor e nostalgia nos moldes originais com reviravoltas modernas

Escondam as crianças, as irmãs Sanderson estão de volta! Vinte e nove anos se passaram desde que Winifred, Sarah e Mary foram acordadas e tentaram alcançar a vida e a beleza eternas, sugando as almas das crianças de Salem, no clássico de Halloween de 1993. Agora, em 2022, a vela da chama escura foi acesa mais uma vez e todos correm grande perigo novamente.

Estrelado por Bette Midler, Kathy Najimy e Sarah Jessica Parker, “Abracadabra 2” chega para enfeitiçar mais uma geração e matar a saudade de um dos filmes mais amados da Disney. O longa desembarca no catálogo do streaming do Mickey Mouse nesta sexta-feira (30), trazendo uma visão atualizada e encantadora de uma história nostálgica.

(Foto: Divulgação/Disney)

Com direção de Anne Fletcher (“Dumplin’”), o filme se inicia em uma Salem de 1653, quando as irmãs Sanderson ainda eram muito jovens, e mostra os primórdios de um laço entre elas que é capaz de quebrar qualquer feitiço.

Os primeiros 12 minutos dão luz à origem das vilãs, que, assim como aconteceu com Cruella e Malévola, têm toda suas maldades justificadas em um infância traumática. É oportuno abrir espaço para falar de empoderamento feminino, uma vez que algumas cenas refletem as ações do patriarcado na manutenção de ferramentas que colocam as mulheres em lugares de controle.

Para esse momento, pode-se dizer que a sequência mais memorável é a atuação das atrizes que interpretam as jovens irmãs, Taylor Henderson (Winifred), Nina Kitchen (Mary), Juju Journey Brener (Sarah), e a aparição de Hannah Waddingham, de “Ted Lasso”.

Logo mais, somos levados aos anos atuais, com vislumbres de uma cidade historicamente profana e repleta de bruxaria, apresentando as adolescentes Becca (Whitney Peak) e Izzy (Belissa Escobedo), as responsáveis por trazer as bruxas de volta à vida.

(Foto: Divulgação/Disney)

A partir daí, o filme engata em uma aventura mágica, que, apesar de ter sido criada para agradar quem acompanhou o sucesso da primeira história, ainda é voltada para crianças. As roupas, os trejeitos e o sotaque dos diálogos vitorianos continuam quase intactos no trio principal, bem como seus números musicais, incluindo um cover de “The Bitch Is Back”, de Elton John, com “w” trocado pela letra “b”. O humor também é o mesmo e encaixa perfeitamente no molde original, ao mesmo tempo em que se atualiza com o grande salto temporal desde o seu lançamento há (quase) três décadas.

(Foto: Divulgação/Disney)

Embora seja possível sentir o esforço de fazer resgate de mais um clássico dar certo, existem várias formas de criticar a produção, desde os efeitos visuais a um enredo demasiado longo e previsível. Aos cinéfilos, assistir à sequência pode ser um exercício contínuo de tentar entender a necessidade de mexer no que estava quieto. Porém, tudo isso soa inofensivo ao entendermos a proposta de pura diversão e homenagem à história.

*O Disney+ liberou o filme antes da estreia, para o repórter elaborar o conteúdo deste texto.

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