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Novos episódios chegam à HBO sempre aos domingos (Foto: Divulgação)

Review: “Mare Of Easttown” destaca o poder de Kate Winslet como protagonista em séries de TV

A nova série de suspense da HBO, “Mare of Easttown“, teve sua estreia domingo passado (18). A média geral de avaliações na plataforma Rotten Tomatoes, que agrega críticas, ultrapassa os 90% de aprovação – o que gera uma expectativa considerável para o episódio que vai ao ar hoje, às 23h.

A narrativa é um thriller eletrizante que mistura crimes a dilemas pessoas, tudo isso ambientado em uma pequena cidade da Pensilvânia. A detetive Mare Sheehan, interpretada pela veterana Kate Winslet, sofre com a pressão de não ter resolvido o desaparecimento de uma adolescente, ao mesmo tempo em que luta pela custódia do neto e desenrola as muitas tensões envolvendo seus relacionamentos. A tensão só aumenta quando um corpo é encontrado na floresta da cidade.

Como já pontuei, além de ser responsável pela produção executiva, a série traz Winslet – um monstro da atuação e que tem na estante de casa prêmios como o Oscar, o Emmy e o Golden Globe. Em seu primeiro grande papel para a televisão após a premiada minissérie “A História de Mildred Pierce”, ela não decepciona. A atriz potencializa o próprio talento ao se ver cercada por outros colegas bem-sucedidos, entre eles Julianne Nicholson, Evan Peters, Jean Smart e Angourie Rice. São alguns dos nomes do elenco.

Cheia de camadas e cliffhangers – bem ao estilo de “The Undoing” (que vale lembrar, ultrapassou “Big Little Lies” e se tornou a minissérie mais assistida da HBO), ainda que sem o aspecto “novelão” da obra -, “Mare Of Easttown” entrega uma narrativa bem mais misteriosa e com um “quê” de suspense que vai crescendo a cada episódio. Assim, logo de cara, o espectador se vê obrigado a acompanhar a série, reservando a faixa das 23h de cada domingo.

Honestamente, a palavra “obrigação” acaba sendo uma ironia quando se percebe que tudo, na verdade, se trata de uma bem-vinda apreciação da performance cativante de Kate Winslet. Sua personagem é complicada, bruta, humana e determinada – o que provoca imediata identificação.

A ambição narrativa da série, que busca ser mais do que uma típica produção do gênero criminal, é algo que nem sempre funciona, mas aqui as performances do elenco fazem a tentativa valer a pena. Aliás, não só vemos Winslet entregando um sotaque americano típico da Pensilvânia, o que ganha destaque quando Mare passa por desgastes emocionais, profissionais e físicos (a maior parte do primeiro episódio revela a atriz manca depois de se ferir ao perseguir um suspeito), como também devemos dar atenção à dinâmica com o colega Evan Peters.

Seu personagem, Colin Zabel, chega à cidade com a tentativa de ser o “braço direito” da detetive, que por sua vez discorda da ideia. Peters está irreconhecível no papel que, desta vez, acaba por transformá-lo em um senhor adulto nas telas pela primeira vez.

Como cada episódio apresenta um novo artifício narrativo que desdobra seu plot rumo a direções inesperadas, falar sobre a série pode ser algo perigoso quando se teme os spoilers. Como alternativa para evitar tal desconforto, a melhor saída é se render à produção e aceitar que existe um certo magnetismo em torno da misteriosa Easttown. Como guia e dona da verdade, a única pessoa possível neste percurso é Mare – alguém que você vai querer acompanhar, passo a passo.

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Novos episódios de “Mare Of Easttown” todo domingo, às 23h, tanto na HBO, quanto na plataforma HBO GO.

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