Menu Papel POP

Entrevistamos Zara Larsson e falamos sobre novo single, feminismo e o squad perfeito!

MAIS SOBRE:

O novo single da fada sueca Zara Larsson, “Don’t Worry Bout Me”, saiu nesta quinta-feira (28). Logo que ouvimos, bateu aquela saudade e nós quisemos conversar com ela. Afinal de contas, é uma nova fase chegando e a moça é uma querida pelo público brasileiro. Responde aí, como esquecer o show dela em 2018 como parte do Festival Lollapalooza?

Para o Papelpop, por telefone, Zara disse que espera voltar logo ao país, embora ainda não tenha nenhuma data marcada. Enquanto isso não acontece e a gente segue na torcida, esse single novo já tá na pista e vem confirmado como parte de um álbum que provavelmente será lançado em junho, no verão americano.

Se você pensou em clipe, é bom se preparar pois ele está a caminho! Aqui vai um spoiler: a artista nos contou que as imagens não trarão nenhuma coreografia, porque o negócio agora é aproveitar o conceito – mesmo que ela ame dançar e diga que quer trazer isso sempre que possível para os números que elabora em seu show.

Focada na promoção da era que se aproxima e com propostas cada vez mais inteligentes, nós quisemos saber um pouco mais sobre o que vem. Falamos sobre música, feminismo, composições e amizades. Sabe o que ela nos contou também? Qual é o seu squad favorito! hahahahaha

Foi um daqueles papos super legais e, pasmem: Zara nos atendeu diretamente da praia, em Cancún. Vem ler!

Papelpop: Oi Zara! Como vai você?

Zara Larsson: Eu estou no México, na praia, I’m living it!

O Lollapalooza é agora, então já faz um ano que você veio. Como foi a sua vinda para o Brasil?

Oh meu Deus! Foi um dos meus shows favoritos. Eu acho que foi o meu show preferido daquele ano! Sério, eu me diverti muito.

Tem algo sobre esse momento que você nunca vai esquecer?

Eu devo dizer que o público, eu acho que nunca me apresentei para um público tão envolvido com a música, eles cantavam cada palavra comigo. Eu falava “levantem suas mãos” e todos levantavam as mãos. Eles estavam tão envolvidos no show e é um sentimento tão caloroso quando um público acompanha e faz o que você faz no palco.

Qual a história por trás desse novo single “Don’t Worry Bout You”?

Eu acho que todos já vivemos essa situação, num certo ponto em que você já superou uma pessoa e você está bem e de repente eles te ligam ou mandam um mensagem. Eles ligam dizendo “Oh, Oi” e não faz mais sentido nenhum porque você já até esqueceu deles. Eu lembro de já ter superado meu ex e ter esse sentimento de “na verdade eu não me importo mais com você, pare de se importar comigo, você deveria se importar mais com você mesmo do que comigo”. E esse sentimento é muito empoderador, finalmente se dar conta que eu não preciso de você para ser feliz.  Na verdade eu não preciso de você para nada na minha vida. É sobre isso que essa música fala, superar uma pessoa e ser feliz com você mesmo sem se preocupar sobre o passado.

O clipe tem a mesma vibe de “Ruin My Life”? Você pode falar um pouco sobre ele?

Vai ser um pouco mais sombrio. Terão mais roupas em mim, haha, e vai ser um cenário mais parecido com o clipe de Ain’t My Fault. Eu ainda não vi a edição final, é sobre um cara que fica me perseguindo, tentando me pegar, mas eu sempre fujo dele porque é sobre isso que a música fala, meu passado ou meu ex ou qualquer coisa tentando me perseguir. Porém, toda vez que ele me pega eu consigo escapar, é como se fosse uma metáfora, eu ainda estou na mente dele, ele ainda tenta recuperar, mas ele é meu passado e é isso, acabou.

Como você vê o cenário musical para mulheres hoje?

Eu acho que, felizmente, estamos caminhando para uma nova direção. Mesmo com pequenos passos, com alguns retrocessos e todo cenário em geral, como por exemplo os presidentes, tanto dos Estados Unidos como do Brasil… Tanta merda que a gente escuta… Muitas vezes parece que estamos andando para trás e não indo pra frente, apesar de tudo, eu acho que, principalmente na indústria musical, estamos dando pequenos passos e vamos ver mais resultados assim que essas tempestades passarem. Eu espero que cada vez mais, nós mulheres, não sejamos julgadas pela nossa aparência e sim pelo nosso talento. Eu fui no show do Ed Sheeran, e claro que eu amo ele e o trabalho dele, que é extremamente talentoso, mas me fez questionar quando veremos mais cantoras em um show com pouca produção, sem maquiagem, sem dançarinos, sem banda, apenas uma cantora com seu violão e ser igualmente valorizada. Mesmo amando fazer shows, dançar, e todo o visual performático, entendo que as mulheres tem que se encaixar em um padrão muito mais alto para serem valorizadas. Eu percebo muitas vezes as pessoas esquecendo que eu sou talentosa, que eu realmente posso cantar. Eu espero que as pessoas cada vez mais percebam que as mulheres são muito talentosas e tem ótimas ideias. Eu nunca trabalhei com nenhuma produção feminina, nunca na minha vida, o que é muito triste. E em todas as áreas essa questão é importante, ter mulheres comandando as empresas, CEOs, no palco e nos bastidores.

Você fala abertamente sobre feminismo. Como coloca isso no seu trabalho e o quão importante considera estar na sua fala?

A maioria das minhas músicas tem temas que atingem a maior parte das pessoas, geralmente são sobre amor, então é um tema bem geral. Pessoas de todas as idades podem se identificar. Eu não coloco como protocolo ter esse tema nas minhas músicas,  mas tenho uma preocupação sim sobre isso, por exemplo, não colocar uma mulher contra outra. Claro que muitas das minhas músicas são bem sexy e e falam sobre empoderamento sobre seus desejos e isso também é importante, pois tradicionalmente não é o que se espera de uma mulher falar ou fazer. Uma coisa que é importante e que eu sempre tento fazer, é trabalhar com escritoras mulheres na hora de compor as minhas músicas. Você tem que colocar as mulheres em campo. Há um motivo para a maioria dos homens serem CEOs, eles tiveram essas oportunidades.

Você mudou a letra de Ain’t My Fault quando recebeu a música, certo?

Sim, a música falava algo como “eu estou roubando seu homem porque sou melhor que você, mais sexy que você, eu sou tudo que você não é”. A música era debochada… Eu não conseguiria colocar essa versão no ar, pois eu nunca faria isso ou falaria algo desse tipo. Isso não sou eu, eu não posso defender algo que eu não acredito, então nós mudamos a letra. Mesmo que a versão original fosse “melhor” não serviu para mim e eu não quis cantar. A letra não se encaixou comigo como pessoa. A sociedade já coloca as mulheres umas contra as outros o tempo todo e eu não quero contribuir com isso.

Zara, você parece ser uma pessoa super divertida e boa de se ter por perto, você seria parte do nosso squad. A gente quer saber quem estaria no seu squad perfeito.

Cardi B! Amo ela. Ela é tão genuinamente legal e tão fácil de se relacionar. Rihanna! Amo, amo, amo! Ela é incrível. Quem mais… Acho que são elas mesmo. Acho que nos daríamos muito bem e seríamos ótimas amigas.

Zara nunca erra né, gente! Fada demais! Nós amamos a música e estamos super ansiosos pra conferir o clipe!

Comentários

Topo