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Doechii brinca de ser cartomante e desfila hits em estreia no Brasil
Se alguém ainda estava ressentido pelo cancelamento do AFROPUNK Experience 2024, em São Paulo, pode esquecer. Dois anos depois, Doechii compensou os fãs ao finalmente desembarcar na capital paulista e estrear nos palcos brasileiros como uma das headliners do Lollapalooza Brasil 2026.
A rapper estadunidense de 27 anos se apresentou a uma multidão no festival, no Autódromo de Interlagos, na noite desta sexta-feira (20) de ingressos completamente esgotados, com um show recheado de hits eletrizantes e sensuais.
Na setlist, ela mesclou “Alligator Bites Never Heal”, mixtape que a tornou a terceira mulher vencedora do Grammy de Melhor Álbum de Rap na história, e outros destaques de sua trajetória artística.
Entre as faixas estavam “Denial is a River”, viral nas redes sociais; “Girl, Get Up”, parceria com SZA; “Anxiety”, sucesso absoluto com sample de Gotye; e freestyle de “America Has a Problem”, de Beyoncé; além de uma surpresa no final: “What It Is (Block Boy)”.
Cada música mostrou que Doechii não precisa se esforçar muito no palco, pois tem força própria para conquistar uma legião de “gays” e “gostosas”, como ela mesma disse, e colocá-la entre os grandes nomes do hip hop atual.
DENIAL IS A RIVER NA PONTA DA LÍNGUA!!! O BRASIL NÃO DECEPCIONA 🇧🇷🐊 pic.twitter.com/G8t4dRSAUU
— Doechii Brasil (@doechiibrasil) March 20, 2026
Ela também comprovou que fez o dever de casa para vir à América Latina pela primeira vez, como já havia sinalizado nas edições chilena e argentina do Lolla. Fez um remix com “Tira e Bota”, funk do Furacão 2000, e “Alter Ego”, um dos pontos altos da apresentação, com direito a muitos leques na plateia.
QUERIDA!
Doechii apresentando 'Alter Ego' no palco do #LollaBR! pic.twitter.com/aztDyP4ILc— Projeto All The Love (@alloveproject) March 20, 2026
Para dividir os blocos musicais e construir a narrativa do espetáculo, a artista assumiu seu lado místico e brincou de ser uma cartomante, a Mr. Chi Chi Tarot, a partir de vídeos conectados ao repertório e exibidos nos telões do palco.
Toda a performance durou menos de 1h, mas se sustentou nos smashs, na graça e no rebolado de Doechii para fazer os dois anos de espera do público brasileiro valer a pena.