Luísa Sonza abriu caminhos para o #LS5, seu novo disco pop, neste domingo (1º).
Acompanhado de um textão bastante pessoal, a cantora gaúcha mostrou prévias de músicas ainda inéditas do álbum que não teve seu nome divulgado — no total, foram cinco faixas.
Já é possível cravar que o projeto terá composições em português e inglês.
Ela também deu amostras de que trabalhou fora do Brasil: o produtor Roy Lenzo, que fez sucessos com Lil Nas X, surge sentado ao lado dela, além do compositor Vicente Jimenez, conhecido como Vibarco, que é o compositor da dupla argentina Ca7riel & Paco Amoroso no disco “PAPOTA” (2025).
Este será o quinto disco da carreira dela, depois de “Pandora” (2019), “DOCE 22” (2021), “Escândalo Íntimo” (2024) e o mais recente de bossa nova, “Bossa Sempre Nova” (2026). A data ainda não foi anunciada.
“Mais um álbum que vem pra seguir contando minha história na música. O que eu tô sentindo? Medo. Muito medo. Medo porque, após o Escândalo Íntimo e os escândalos íntimos que viraram minha vida de cabeça pra baixo, me mudaram quase que por inteiro. Eu não consigo mentir, até tentei esconder, mas não sou a mesma de antes e acho que nunca serei. Primeiro porque não acredito mais nas coisas como um dia acreditei. E por segundo, porque não quero voltar. Eu não sou a mesma de antes e nem nunca mais quero ser. Mesmo assim, me orgulho do que um dia fui e de tudo que consegui fazer. Eu segui em frente, porque é isso que a vida pede. É isso que o tempo me obriga a fazer. Às vezes sinto que o tempo me odeia. Eu poderia morrer agora e a vida seguiria. Eu já morri e a vida seguiu. Hora de trabalhar. Pelo menos pedi desculpas e desculpei, vivi, chorei e fiz chorar.”
“Nesse próximo álbum, eu falo principalmente das coisas que sobram nessa fase da vida adulta. Me sinto muito desacreditada do mundo, mas não me importo porque com o tempo a gente entende que nada importa. Também me sinto mais calma e mais consciente. Tenho meus vícios, gosto de sexo, bebida, fumo às vezes, mas pouco, por conta da voz, e também não gosto do gosto que fica na boca. Não sou legal com muita gente, mas sou a melhor pessoa do mundo pra outras. Tento ser boa, mas às vezes sinto que a vida me implora pra ser ruim. Tenho minhas questões com a culpa cristã e nasci fruto de uma traição, quase que a igreja não me batiza. Tenham piedade de nós”
“Enfim… todos nós caímos do céu em algum momento. Quem somos nós pra julgar? A vida é assim, meio bruta mesmo, mas não deixa de ser um paraíso”
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