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No Brasil, Doja Cat entrega show pop redondinho com carisma, gogó e rosa de Roberto Carlos

Doja Cat é fantástica. Essa precisa ser a abertura desse texto. O show em São Paulo, na noite desta quinta-feira (5), foi completo por duas horas ininterruptas da cantora dando 100% de si — e quando digo 100%, ainda acho que errei, porque pareceu muito mais.

A artista nascida na Califórnia consegue manter a energia do público acesa desde o momento em que entra com “Cards” até o último segundo, quando “Jealous Type” anuncia o fim do show.

Mas vamos começar pelo começo: a “Ma Vie Tour” faz jus ao nome. A artista preza pela divulgação de “Vie”, seu álbum mais recente lançado no último setembro, que pode ter passado despercebido para o grande público e crítica, mas certamente não para os fãs da diva — os “kittenz”.

Entretanto, o show é regado de músicas antigas. Das 27 faixas que compõem a setlist, pelo menos metade vem de trabalhos anteriores da rapper.

Todas (ou quase todas) as clássicas, como “Kiss Me More”, “Get Into It” e “Woman”, receberam novos arranjos para se encaixar na estética oitentista que Doja se esforça tanto para sustentar com “Vie”.

OUÇA:

Mas ela vai além, no que, na minha opinião, se torna o ponto alto da noite. “Wet Vagina”, “Tia Tamera”, “Demons” e “AAAHH MEN!”, por exemplo, fizeram os fãs baterem cabeça no mais puro estilo mosh ao receberem uma roupagem mais voltada para o rock.

A grandiosidade do show também se apoia na cenografia. Doja alterna momentos no palco principal, com uma estrutura elevada de LED que emoldura a artista e sua banda, com uma passarela.

E é no palco elevado que a banda ganha destaque: músicos que não se limitam a tocar (muito bem, por sinal), mas acompanham a energia da cantora com muito passinho.

Mesmo com caretas, brincadeiras com as câmeras, movimentos psicodélicos, bolhas de sabão e até um momento em que cantou com o microfone pendurado em seu salto, Doja não fala tanto com o público durante o show — no máximo, uns gritos de “Brasil” e um “obrigada”.

Ao fim do show, a rapper imitou o rei Roberto Carlos e jogou rosas para os fãs, enquanto confetes caíram por toda a pista, celebrando uma noite deliciosa de música boa.

Doja mostrou para o que veio. É uma artista que se entrega de corpo e alma pela sua arte, que banca as suas gracinhas e que, com todo o seu talento e carisma, fez milhares de pessoas saírem de casa em plena quinta-feira para assisti-la.

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