Larissa Luz chega ao Carnaval de 2026 em um clima de liberdade e contestação, evocado pelo recém-lançado single “Marchona”.
“Deixa a cabeleira do Zezé / E ele ser o que ele quiser”, proclama a cantora, atriz, apresentadora e diretora artística baiana logo nos primeiros versos da faixa.
Ela faz uma alusão clara a “Cabeleira do Zezé”, hit composto por João Roberto Kelly e Roberto Faissal na década de 1960, propondo uma alternativa às marchinhas tradicionais que reforçam estereótipos e preconceitos que não cabem mais na folia ou em momento algum do ano.
É tão divertida quanto política, assim como o Carnaval, apresentando o tom que deve permear todo o seu próximo álbum de inéditas.
O disco tem estreia prevista para março deste ano e promete uma música sobre a Quarta-feira de Cinzas, entre outras que seguem a mesma linha.
“O disco todo usa o Carnaval como plano de fundo, como cenário, para falar de várias coisas que fazem parte da nossa vida. Traz uma história que é muito nossa, rítmica e socialmente falando”, adianta Larissa em entrevista ao Papelpop.
Sonoramente, a multiartista pretende inserir de vez o “rock com tambor” em seu repertório. A fusão surge após uma extensa pesquisa sobre o gênero, principalmente dentro da história e cultura negra, construindo uma ponte entre África e Bahia que tem tudo a ver com sua trajetória pessoal e artística.
“Resgato uma de mim da adolescência, que foi muito importante para a formação do que eu sou hoje: a Larissa roqueira. Eu tinha banda de rock, corria atrás da Inkoma, que era de Pitty, e tal. Essa vertente, essa veia, essa linha, essa influência do rock na minha vida é muito forte”, relembra.
Parte do processo de explorar o rock foi estudar o cancioneiro de Gilberto Gil e realizar o “Rock in Gil”, show que passou por São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife e, é claro, Salvador, cidade natal dos dois. O espetáculo até recebeu a benção da própria lenda da música brasileira.
“Há muito tempo, falei para Gil que amava os rocks dele e que queria fazer esse projeto. Ele falou: ‘Faça, faça… tem vários’. A gente passeou pelos rocks em uma live uma vez, na pandemia. Flora, super aberta e querida, também autorizou. Foi muito importante ter o aval deles”, conta Larissa.
(Foto: Reprodução/Instagram)
Os projetos de Larissa Luz em 2026 não acabam aí. Além do disco inédito, assume a direção artística da abertura do Carnaval de Salvador ao lado de Gil Alves, fazendo uma homenagem ao samba.
“Estou me arriscando cada vez mais nesse lugar de diretora artística”, celebra.
A soteropolitana também continua dedicada ao teatro, onde, inclusive, já deu vida a Elza Soares. Ela deve retornar aos palcos como Bibiana em “Torto Arado”, musical baseado no livro homônimo do escritor Itamar Vieira Junior.
“Eu sempre quis conciliar teatro com música, escrita, literatura, criação. Minha onda sempre foi essa. Eu ficava vendo Childish Gambino escrevendo, atuando, fazendo trilha, tudo, e falava: ‘Quero ser isso aí’. Eu quero propor, levar, fazer, atuar, estar dentro, estar fora, estar pelas beiras”, diz.
“Conciliar é uma missão difícil porque o tempo é curto e a gente quer fazer tudo. Mas, com uma equipe massa do lado, com gente competente e de coração aberto acreditando nas minhas loucuras e querendo realizar, as coisas vão acontecendo. Tudo é possível”, acrescenta.
(Foto: Divulgação)
Um projeto que, por ora, segue em pausa é o com Luedji Luna e Xênia França: as Ayabass. O grupo surgiu em 2019, no verão de Salvador, e retornou brevemente em 2024, com shows no Viva Verão, também na capital baiana, e no Doce Maravilha, no Rio. Larissa, no entanto, não descarta uma futura retomada.
“Eu nunca digo nunca… ainda mais eu, que acho que tudo é possível e estou sempre querendo abraçar tudo. Acho esse projeto muito lindo, muito especial. Cada uma de nós está no seu rolê agora, mas, se um dia voltar, vou amar”, conclui.
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