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Bad Bunny faz de sua estreia no Brasil uma noite de perreo, emoção e consagração

música
(Foto: Tomzé Fonseca/AgNews)
(Foto: Tomzé Fonseca/AgNews)

Foi na esteira de feitos históricos no Grammy e no Super Bowl deste ano que Bad Bunny estreou nos palcos brasileiros, diretamente de um Allianz Parque lotado, em São Paulo, na noite desta sexta-feira (20). Ele não poderia ter escolhido um momento melhor.

O cantor, compositor e ator porto-riquenho soube aproveitar o hype para finalmente se aproximar do Brasil, país que ainda resiste à música cantada em espanhol, e mostrar por que está no auge não só na América Latina, mas no mundo inteiro.

(Foto: Tomzé Fonseca/AgNews)

(Foto: Tomzé Fonseca/AgNews)

Ele veio com os hits e a estrutura completa da “Debí Tirar Más Fotos World Tour”, turnê feita em apoio ao álbum homônimo de 2025 e vencedor do AOTY. Trouxe até mesmo a Casita, onde tradicionalmente recebe algumas celebridades, fãs sortudos e dançarinos.

A ida do artista até a casa, rosa e inspirada em moradias de Porto Rico, foi um dos pontos altos do show. Além de estar lado a lado de seus convidados, ele ficou mais perto das arquibancadas e da pista comum em um gesto democrático e determinou a hora do perreo.

Ora na varanda, ora no teto da Casita, o coelhão esbanjou o molho que só os latino-americanos têm e convocou todo mundo para rebolar com “Voy a Llevarte pa PR”, “Me Porto Bonito”, “Yo Perreo Sola”, “Efecto”, “Café con Ron” e outras faixas dançantes. Na primeira, aliás, manteve a tradição e chamou um fã da plateia para entoar os icônicos versos: “Acho, PR es otra cosa!”.

No palco principal, o único detalhe faltando foi o cenário inspirado na vegetação de Porto Rico e presente na residência de 2025, mas não sucessos. Teve “La Mudanza”, “Callaíta” (em versão salsa), “Baile Inolvidable”, “La Canción”, “El Apagón”, “EoO”, “DTMF” e mais músicas que fizeram do espetáculo uma grande celebração latino-americana.

Não à toa, os brasileiros estavam misturados a venezuelanos, mexicanos e outros hermanos no estádio paulistano. Bastava olhar ao redor para contar quantas bandeiras diferentes estavam erguidas, ouvir os sotaques e notar todos os vizinhos juntos, em uníssono, em estado de êxtase e com sentimento de orgulho da América de onde vieram.

(Foto: Dri Spaca/Papelpop)

(Foto: Dri Spaca/Papelpop)

Durante todo o tempo, 2h30 de apresentação, Bad Bunny fez o Brasil se sentir incluído nessa festa e, mais que isso, querido. Vestiu uma camisa verde e amarela, levantou a bandeira do país e colocou Los Pleneros de la Cresta para tocar o clássico “Mas Que Nada”, entre outras homenagens.

“Obrigado por virem ao meu primeiro show aqui. Eu não sabia o que esperar. Não esperava tanta gente linda vindo me ver. Estou muito feliz de estar aqui. Obrigado por esta noite e por abraçarem a minha música”, disse.

Ele pareceu, de fato, chocado e emocionado com a recepção do público, que gritava a plenos pulmões suas canções e declarações de amor em sua estreia. Se é que ainda restavam dúvidas, aqui ficou clara sua consagração global.

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