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10 anos de “ANTI”: Álbum que redefiniu a carreira e história de Rihanna

Em 28 de janeiro de 2016, Rihanna fez algo raro no pop: depois de anos dominando as paradas com hits calculados, refrões chiclete e uma imagem moldada para o topo das rádios, a artista decidiu olhar para dentro. O resultado? “ANTI”, seu oitavo e mais recente álbum de estúdio. Até hoje, o mais pessoal, desafiador e honesto.

O disco não queria agradar, não queria seguir tendências e muito menos repetir fórmulas que já tinham feito dela uma máquina de hits. E era exatamente isso: uma negação do óbvio.

Musicalmente, o projeto consegue fluir com facilidade. Atravessa o R&B alternativo, o pop minimalista, o dub, o soul e até o rock com uma audácia pouco comum em projetos mainstream da época.

“Work”, com Drake, abriu o caminho de forma inesperada: uma música pop tradicional, repetitiva, nos moldes da Rihanna antiga e que se tornou um fenômeno global com mais de 3 bilhões de reproduções nas plataformas de streaming.

Já “Needed Me” virou um manifesto de desapego e poder feminino, enquanto “Kiss It Better” mostrou uma Rihanna sensual, vulnerável e melancólica, flertando com o rock de forma elegante. “Love on the Brain”, por sua vez, escancarou sentimentos dolorosos em uma performance vocal crua, intensa e memorável.

E o impacto só cresce: o álbum ultrapassou 500 semanas na Billboard 200, tornando-se o primeiro álbum de uma artista negra a atingir esse marco histórico, foi certificado como 6x platina nos EUA e recebeu seis indicações ao Grammy em 2017.

No mundo do streaming, a bíblia do pop segue gigantesca: acumulou mais de 9 bilhões de reproduções no Spotify, o que o coloca entre os álbuns mais ouvidos da plataforma, um número impressionante considerando que foi o último trabalho lançado por Rihanna até o momento.

“ANTI” é um álbum que conversa com solidão, desejo, raiva, amor tóxico e autossuficiência sem romantizar nada disso.

Talvez por isso Rihanna já tenha dito que é o único álbum seu que ela escuta sem vergonha. Porque ali não há personagem. Há uma mulher adulta, contraditória, cansada de performar perfeição e disposta a se mostrar inteira.

Uma década depois, “ANTI” segue vivo, relevante e necessário. Em meio à espera quase mitológica por um novo álbum, ele permanece como o retrato mais fiel de Rihanna enquanto artista. Um lembrete poderoso de que, às vezes, dizer “não” ao que esperam de você é exatamente o que cria algo inesquecível e incomparável.

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