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Marieta Severo nega desejo de fazer novas novelas: “Não quero passar um ano indo para o Projac”

A atriz Marieta Severo falou com o jornal O Globo sobre seus 60 anos de carreira, completados em 2025. Durante o papo, que rendeu aspas como as que você confere a seguir, ela falou sobre o luto (uma vez que se tornou viúva em 2023), a paixão pelo teatro, a possibilidade nula de retornar às novelas e sobre a onda conservadora que assombra o mundo, o que diz ver com pessimismo.

Num momento descontraído, também contou que tem um perfil secreto no Instagram. Confira abaixo alguns trechos.

Luto e vida afetiva

“Quero me reabastecer. Faço isso com a família. Também viajei para onde íamos. Não queria essa coisa de ficar me lamentando. Fui aos mesmos restaurantes, visitei exposições, assisti a peças e óperas. Quis virar essa chave. Gosto de pensar nele com prazer e muito amor. Afinal, ele [o diretor teatral Aderbal Freire-Filho, com quem foi casada por mais de 20 anos] era isso. Estou completamente viúva. Não consigo imaginar outra pessoa na minha vida e nem quero isso. Sigo muito satisfeita comigo e com todas essas lembranças. Inclusive, trabalho atualmente no resgate de toda a memória do Aderbal. Os textos vão ser reunidos num livro compilado pelo filósofo Patrick Pessoa, cria dele. Também vou fazer um site para juntar toda essa produção. Minha vida afetiva está indo por aí.”

Novas novelas

“Não quero passar um ano indo para o Projac. Se vier algo no streaming, mais limitado… Gosto da criação, de amadurecer. Entrei em seis projetos de roteiros de filmes, que ainda estão em captação. Tomara que agora engrene com o Globo de Ouro maravilhoso da Nanda (Fernanda Torres). É um prêmio para todos nós, para o cinema brasileiro e para a cultura. Espero que a gente consiga voltar a um bom ritmo, depois daqueles quatro anos destruidores do governo anterior. É engraçado como a extrema-direita fascista tem medo da arte, né?”

Conservadorismo

“Se não mantiver o otimismo, sucumbo. Mas nunca imaginei que, aos 78 anos, fosse ver tudo isso. A minha juventude foi pós-guerra. Quando comecei a consumir cultura, tudo vinha para se contrapor ao que havia acontecido. Era a geração que denunciava o nazismo. Pensávamos que isso nunca mais ia voltar. Ver esse discurso nazista e fascista horroroso ou um jovem dizendo que o nazismo é fake news de comunista me faz pensar: “Oi?”. Queria viver 100 anos para ter certeza de que essa onda vai passar. O nosso pensamento era de evolução. Mas avançamos. Embora haja racismo, o antirracismo é forte. Quando minha filha (Helena) começou a namorar o Carlinhos Brown, há 30 anos, recebi manifestações de racismo. Uma pessoa disse que não a eduquei direito, por ela se casar com um homem negro. Não falo mais com essa pessoa. Eduquei as minhas filhas para amarem a quem quiserem.”

Redes sociais

“Minha neta fez uma conta secreta para eu ver somente o que me interessa, como perfis de dança. Não vejo nada desse lado odioso, nem a inteligência artificial consegue me mostrá-lo, porque não sabe que estou ali. Imagina eu estar na minha casa, e essas baixarias começarem a me envenenar?”

Para ler a íntegra, basta clicar aqui.

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