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Xande de Pilares faz turnê com benção de Caetano Veloso e encontro do popular com o cancioneiro

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(Foto: Lucas Leawry)
(Foto: Lucas Leawry)

O respeito e a afeição com que Xande de Pilares tratou a obra cinquentenária de Caetano Veloso no disco “Xande Canta Caetano”, lançado em agosto de 2023, se refletiram na turnê homônima, iniciada no último domingo (02).

O carioca demonstrou reverência desde a escolha de um dos locais mais emblemáticos da terra do baiano, a Concha Acústica do Teatro Castro Alves, como palco da estreia do espetáculo em sua homenagem até o repertório.

O show começou ao som de “Muito Romântico”, assim como o álbum, estabelecendo de imediato a conexão do sambista com o ícone da música popular brasileira. Isso porque a canção foi a primeira de autoria de Caetano que Xande ouviu, apesar de, com sete anos de idade à época, tê-la associado a outro grande nome da cena nacional, Roberto Carlos.

(Foto: Lucas Leawry)

(Foto: Lucas Leawry)

A setlist seguiu em sincronia com o registro fonográfico, mas com algumas mudanças. Colocou “Alegria, Alegria” à frente de “Tigresa” – encarnada pela companheira de Xande e mãe de sua recém-nascida filha Estrela, Mikimbeth, como uma passista aqui – e adicionou outras faixas – a exemplo de “Força Estranha”, “Desde que o Samba é Samba” e “A Luz de Tieta”.

As duas últimas, assim como “Lua de São Jorge” e “Gente”, foram cantadas na companhia do próprio Caetano. Ele deixou os bastidores, de onde assistia à apresentação desde o início, para agradecer pessoalmente a homenagem, receber os aplausos calorosos do público da Bahia e se jogar no samba que Xande fez tão bem com suas composições-poesias.

Ambos se disseram “nervosos” com a abertura de “Xande Canta Caetano” e provavelmente estavam mesmo, mas nada apagou o brilho da noite. Ao vivo, Xande deu ainda mais força às suas releituras com o apreço de quem sabe a relevância da música “caetaniana” e uma banda competente, sempre atenta aos seus comandos.

(Foto: Lucas Leawry)

(Foto: Lucas Leawry)

Tudo isso sem esquecer da própria trajetória. O artista da Cidade Maravilhosa ainda arranjou espaço para os sucessos do Grupo Revelação, do qual participou de 1994 a 2014: “Trilha do Amor”, dedicada a Caetano, “Coração Radiante”, “Compasso do Amor”, “Velocidade da Luz”, “Do Jeito Que a Vida Quer” e “Deixa Acontecer”.

Ele também incluiu “Bahia de Todos os Deuses”, samba-enredo da Salgueiro em 1969, ano de seu nascimento, no repertório e celebrou os sambistas Moreira da Silva, Pretinho da Serrinha, Hamilton de Holanda e Dudu Nobre, o santo São Jorge e outras figuras populares a partir dos desenhos de Filipe Jardim no cenário do show, com direção artística de Regina Casé.

“Xande Canta Caetano” continua nos próximos meses. A festa passa por Minas Gerais, no festival Sensacional; São Paulo, com show solo e no Coala Festival; Rio de Janeiro, com show solo também; além do Distrito Federal, na Praia Festival, para espalhar o cancioneiro de Caetano na voz popular de Xande.

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