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Avril Lavigne faz show curtinho e nostálgico em São Paulo, repleto de grandes hits

Avril Lavigne subiu ao palco do Espaço Unimed, na noite da última quarta-feira (7). A cantora, que fará 38 anos no final deste mês, trouxe ao Brasil a “Love Sux Tour” para show único em São Paulo e uma apresentação no Palco Sunset do Rock In Rio 2022, nesta sexta-feira (9). O público que esperava gastar suas cordas vocais com a estrela do pop rock foi agraciado com um show curto — que durou cerca de uma hora só — e uma setlist que priorizou hits antigos a faixas do último álbum da artista, o bom “Love Sux” (2022), que dá nome a turnê.

Com 30 minutos de atraso, enquanto a cantora não fazia sua grande aparição e os fãs esperavam a cortina branca que tampava o palco cair ao chão, foi possível ouvir um questionamento importante na plateia, vindo de uma dupla de meninos. “É ‘Eivril’ ou ‘Ahvril’?”. A escolha de como chamá-la foi inaudível a este repórter, mas certamente foi respondida durante a apresentação nostálgica feita por uma das principais vozes do pop rock e emo dos anos 2000, durante show seguro e pouco entusiasmado feito pela cantora, oito anos após voltar a pisar no Brasil.

(Foto: Rafael Strabelli/PapelPOP)

A apresentação começou com “Cannonball”, uma ótima faixa do sétimo e último álbum de estúdio, seguida da agitada “Bite Me”, que também integra seu projeto mais recente. Neste momento, já foi possível identificar os visuais presentes nos shows desta turnê: bolas infláveis pretas e laranjas foram arremessadas à plateia, compondo o cenário projetado no telão de LED gigantesco, preso ao fundo do palco, que mudava seu conteúdo a cada faixa.

O palco retangular ganhou balões pretos infláveis em cada uma de suas pontas, fazendo uma referência direta a capa de “Love Sux”, assim como o look de Avril. A estrela escolheu seu já tradicional visual roqueirinha, com uma base de meia arrastão ao fundo. Completava a roupa um moletom cropped laranja com o nome “AVRIL”, cravejado em pedraria, e uma calça preta. Houve uma única troca de roupa, em que o moletom foi substituído por um cropped preto de couro, fazendo a comunidade rocker ficar feliz.

(Foto: Rafael Strabelli/PapelPOP)

Depois das duas primeiras faixas, o show engrenou com grandes hits da carreira da cantora, com a poderosa sequência “What the Hell”, “Complicated”, “My Happy Ending” (com ela na guitarra), “Losing grip” e “Smile”. Foi aqui, então, que ficou nítido a falta de entusiasmo da cantora em cima do palco. O público se esgoelou e gastou gogó para toda a Barra Funda ouvir os hits que embalaram anos antigos, e Avril não seguiu com a galera. Com sorriso tímido e poucas interações, faltava energia para a estrela entregar algo novo a seus fãs.

A apresentação seguiu com “Love It When You Hate Me”, faixa recente com blackbear, “Girlfriend”, “Bois Lie, esta com Machine Gun Kelly, e a icônica “Sk8er Boi”. Antes da tríade final, houve um momento especial feito para os fãs do Brasil. Avril mudou a setlist e tocou “Avalanche”, faixa pedida por seus seguidores no Twitter. Ali, quem estava presente precisou cantar junto com a cantora, que demorou a engrenar com sua banda na faixa, que não costuma tocar ao vivo.

(Foto: Rafael Strabelli/PapelPOP)

Depois de um breve sumiço do palco, Avril retornou para apresentar sua banda — que vestia paletós nas cores preta e laranja, seguindo a paleta da turnê — e finalizar a breve apresentação com “Head Above Water” e “I’m with You”. O show terminou com o famoso “gostinho de quero mais” e com uma pulga atrás de nossa orelha, no fluxo de tentar imaginar que o grande ouro de sua passagem pelo Brasil está guardado para o Palco Sunset, do Rock in Rio. Estamos atentos!

(Foto: Rafael Strabelli/PapelPOP)

***

Ouça aqui “Love Sux”, sétimo álbum de estúdio de Avril Lavigne, lançado em 2022:

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