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Foto: Divulgação

Cleo e Diego Timbó falam sobre a trilha sonora de “Me Tira da Mira”: “mistura de gêneros e gerações”

Cleo é conhecida por muitas coisas, além de sua vasta carreira como atriz e com um repertório crescente na música, a artista agora foi para uma aventura inédita, até então: assinar a produção executiva de um disco. O feito aconteceu com a trilha sonora de “Me Tira da Mira”, filme em que também atua ao lado de seu pai, Fábio Jr, e seu irmão, Fiuk.

A primeira parte do disco chegou com cinco faixas na última quarta-feira (30). Além as inéditas, compostas especialmente para a trilha sonora, o álbum ainda conta com regravações de clássicos gigantes da música brasileira cantados por artistas como Thiaguinho, Pabllo Vittar, Dilsinho, Alcione, Elza Soares e até a própria Cleo.

O elenco da comédia também conta Silvero Pereira, Vera Fischer, Viih Tube, Gkay, Mel Maia, Kaysar Dadour, Cris Vianna, Sérgio Guizé, Júlia Rabello e Bruna Ciocca. Eles atuam sob a direção de Hsu Chien.

Ao lado de Diego Timbó, um dos curadores do disco, Cleo conversou com o Papelpop sobre a nova experiência e os processos que passou para chegar a tal resultado. Ela afirma que tudo aconteceu naturalmente e também comenta sobre uma homenagem que fez ao pai com uma releitura de uma das músicas mais conhecidas de seu repertório.

Leia a entrevista na íntegra:

Esta é a primeira produção executiva assinada por Cleo, certo? Como foi essa experiência e como foi a iniciativa para tal?

Diego Timbó: A gente falou antes de entrar no set que tinha essa vontade e, durante as filmagens, as coisas foram se desenhando. Você (Cleo) tinha muita cena na cabeça, que falava “nossa, incrível se a gente tivesse uma música nesse estilo”. Eu acho que foi uma coisa meio natural, foi rolando.

Cleo: Sempre que a gente falava sobre fazer o filme, a gente pensava em fazer uma trilha original. Foi isso mesmo, a gente ia tendo ideias e a coisa se concretizou.

Como foi o processo de curadoria dos artistas que entraram no disco? 

Timbó: Eu tinha uma missão: pegar os artistas que Cleo amava muito, as referências que ela amava, que são muitas, e botar tudo num liquidificador. A gente tem Elza Soares, que é uma cantora que marcou muito a nossa vida e a Cleo sempre falou dela. Em uma das primeiras vezes que a gente se encontrou a gente já falou sobre a Elza, que é a cantora que eu mais na vida e a cantora que a Cleo mais se inspirou em admirar a obra e a trajetória. Tem Alcione, tem Pabllo, tem guitarra até no pagode…

Cleo: Eu acho que a gente também, no processo de quando falamos “vai acontecer”, a gente foi lembrando muito do que a gente gostava e do que a gente queria ouvir. Pensamos sobre o que a gente queria ouvir da Elza, do Dilsinho e das pessoas que a gente já consumia. A gente trocou muita figurinha, ideia e músicas. O convite veio muitos através de mim, pelo Instagram e muitos pelo Timbó.

Timbó: A gente encontrou pessoalmente o Thiaguinho, fomos no show e falamos “oi, Thiaguinho! Por favor…”

Cleo: “Thiaguinho, tudo bem? Será que tem como você fazer parte da trilha sonora? Obrigado”.

Existe algum que acabou ficando de fora, mas que você adoraria trabalhar em uma nova oportunidade?

Timbó: Eu diria alguns. A Cleo nem sabe disso, mas a gente queria fazer uma surpresa com Duda Beat, que entraria em “Ganaya”. Seria Duda e Johnny Hooker, mas a gente teve que correr. A gente colocou o filme logo que a ômicron foi controlada, tivemos que obedecer a regra da volta do cinema, então o melhor momento do filme era aquele e a gente precisava aproveitar uma janela que estava disponível. Mas a Duda, por exemplo, vai ficar para o dois. Acabou que ela não conseguiu por conta de agenda.

Cleo: Ia ser tudo, meu Deus. Por que você tá me falando isso? Eu to me remoendo e agora a Duda vai ficar para o dois.

Além das inéditas, o disco também traz releituras de clássicos brasileiros. A que mais me chamou atenção foi “Alma Gêmea”, do seu pai, na voz de Dilsinho. Como ela foi escolhida para entrar no disco e por que Dilsinho? Fábio Júnior deu alguma opinião? 

Cleo: A gente queria fazer uma homenagem pro meu pai. Já tinha visto em alguns lugares que Dilsinho admirava muito e era fã dele e achei que seria perfeito justamente para esse projeto. 

Timbó: Alma gêmea, caça e caçador, o que é que há estarão no texto.

Cleo: E aí a gente escolheu “Alma Gêmea”. Também é um artista que a gente já consumia e admirava muito, eu sou louca pela voz dele, a técnica é muito perfeita. Eu amo.

Por fim, acredito que produzir esse disco tenha sido muito enriquecedor para seu trabalho como cantora. Quais experiências você quer levar e usar em próximos trabalhos?

Cleo: Com certeza. Eu acho que nesse álbum, tem muita mistura de gêneros e gerações e eu acho que isso traz muito know-how de como fazer isso porque não é simples, senão fica uma coisa estranha. Ficou muito bom. Eu adoro misturar coisas nas músicas e eu acho que esse é um aprendizado que eu vou levar.

Timbó: Eu acho que, eu hoje olho pros nossos projetos de cinema futuros e eu não consigo imaginar um que não vá unir as duas coisas. Eu vejo que a cleo é uma pessoa que se expressa de diferentes formas: ela se expressa enquanto atriz, se expressa como produtora, como cantora…

Sempre que a gente tiver a oportunidade de sublinhar isso através de grandes projetos como esse, eu acho que vai ser a cereja do bolo. Eu não consigo imaginar um próximo filme com ela produzindo sem ter uma trilha sonora que marque, que traga a união da cultura pop com grandes nomes que influenciaram.

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