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Foto: Divulgação

Clarice Falcão prepara apresentação animada para o Lollapalooza e relembra gafe: “tive dor de barriga no meio do show”

No mesmo dia em que se apresentam Miley Cyrus, A$ap Rocky, Jão e Emicida, Clarice Falcão cantará seus maiores hits no palco do Lollapalooza 2022. A cantora e atriz, que fez o lançamento de seu último disco em 2019, se prepara para encantar o público do festival no próximo dia 26 de março.

Em uma entrevista ao Papel Pop, Clarice falou sobre a emoção de retornar aos palcos, os erros e gafes que já cometeu em frente ao público. Além disso, a artista falou sobre Linn da Quebrada, sua favorita para vencer o BBB 22 e comentou sobre “Eleita”, sua nova série pela Amazon Prime.

Leia a entrevista na íntegra:

 

Depois de 2 anos, o Lollapalooza finalmente está de volta. Sobre o seu show, o que podemos esperar da setlist? Qual faixa não vai faltar? 

Cara, eu acho que vai ser um show bem pra cima, essa é a minha vontade. Tanto no sentido de músicas animadas, quanto no sentido de colocar hits e tal. A vontade é pegar músicas e fazer uma releitura, nada para ficar distante, mas vai ser um show animado. Como vai ser às duas horas da tarde, não vou fazer algo pra deprimir a galera, né?

 

Você lançou um EP em 2020 e alguns singles na sequência. Quais os planos para 2022? Algum “esquenta” pro Lolla?

Vou fazer um esquenta aqui no Rio [de Janeiro], na Casa da Glória, tudo bem livre para testar como cada música está funcionando, o que de novo podemos acrescentar. Vamos fazer tudo para enxugar o show, porque em festivais os shows são mais curtinhos e as vezes temos que tirar metade para caber.

Eu reparei que lanço disco a cada três anos, lancei em 2013, depois 2016 e, por último, 2019. Então quero cumprir isso. A minha vontade é lançar no segundo semestre e eu espero que consiga, senão vou ficar agoniada.

 

Você disse em sua conta no Twitter que já estava decidindo qual letra iria errar no Lollapalooza. Imprevistos te perseguem? Tem algum episódio que te marcou?

Com certeza, eu gosto muito de imprevistos, acho bom. O meu primeiro show era bem roteirizado e era uma outra proposta que gostava muito, mas cada frase era muito pensada com piadinhas. O novo é o oposto, nós vamos dançar, curtir e ver o que podemos fazer. Errar letra é algo que acontece muito, por mais que todas as letras sejam minhas, eu erro, mas logo volto.

Quando eu via “Sai de Baixo”, quando os atores erravam, eu achava um máximo e ria muito. Ainda mais em um show, você se sente fazendo parte de uma coisa única quando acontece um errinho ou alguma coisa, eu acho que as pessoas se sentem participando de uma experiência em comum. Mas já errei a letra, tropecei muito, já tive dor de barriga no meio do show e tive que dizer  “gente, eu vou tentar segurar, mas…”

 

Então você comunicou o público do que estava rolando?

É que eu estava nervosa por estar com dor de barriga e ia ter que sair do palco, isso me deu mais dor de barriga. Então eu pensei ‘cara, eu vou abrir o jogo’. Eu falei “gente, estou com dor de barriga, talvez eu tenha que sair. Vamos todo mundo me mandar energias positivas para eu conseguir fazer esse show direto, até o final”. Isso foi em São Paulo em um show ‘mara’, foram dois dias e isso aconteceu no segundo.

Quando você abre o jogo é especial, é um show que eu lembro e as pessoas se sentem fazendo parte. Não é uma coisa ‘eu sou a diva que nao erra e vocês são os fãs que tem que me adorar’, não, gente. Se eu tiver com dor de barriga eu vou comunicar (risos).

 

Além do seu, qual outro show você está querendo ver no Lolla?

Jup do Bairro. Eu nunca vi ela sozinha, só com a Linn [Da Quebrada], em um show das duas. Eu gostei muito do trabalho dela, do disco que ela lançou e do visual. Eu estava esperando muito ela lançar o projeto solo e esse último disco é muito legal e eu acho que ela entrega muito. Estou doida pra ver o que ela vai fazer.

 

Por falar em Linn da Quebrada, “O After do fim do mundo” é sua parceria com ela. Ela é sua favorita desta edição do BBB?

Com certeza. Com certeza. Ela já seria de qualquer jeito, mas de longe, não tem nem competição. A gente se conhecia de rolê e ela falou [no programa] que eu cheguei nela doidona e falei que era super fã dela e isso aconteceu mesmo. Quando eu fiz “O After do Fim do Mundo”, eu queria muito a Linn, liguei para ela assim que a música ficou pronta e ela se animou muito em compor. Eu falei pra ela: “cara, você faz o que você quiser, seja uma poesia, um rap, uma outra parte, compõe e me manda”. Ela mandou uma coisa maravilhosa e eu admiro muito ela.

 

“Eleita” é sua série de comédia que será lançada no Prime Video. A história acompanha uma influencer que, por brincadeira, decide se candidatar ao governo do Rio de Janeiro e é eleita. Como surgiu essa ideia? 

Eu escrevi com meu melhor amigo, Célio Porto, e nossa ideia era justamente não fazer uma comédia comportamental. Por mais que eu adore assistir esse tipo de programa, eu queria fazer uma coisa mais fora da casinha. Essa ideia foi uma coisa que veio do tempo que a gente tá vivendo: as pessoas estão desacreditadas com a velha política e acreditando que todos são iguais, começando a votar em não-políticos. A principal diferença entre essas histórias com a minha é que a personagem não queria ser eleita, ela foi eleita “sem querer” e agora está com esse grande problema para resolver.

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