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(Divulgação/Lucas Dias)

Vitão se prepara para o lançamento de parceria com Thiaguinho e Luccas Carlos e fala sobre cancelamento: “servindo para eu evoluir”

Vitão está de volta e se prepara para o lançamento de mais um single e, desta vez, é “Pensei Melhor”, uma faixa já lançada anteriormente de maneira solo, mas que agora une as vozes de Thiaguinho e Luccas Carlos. Em entrevista ao Papel Pop, o cantor de 22 anos falou sobre como aconteceu a parceria, as referências musicais de sua carreira e comentou sobre o cancelamento que sofreu durante o relacionamento com Luísa Sonza. Além disso, o artista afirmou que, em breve, novas parcerias virão com artistas “não só de dentro do Brasil, mas internacionais”.

Confira a entrevista na íntegra:

Desde o início da sua carreira você traz o samba de uma maneira repaginada e que conversa melhor com as gerações mais jovens. O samba sempre esteve presente na sua vida? É um estilo que você pretende trabalhar cada vez mais ou há outros que deseja focar e se aventurar?

O samba sempre esteve muito presente na minha vida desde criança por meio dos meus pais. Meu pai sempre foi muito apaixonado pelo samba, por Martinho da Vila, Fundo de Quintal e minha mãe sempre amou o Zeca Pagodinho. Isso foi pulverizado em mim desde novo, e a partir daí comecei a conhecer aos poucos, Martinho da Vila, Grupo Revelação, Thiaguinho, que era a paixão do meu tio e que também me influenciou, o pagode da nova geração, com uma linguagem com versos mais flow e gírias. Também ouvia Djavan, Gil, que não são diretamente sambistas, mas que fizeram muitos sambas, e Arlindo Cruz.

Quando comecei a fazer música, eu já tinha isso muito forte dentro de mim, a levada, a pegada do samba no violão, da mão direita e da mão esquerda e as pegadas do samba por sempre ter ouvido e gostado muito. Uma das primeiras músicas que tirei no violão foi “Sampa” do Caetano Veloso. Eu era muito novo e já tirei ela com a mão direita do samba, da levada brasileira. 

Comecei a criar essa consciência musical e cultural de querer levar isso para o meu público jovem, que muitas vezes acaba não ouvindo muita música de raiz brasileira. Queria levar essa raiz brasileira mesmo que fosse de uma forma repaginada, mas que tivesse presente na minha música. Meu single “Café” tem total essa levada de samba. Eu compus ela no violão quando ainda morava com a minha mãe, com essa pegada da mão direita do samba e do pagode, e a produção dela é uma mistura disso com trap, 808, de rap. Sempre teve essa mistura de Brasil que eu sempre ouvi muito nas músicas do Rael, Emicida, Criolo, de misturar ritmos brasileiros raiz com rap e uma nova linguagem com versos diferentes. 

Ouvindo tudo isso, eu comecei a trazer para a minha vida. Ao mesmo tempo também sempre fui fã de outras coisas, como rap, rock n’roll, anos 70 e 80, ACDC, Guns N’ Roses, minhas bandas favoritas de rock. Nessa época eu comecei a tocar guitarra. Isso tudo está muito no meu sangue e eu tento levar tudo para a minha música. Agora, como produtor, eu estou tendo mais liberdade para fazer o que me dá na telha. Estou trazendo um pouco de tudo que eu ouvia. Eu quero fazer de tudo musicalmente nessa vida. Vou cada vez mais trazer o samba, pagode, música brasileira, mas também das outras fontes que eu sempre bebi. 

O remix de “Pensei Melhor”, que será lançado na quinta-feira (17), conta com a participação de Thiaguinho e Luccas Carlos, como rolou essa parceria? Desde o lançamento oficial da música já era um desejo colaborar com estes artistas?

Sempre foi um desejo colaborar com eles. Luccas Carlos eu sempre fui um fã, e estamos indo para a nossa quarta música juntos, ele é uma grande referência para mim como cantor e como compositor. Thiaguinho eu sou fã desde criança e é uma referência enorme para mim. É a nossa primeira faixa juntos, mas eu já havia tido contato musical com ele na música da Luisa Sonza “Cansar Você”, em que eu sou um dos compositores.

 Para falar a verdade quando eu lancei “Pensei Melhor” não havia ainda pensado em um remix da canção, mas quando o Thiaguinho me mandou mensagem dizendo que estava ouvindo essa música todos os dias e que era boa! Falei “bora fazer um remix então irmão”! E como o Luccas já estava na faixa comigo como compositor, fomos no estúdio todos juntos e gravamos. 

Thiaguinho já é um nome consagrado na música e Luccas Carlos, já consagrado como compositor, está entrando na mira dos holofotes agora como cantor, qual a importância de juntar dois artistas em níveis diferentes em uma mesma canção? 

O Luccas já tem muitos anos de carreira, de estrada e é um nome muito forte na música brasileira. É muito respeitado, inclusive pelo próprio Thiaguinho, que já regravou músicas dele. Na verdade sou mais eu que estou entrando na caminhada, e eu graças a Deus também estou conseguindo esse respeito e adquirindo experiência. Está sendo incrível ter eles dois nessa faixa, sou muito fã e grandes amigos que eu amo demais.

Você iniciou a nova era com o lançamento de “Takafaya” e vem soltando alguns singles desde então. Em relação a narrativa do próximo álbum, o que podemos esperar? E a sonoridade? 

Tudo que eu tenho gravado para soltar, tem um discurso verdadeiro de sentimentos que eu passei a ter nesses últimos dois anos. Nessa fase de virar adulto, de sofrer um cancelamento injusto, de passar a ter responsabilidades diferentes, sentir coisas diferentes. Mudei de casa, ajudei muitas pessoas nessa pandemia também e foi nesse momento conturbado que eu tive tempo para sentar e começar a produzir, aprender outros instrumentos. Nesse disco tem muita coisa minha como produtor, que eu estou fazendo na minha casa e produzindo do zero. É um pouco disso tudo. 

Você já colaborou com diversos artistas incríveis até o momento, gostaria de saber se já tem outras parcerias no gatilho? Pode dar alguma característica do artista e dizer que tipo de som vem por aí? 

Gosto muito de colaborar com outros artistas porque acredito que esse diálogo musical e artístico é muito enriquecedor para ambas as partes e para a arte. Tenho sim coisas novas por vir com artistas que eu amo e não só de dentro do Brasil, mas internacionais, da música raiz brasileira, do rap… ainda tem muita coisa por vir e eu estou muito empolgado para mostrar! 

A sua carreira passou por alguns altos e baixos nos últimos anos devido à opinião externa sobre um relacionamento pessoal. Você vem tentando reconstruir tudo que criou até o momento e está fazendo isso muito bem, como tem sido este processo para você? 

Tem sido um processo de me reerguer e ressurgir das cinzas. Sempre tive muita convicção de que a minha música é imortal e de que nada vai acabar com ela. Me senti injustiçado na internet por conta de mentiras e fake news, mas acho que isso foi um chamado do universo para mim, para eu vencer e voltar mais forte. Cada vez me sinto mais revigorado com o meu trabalho, aprendendo e amadurecendo mais. Sinto que cresci muito e no fim, isso tudo vai acabar sendo bom para mim como artista e ser humano, porque só está servindo para eu evoluir. A cada música que eu lanço, sinto que é mais um passo para frente. As coisas vão evoluindo com o tempo, mas tudo é fruto de muito trabalho, dedicação e foco, que é o que eu estou priorizando no momento.

 

Não esqueça: “Pensei Melhor” chega hoje (17), às 21h, em todas as plataformas digitais. Faça o pre-save clicando no link.

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