“Água Benta”, colaboração entre Claudia Manzo e BaianaSystem, ganhou um registro audiovisual na noite de segunda-feira (17). A faixa foi lançada nas plataformas digitais há alguns dias.
O single antecipa o novo álbum da cantora chilena, “Re-voltar”, e se une a outras duas canções já reveladas: “Vacilão” (com Mariana Cavanellas) e “Re-volta”. O clipe apresenta o registro do espetáculo El Cumbión del Chivo, da companhia de dança peruana La Trenza, com direção de Marcelo Pinheiro e Claudia Chávez.
Assista:
A origem desse encontro está nas manifestações de rua no Chile, que sofreram pesada repressão policial e fizeram a cantora radicada no Brasil buscar plataformas de artistas dispostos a compartilhar vídeos e relatos não mostrados na mídia tradicional. Através de DMs de Russo Passapusso, vocalista do BaianaSystem, Claudia foi convidada a uma participação no álbum do grupo. Agora, é ela quem recebe o coletivo em uma canção que mescla todas as suas interseções artísticas e visão de mundo.
“Na revolta chilena de outubro de 2019 eu já estava morando no Brasil e comecei a receber notícias do Chile que não chegavam aqui e eram horríveis, de mortes, repressão, estupros, por parte do Estado contra o povo que estava se manifestando. Me veio um desespero, entrei no Instagram e mandei mensagem pra alguns artistas que eu sentia que iam compartilhar nos seus perfis. Russo me respondeu, me pediu pra explicar melhor a situação e que fosse compartilhando o material que eu recebia com ele. Russo me perguntou se eu cantava ou fazia música e eu disse que sim. Nesse momento ele me enviou a música ‘Capucha’, o instrumental”, relembra Manzo. No fim de 2020 foi possível gravar não apenas essa canção, como também “Pachamama”, onde ela faz um rezo e toca o cuatro.
A letra de “Água Benta” remete ao respeito com a história ancestral, tradições e manifestações da Abya Yala – como a América pré-Colombo era conhecida na língua do povo Kuna, significando “Terra madura”, “Terra Viva” ou “Terra em florescimento”. A faixa aborda a vida e morte como algo natural, o purgatório terrestre em defesa da ancestralidade e dos sons que transitam entre o céu e a terra para nos libertar. Desse canto de resistência, a guitarra baiana de Roberto Barreto, o violão de sete cordas de André Milagres, os beats e a poesia cortante, entre Português e Espanhol, surge uma canção sobre identidade.
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