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(Fernando Young / Divulgação; Rodolfo Magalhães / Divulgação; Divulgação)

Caetano Veloso, Gaby Amarantos, Marisa Monte e mais: os comebacks icônicos de artistas brasileiros em 2021

Pode ser difícil falar sobre música em retrospectiva. Em um único ano, há tantos discos, EPs e singles novos vindo de dentro e de fora do Brasil que é possível perder-se na conta. Mas uma coisa é certa: 2021 fica marcado pelo retorno de bons artistas brasileiros aos trabalhos com inéditas.

Foi neste ano que Caetano Veloso, Gaby Amarantos e Marisa Monte quebraram um jejum de quase uma década sem álbum de inéditas. Rita Lee e Roberto de Carvalho deram fim a um hiato de nove anos, lançando, enfim, um single novíssimo em folha.

São canções que mostram pluralidade, são gêneros dos mais dançantes aos mais calmos, são alegres e românticas para confortar o coração, são tristes e melancólicas como viver no Brasil pode ser. Os retornos são mais que uma chance de atualizar playlists, são também um motivo de celebração da potência que é a cena artística brasileira.

Relembre os lançamentos:

Caetano Veloso

Caetano Veloso se manteve ocupado na última década. Saiu em turnê com os filhos Tom, Zeca e Moreno. Formou uma parceria com o clarinetista Ivan Sacerdote. Viu a família crescer com a chegada de mais um neto. Faltava apenas um álbum de inéditas na festa, já que o último, “Abraçaço”, fora lançado em 2012. “Meu Coco” chegou em 2021 para acabar com essa saudade de canções novas do baiano de Santo Amaro.

Eleito o terceiro melhor disco do ano pelo tradicional jornal norte-americano The Washington Post, “Meu Coco” conduz o público pelas reflexões de Caetano acerca do Brasil, da tecnologia, da geração mais jovem de Enzos Gabriels e da própria música brasileira. Há referências a João Gilberto, Dorival Caymmi, Pixinguinha e Marília “Maravilha” Mendonça. Também tem canção de ninar. E uma pontada de esperança de que “superaremos cãibras, furúnculos, ínguas / com Naras, Bethânias e Elis / faremos mundo feliz”.

Gaby Amarantos

“Treme” lançou Gaby Amarantos ao mundo em 2012, abrindo portas com músicas como “Ex Mai Love” e “Xirley”. A artista paraense fez muito desde então, atuando até como jurada no The Voice Kids, mas manteve-se firme e forte às cobranças de uma indústria cada vez mais acelerada e tomou o tempo necessário para produzir seu segundo disco. Demorou nove anos, mas “Purakê” chegou em 2021.

Com um título que faz referência a um peixe pré-histórico conhecido por liberar descargas elétricas, o álbum reúne 13 faixas produzidas por Jaloo, com quem Gaby viveu jornadas criativas a bordo de um barco na Amazônia. Além do artista e amigo, Alcione, Dona Odete, Elza Soares, Ney Matogrosso, Urias e Liniker também se fazem presentes em “Purakê”.

Marisa Monte

Antes deste ano, o álbum de inéditas mais recente de Marisa Monte não era tão recente assim. Com faixas como “Depois”, “O Que Se Quer” e “Ainda Bem”, “O Que Você Quer Saber de Verdade” estava na pista desde 2011. Em 1º de junho de 2021, dia do 54º aniversário da artista, “Portas” chegou para quebrar o hiato de dez anos.

Com uma capa que destaca o universo particular de Marisa com uma arte delicada e colorida de Marcela Cantuária, o disco “devolve” ao mundo uma das vozes mais doces da música brasileira e a compositora carioca de mão cheia. Entre as 17 canções, há parcerias com Arnaldo Antunes, Seu Jorge, Flor, Chico Brown, Marcelo Camelo e Jorge Drexler.

Rita Lee e Roberto de Carvalho

Em 2021, “Rita Lee: Samsung Rock Exhibition” ofereceu ao público uma chance de percorrer a trajetória da lendária artista. A exposição, em cartaz no Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS) até o dia 20 de fevereiro de 2022, já foi indicada ao Prêmio Arcanjo de Cultura 2021. Mas essa não foi a única novidade do ano de Rita Lee.

Ela e Roberto de Carvalho lançaram “Change”, sua primeira inédita em nove anos, em parceria com Gui Boratto. A canção bilíngue é um convite às pistas, enquanto traz questões sobre a vida. “Você se pergunta se todo o universo é uma ilusão / da vida à morte como uma chama ardente”, canta Rita Lee. Foi só um single, mas já valeu a pena!

[BÔNUS]

Johnny Hooker

Quatro anos depois de seu último álbum de estúdio, “Coração”, dono de hits como “Flutua” e “Caetano Veloso”, Johnny Hooker voltou à cena em 2021. O artista pernambucano iniciou sua nova era com o inédito single “Amante de Aluguel”, preparando terreno com base e temática tradicionais da música brega para um próximo disco sobre amor e sexo no Brasil de hoje.

Liniker

Em fevereiro de 2020, meses depois do ótimo disco “Goela Abaixo”, Liniker e os Caramelows anunciaram sua separação. A boa notícia foi que naquele mesmo ano Liniker deu o primeiro gostinho de sua carreira solo com o single “Psiu”. Em 2021, ela se abrilhantou ao lançar seu álbum de estreia, “Indigo Borboleta Azul”, com participações de Milton Nascimento e Tassia Reis. Mais que um comeback, uma chegada triunfal!

Manu Gavassi

Depois do destaque no Big Brother Brasil de 2020, Manu Gavassi tomou um tempo para si e mal apareceu nas redes sociais. Os fãs logo sentiram falta, mas não precisaram se esquentar: ela voltou e voltou com tudo. A artista estreou o álbum “Gracinha”, quatro anos depois de seu antecessor, “Manu”, com direito a nove faixas e registro visual na Disney+.

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