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“Leilão” é o terceiro single do futuro disco (Rodolfo Magalhães / Divulgação)

Gloria Groove fala sobre “Leilão” e antecipa detalhes do álbum “Lady Leste”

Gloria Groove vive um momento de ascensão, consagrando-se como a drag queen mais ouvida do mundo com 5,1 milhões de ouvintes mensais apenas no Spotify e a primeira a entrar solo para o Top 200 da Billboard. É dela também o título de dona do clipe pop solo mais visto e curtido de 2021 com “A Queda”.

Lançado em outubro como sucessor de “BONEKINHA”, o hit prepara terreno para o álbum “Lady Leste” e conquista cada vez mais o público. Desde seu lançamento, gera milhares de vídeos no TikTok, está entre as 200 músicas mais reproduzidas no Spotify e ultrapassa 80 milhões de streams. Hoje (26), Gloria escreve mais um capítulo de seu sucesso com “Leilão”.

O terceiro single da nova era entra em um debate pertinente, apresentando uma verdadeira análise da drag sobre seu próprio sucesso e sobre a valorização da arte. E é assim que “Leilão”, “A Queda” e “BONEKINHA”, com seus temas particulares e sons do pop ao hip hop, começam a dar o tom de “Lady Leste”.

“Se ‘Lady Leste’ fosse uma experiência, seria você, vestida de bonequinha, com seu cabelo azul, em cima da motinha, passando por uma rua da Zona Leste. Você passa por um posto de gasolina tocando funk, passa pela igreja tocando um louvor, passa pela calçada e o pessoal está fazendo passinho”, descreve a GG ao PapelPop durante uma coletiva de imprensa.

Ela continua com a analogia: “Seria você andando por uma rua com muitas sonoridades. Viver na quebrada é assim: muito som, muita coisa, muita informação. Pensa em ‘Lady Leste’ como um terminal de ônibus às 18h40: é o ônibus, é o ponto de taxi, é o tio vendendo coxinha, é o churrasquinho do lado”.

A influência desse cenário vem diretamente de Vila Formosa, Zona Leste de São Paulo, como uma forma da artista exaltar suas origens. O próprio título do disco, dividido em inglês e português, carrega esse fator para mostrar que ela sabe de onde vem ao mesmo tempo em que busca novos ares.

“Vejo o lado ‘Lady’ sendo o para onde estou indo ou o que posso fazer e o lado ‘Leste’ como tudo o que eu sempre fui”, reflete Gloria. “Sei de onde eu venho, sei quem eu sou. É por saber quem eu sou que eu sei quem eu serei e é por saber de onde eu vim que eu sei para onde irei. Acho que é super importante passar essa mensagem nesta fase da minha carreira”.

É dessa forma também que a drag chama atenção para sua característica multifacetada, que se mostra em “Lady Leste”. “Versatilidade é algo sempre bom porque a gente não quer cansar de um artista. A minha sensação é que existe uma Gloria Groove para cada pessoa: dramática, teatral, mana que fala as verdades, pagodeira, R&Bzeira. E isso me interessa”, avalia GG.

“Eu percebi que, na minha escola de cantor de banda de baile e ator de teatro musical, essa versatilidade que a galera considera uma coisa incrível é o mínimo que você tem que ter. Para mim, [essa] é a regra. Então é normal que quando vocês ouvirem ‘Lady Leste’, vocês ouçam várias Glorias”, completa.

Enquanto a cantora guarda alguns spoilers, uma coisa é certa: “Lady Leste” está indo para a pista. “O conceito nasceu quando eu pensei: ‘a vida vai voltar e eu vou estar no palco de novo’. Estou morrendo de saudades da pista e acho que o que a gente passou nesta pandemia me alimentou para ansiar”.

“Leilão” antecipa essa essência. “É aquela música de jogação, de twerk, de aula de dança. Eu quero ver a galera do hip hop se quebrando todinha. Isso porque ‘Leilão’ me lembra muito a artista que eu queria ser quando via Nicki Minaj, Lauryn Hill, Iggy, minhas ídolas do rap”, conta Gloria Groove.

A batida envolvente fica alinhada com a mensagem, fazendo a faixa dialogar com “A Queda”. “Tem outra característica na qual elas se conversam: o caráter de convite. Em ‘A Queda’, eu falo: ‘não fique de fora dessa, venha ver’. Em ‘Leilão’, ‘vai começar’. A Gloria Groove mestre de cerimônias nasceu”.

E qual é o trabalho preferido de Lady Leste no novo disco? “‘BONEKINHA’ segue reinando para mim. Ela é a hacker. Ela entra em qualquer lugar: na boate, na escola, na casa da vó. É a música de anunciação da era e apresenta o álbum porque tem base de funk misturada com guitarra rock’n’roll e rap”, revela.

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