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(Divulgação/Jackson Ducasse)

Entrevista: Calum Scott fala de parceria com Bryan Behr, visita ao Brasil e tributo a Robyn

Em 2015, durante as audições do reality show “Britain’s Got Talent”, da TV britânica, Calum Scott chamou a atenção de todo o mundo ao dar uma nova vida e apresentar uma emocionante versão de “Dancing On My Own”, canção já consagrada pela sueca Robyn. Nas plataformas de streaming, a versão do inglês foi um sucesso e atingiu o segundo lugar no Global Viral Hits do Spotify, acumulando também mais de 300 milhões de visualizações no Youtube.

Seis anos após a ascensão e cinco desde sua última vinda ao Brasil, o cantor fala com o Papel Pop sobre o país, a importância de Robyn na sua carreira e como foi cantar em português em “Da Primeira Vez (From The First Time)”, faixa lançada nesta quinta-feira (4) em parceria com Bryan Behr, brasileiro que vem ganhando espaço no pop nacional.

“Eu e Bryan nos conhecemos de uma maneira muito orgânica. Foi uma daquelas situações em que o artista tem uma visão, uma paixão e vai atrás. As estrelas se alinham e tudo acontece”, disse. Scott continua dizendo que Bryan era um admirador de seu trabalho e que quando a equipe do brasileiro enviou a prévia da música, ele topou imediatamente.

Apesar de cantar trechos em português, o britânico afirma que não tem grande conhecimento da língua, mas este não foi um contraponto para confirmar sua participação na faixa. “Eu não entendia a letra, necessariamente, mas ao ouvir o tom de voz rico e sonhador que ele tem, é claro que eu iria adorar trabalhar  nela”, disse. Scott afirma que cantar com artistas de outros países e culturas é sempre uma experiência enriquecedora, “Mas, dessa vez, quis aprender a cantar em português”, afirmou.

O empenho do cantor trouxe bons resultados, na faixa ele divide versos entre o inglês e português ao fazer o dueto com o brasileiro, que cantam juntos “mas mesmo que o mundo acabe agora, que ao menos me reste tempo para dizer o quanto sempre me fez feliz, mesmo sem saber.” Confira o resultado:

Sobre o processo para aprender a cantar em português, Calum afirma que foi um desafio, mas que não teve grandes dificuldades. “Eu sinto que, como já cantei músicas em outras línguas anteriormente, não foi muito difícil colocar minha cabeça em volta das pronúncias. Eu só queria fazer um bom trabalho para o Bryan e para as pessoas que falam português”, disse o cantor, que continua: “Eu não queria que as pessoas escutassem e pensassem que não fiz o dever de casa corretamente”.

Sobre viver novas experiências pela primeira vez, o cantor ressalta que há diversas coisas que ainda precisa experimentar e relaciona esse sentimento com algumas memórias que guarda: “É como quando você conhece aquela pessoa pela primeira vez ou visita um novo país. Eu me lembro quando fui ao Brasil pela primeira vez em 2016, mantive meus olhos muito atentos o tempo todo, com todas as pessoas, as comidas, as músicas, a cultura. É sempre muito bom experimentar as coisas pela primeira vez, então acredito que muitos possam se identificar com a música”.

Além de Ivete Sangalo e Bryan Behr, com quem Calum Scott já cantou anteriormente, o artista garante que existem muitos músicos brasileiros que carregam grandes talentos, e que adoraria continuar trabalhando com artistas de todas as partes do mundo, como vem fazendo até então. “Morando na Inglaterra ou Estados Unidos, é muito difícil ouvir músicas de outras partes do mundo por não conseguirem compreender. Eu discordo. Acho que você pode tocar um artista que canta em português, não entender a letra, mas ainda sim fazer sentido. Você pode sentir a música”, completa.

Na conversa com o Papel Pop, o cantor ainda relembrou a audição do reality “Britain’s Got Talent”, que o apresentou para o mundo, e não poupou elogios à Robyn, cantora a qual escolheu para homenagear na ocasião, lançando posteriormente sua própria versão de estúdio. “Ela é uma artista incrível e eu tenho muito orgulho em viajar o mundo cantando essa música para centenas de milhares de pessoas. Robyn tem essa incrível capacidade de transformar a dor em beleza. É orgânico e trágico. “Dancing On My Own” é uma canção incrível e que mostra o poder da música”, diz.

Relembre a apresentação:

Calum ainda relembra a primeira vez em que cantou a faixa sobre o piano: “Eu comecei a cantar e fiquei ‘Ai meu Deus, isso é de quebrar o coração’. É tão triste, mas eu acho que ela [Robyn] tem esse lindo dom em ser capaz de transformar uma música tão triste em um som que todos queiram apenas dançar.” Quando questionado sobre outras músicas da cantora que gostaria de regravar, ele responde de prontidão: “With Every Heartbeat”, lançada em 2005.

O britânico finaliza dizendo adorar o Brasil, e ainda relembra quando cantou na cerimônia de abertura das paraolimpíadas sediada no país: “Tive a honra de dividir o palco das paraolimpíadas com Ivete Sangalo, que é um anjo. Foi um dos pontos altos na minha carreira, eu havia lançado meu primeiro single e estava fazendo uma turnê mundial.” 

O cantor continua dizendo que guarda essas memórias com muito carinho e que não vê a hora de retornar ao país e, prestes a lançar seu segundo álbum de estúdio, Scott encara como uma oportunidade para uma nova visita: “Sou desesperado para voltar, nunca fiz um show no Brasil. Espero poder anunciar uma turnê mundial em breve, o Brasil está na lista dos países que eu absolutamente quero voltar”. E ainda manda um recado para os brasileiros: “Se vocês quiserem, eu irei muito feliz!”

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