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Longas ainda não tem previsão de estreia (Reprodução)
(Reprodução)
cinema

Zé do Caixão vai ganhar adaptações internacionais com produtora de Elijah Wood, diz site

Um dos grandes personagens da cinematografia brasileira, Zé do Caixão estará de volta em novas produções estrangeiras. Na manhã desta quinta-feira (13), o portal ScreenDaily revelou que o ator Elijah Wood vai produzir dois filmes baseados na criação de José Mojica Marins.

A SpectreVision, produtora do astro de “O Senhor dos Anéis”, vai conduzir o longa norte-americano com os diretores Daniel Noah e Josh C. Waller. A empresa inglesa One Eyed Films, que detém os direitos de adaptação, assinou o contrato.

Segundo a empresa, o filme deve oferecer “uma versão mainstream, acessível e atualizada… fiel ao público dedicado ao Zé do Caixão, mas apresentando o personagem para novos públicos mais amplos”.

“Zé do Caixão é um bicho-papão icônico e indelével que merece ser reimaginado para nossa cultura contemporânea”, disse Noah. “Estamos ansiosos para criar um novo recurso que capture a arte sombria da criação singular de Marins para o nosso mundo moderno.”

A One Eyed também está envolvida com a adaptação em língua espanhola. O cineasta mexicano Lex Ortega vai dirigir o filme e escrever o roteiro, que terá contribuição de Adrian Garcia Bogliano.

“Faz sentido criar novas histórias tanto nos EUA – onde os filmes cativaram toda uma geração de dedicados fãs de terror desde os anos 1970, quando o personagem ‘Zé do Caixao’ foi batizado com seu nome inglês, Coffin Joe – quanto no México, onde essa migração do cenário brasileiro original, onde analogias culturais podem ser extraídas do cenário original do personagem, mas criando uma nova abordagem com novas possibilidades para o personagem”, disse Betina Goldman, diretora-gerente da One Eyed Films.

Além dos reboots, a empresa também assinou um acordo de distribuição de versões restauradas do catálogo de Marins no Reino Unido. “Esses filmes são uma parte tão importante não apenas da história do cinema brasileiro, mas da história do cinema de gênero em geral”, disse Kevin Lambert, chefe da biblioteca da Arrow Films, que ficou responsável pelo processo.

Falecido no início de 2020, aos 83 anos, Marins foi cineasta, ator, roteirista de cinema e televisão. Um dos ícones da cultura brasileira, o artista é considerado como o pai do terror nacional.

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