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Foto: Divulgação/Jorge Bispo

Maria Bethânia é eleita imortal da Academia de Letras da Bahia

A cantora Maria Bethânia, um dos nomes mais respeitados da música popular brasileira, vai ocupar a cadeira de número 18 da Academia de Letras da Bahia (ALB).

A vaga era anteriormente do historiador, ensaísta e professor Waldir Freitas de Oliveira, morto em junho de 2021 aos 92 anos. Logo, seu patrono é o advogado Zacarias de Góes e Vasconcelos.

Mesmo sem ter expressiva produção literária autoral e dedicando seus esforços majoritariamente à função de intérprete, a inscrição foi aceita pelo fato de que, segundo a ALB, Bethânia “é uma defensora das letras” e promove em seus projetos artísticos as obras de autores clássicos da língua portuguesa como Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Sophia de Mello Breyner Andresen, Guimarães Rosa entre outros.

Entre as  produções da artista estão o livro “Omara & Bethânia: Cuba & Bahia”. Lançado em 2008, o projeto serviu como extensão de uma turnê colaborativa feita com a cantora cubana Omara Portuondo. Um registro em áudio também acompanha a peça.

Em 2021, Bethânia celebrou 55 anos de carreira. Com disco novo, no próximo mês de novembro a abelha rainha lança ainda um podcast original chamado “Tabuleiro”. Com curadoria do poeta Eucanaã Ferraz, seu parceiro de criação, Bethânia deve discutir a literatura e suas aproximações com a música a partir das obras de autores de seu gosto.

O acesso ao material é gratuito e acontece na página do Instituto Moreira Salles (IMS).

 

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