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Projeto integra próximo álbum da artista (Foto: Rodolfo Magalhães)

Priscilla Alcantara fala ao Papelpop sobre EP “Tem Dias (Expansão)”, incursão no pop e maturidade

Priscilla Alcantara segue firme em sua nova incursão musical. Depois de anunciar que estava colocando os dois pés (e o vozeirão) no pop e divulgar a faixa “Tem Dias”, a cantora lançou um EP guiado pelo gênero nesta quinta-feira (19).

Parte de um álbum com dez canções, as quatro músicas que compõem “Tem Dias (Expansão)” foram escolhidas para uma espécie de ambientação do público a este novo período da carreira da artista. Em conversa com o Papelpop, Priscilla conta que houve uma busca por equilíbrio entre os múltiplos toques artísticos que o projeto completo detém. Trata-se do famoso “gostinho do que vem por aí”.

“Definimos essas canções quando o álbum todo já estava pronto, na verdade. Então, a gente tinha dez opções ali. Eu considero que tem algumas faixas por vir que definem melhor o gênero pop, mas essas músicas de introdução foram escolhidas realmente pra essa apresentação, esse prelúdio do que é essa nova fase”, explica a cantora. “Uma apresentação de sonoridade, de temática, da primeira vez que a galera vai ter contato com as minhas músicas mais românticas, por exemplo. Mas era legal também mostrar que as letras mais introspectivas se mantêm dentro do projeto, têm o seu lugar . Então, no geral, é um álbum muito equilibrado no sentido de diversidade nas temáticas.”

Sobre o projeto recém-lançado, ela completa: “São músicas que eu particularmente gosto muito e também levei em consideração o meu gosto pessoal [para criá-las], mas foi também para reservar umas músicas um pouco mais bruscas pro futuro, quando a galera já tiver assimilado essa transição. Eu queria que fosse tudo de um jeito muito leve e o mais tranquilo possível”, conta.

Durante os versos entoados pela artista, existem momentos que refletem a temporalidade e outros que exclamam brados de reafirmação. Apesar disso, Priscilla conta que o teor das músicas não é biográfico, já que sempre busca criar narrativas universais que se conectem com a subjetividade de cada ouvinte.

“Acho que é inevitável o artista envolver a sua vida pessoal na sua arte, né? A gente não consegue separar tais coisas, ser artista é entender essa dificuldade”, explica. “Mas essas músicas se adaptam a diversas realidades. Eu gosto de escrever assim e eu acho que é o caso de ‘Tem Dias’ e ‘Correntes’, sabe? Não é um relato biográfico, é uma intuição artística com esse objetivo de se adaptar a diversas realidades, vai fazer sentido pra mim e vai fazer outro sentido para outro.”

(Foto: Rodolfo Magalhães)

(Foto: Rodolfo Magalhães)

Alvo de experimentos, inúmeras ramificações e conectividade com outros ritmos, o pop é um gênero cheio de possibilidades. A artista, fiel consumidora do estilo sonoro, enxerga essa pluralidade, inclusive, para sua experiência vocal durante a nova fase. “Como eu adoro vocais grandiosos, eu precisava de um gênero que não me segmentasse”, afirma.

“Vocalmente eu estou muito mais [voltada para o] R&B do que [para o] pop, por exemplo. É o que eu estudei desde pequena, são as minhas técnicas, as minhas habilidades, mas o pop me permite usar o vocal do R&B na sonoridade popular dele”, explica sobre a escolha que mudou os rumos de sua carreira. “Acho que isso me encanta no pop, essa gama de possibilidades. Você pode tanto fazer algo que é mais padronizado, mas também pode fazer combinações que não são comuns, outras combinações diferentes, e continua tudo sendo pop, sabe? Eu acho isso muito legal!”

Há algumas semanas, antes de lançar a canção que dá nome ao EP, a artista fez algumas ações promocionais que ilustraram a sua entrada no pop. Em um vídeo com participação de Gloria Groove, IZA e Maisa, ela tenta encontrar a fórmula para ser uma verdadeira “Aprendiz do Pop”. Ao fim (spoilers), ela reconhece que, independentemente de sua escolha, ela deveria ser autêntica.

Sobre essa questão, a artista compartilha alguns ensinamentos de sua jornada pessoal: “Uma filosofia de vida pra mim: antes de nós gerarmos frutos aparentes, temos que garantir que a nossa raiz é muito profunda. Então, quando a gente conclui naquela brincadeira que o segredo é ser você mesma, é sobre isso. Não é sobre qual fruto eu vou construir, mas independente de onde eu estiver, que as minhas raízes estejam profundas para que a minha identidade e o meu propósito não se alterem ao longo do caminho, nessa transição, nesse trânsito de um lugar pro outro. Acredito que cheguei numa fase muito madura, muito consciente de quem eu sou e do meu propósito. Reconhecer isso é conseguir dar mais liberdade pra minha arte e ir pra outro lugar caso ela queira – e ela quer!”

“Boyzinho” e “Eu Não Sou Pra Você”, colaboração com Lucas Silveira, que também assina toda a produção do projeto, abordam diferentes perspectivas e situações sobre o amor. Ambas trazem discursos emocionais muito diretos sobre relacionamentos. Explorar essa camada de vulnerabilidade e esse lado romântico não foi, necessariamente, uma novidade para a artista, uma vez que compõe sobre os sentimentos do coração há um bom tempo. Só que agora esses versos ganham vida no novo EP. 

“Eu adoro! Na verdade é uma coisa muito natural pra mim. [Faz parte das] minhas primeiras composições, quando tinha 14 anos e queria ser Demi Lovato”, relembra a artista sobre sua antiga relação com canções de amor. “Lembro que eram músicas românticas, não eram músicas com temática religiosa, porque eu sempre fui uma pessoa muito romântica, muito emotiva, muito lúdica. Adorava escrever romance. Então, na verdade, agora é a minha apresentação pública desse meu lado, mas ele sempre esteve junto comigo.”

Como o amor é uma moeda de dois lados, brinca a artista, ela precisava apresentar diferentes facetas desse sentimento. “Assim como a gente gosta de escrever a celebração do amor, também precisamos falar quando o amor dá uma vacilada com a gente. Adorei a experiência de poder produzir algo nessa temática que é tão vasta, né? Dá pra viajar nas ideias!”, conta uma sorridente Priscilla.

(Foto: Rodolfo Magalhães)

(Foto: Rodolfo Magalhães)

Para as seis faixas que devem fazer companhia ao conteúdo lançado hoje, ela revela que o público pode aguardar “um pop um pouco mais agressivo no sentido de ser pop, na sua apresentação e na sua identidade”. Questionada sobre o que esperar das novas músicas, ela dá um pequeno spoiler: “Tem música pra esfregar na cara do ex, música para provocar o crush, música pra ser fofa….todos os moods possíveis! Ah, tem música com temática política também, que é uma coisa super interessante e nova num projeto meu. É um álbum completo. São vários universos compondo um outro universo gigante.”

Ouça “Tem Dias (Expansão)” no streaming:

Spotify | Deezer | Apple Music

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