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Conheça Vanusa e os hits dela presentes em “Manhãs de Setembro”, série estrelada por Liniker

Não é incrível como uma produção atual resgata parte da nossa história cultural? Há um mundo infinito e rico de músicas ao longo das décadas e às vezes algo já cantado faz muito sentido até nos dias de hoje. Por exemplo, “Manhãs de Setembro” do Amazon Prime Video faz um ótimo trabalho ao contar uma história emocionante protagonizada por Liniker com músicas da Vanusa enriquecendo a série.

Com a série já disponível, é possível ver muita gente na internet conhecendo a carreira de Vanusa após maratonar “Manhãs de Setembro”. A musa coleciona hits nos anos 70, ficando tão famosa que recebeu o apelido de Cinderela moderna (literalmente, já que até estrelou a novela “Cinderela 77” na TV Tupi). Perdemos a cantora no fim do ano passado, vítima de insuficiência respiratória, mas o repertório de músicas é eterno e lindamente homenageado pela série.

Cassandra, vivida por Liniker, é uma motogirl de aplicativo que é surpreendida pela visita de um filho de dez anos de idade que até então desconhecia. Ele chega ao lado de Leide, ex-namorada de Cassandra, pedindo um lugar para morar. A protagonista então deve lidar com esse novo drama, mas é aconselhada pela grande diva da vida dela. Sim, a Vanusa! Que inclusive é a voz da consciência da protagonista.

Os hits de Vanusa enriquecem a história através das composições e, por isso, fizemos esse especial para você conhecer os grandes sucessos da cantora que entraram em “Manhãs de Setembro”:

“What to Do” (1973)

“Manhãs de Setembro” abre o primeiro episódio com “What to Do”, música do quarto álbum de Vanusa, um homônimo lançado em 1973. O hit também é conhecido por ser um suposto plágio de “Sabbath Bloody Sabbath” do Black Sabbath. A cantora sempre negou a polêmica e nunca houve nenhum processo sobre o caso.

“What to Do” é sobre deixar o confortável e o marasmo para trás e assumir a liberdade de fazer o que quiser. “Saia e encare a chuva para que uma tempestade não doa tanto. Seja você mesma para ser livre, livre o suficiente para dizer que é livre”. Essa música é a Cassandra inteirinha!

“Manhãs de Setembro” (1973)

Quem não conhecia Vanusa antes acaba descobrindo aqui como a musa é importante para a série ao ponto de ter o nome de uma das faixas mais emocionantes dela. Conhecemos a música na voz de Vanusa nos primeiros minutos para depois sermos presenteados com uma versão da Liniker cantando no bar principal da história.

A faixa é conhecida como o principal hit de Vanusa e também esteve presente no quarto álbum da cantora. “Fui eu que em noite fria se sentia bem. E na solidão sem ter ninguém, fui eu. Fui eu que na primavera só não viu as flores e o sol nas manhãs de setembro”, canta ela na faixa. Dá para entender o motivo pelo qual Cassandra tem esse como seu hino. Deixar para trás todos os traumas e momentos de tristeza para assumir as rédeas da própria vida é a principal missão dela quando finalmente consegue alugar um lugar para morar.

“Retrato na Parede” (1973)

Mais uma faixa do “Vanusa” de 1973. Percebemos já que a cantora tem um hinário, hein? “Hoje já não posso fazer mais nada a não ser ficar rindo sozinha e ficar me divertindo muito comigo mesma” canta na música sobre curtir um momento de solitude.

Uma das faixas mais dançantes a serem tocadas na série também significa um momento de alívio: Leide, a ex de Cassandra, chega no apartamento da protagonista após dias dormindo dentro de um carro. Ela finalmente consegue tomar um banho e dormir numa cama confortável.

“Estou Fazendo Hora” (1973)

Cassandra começa a perder o controle dos acontecimentos recentes da vida dela. “Estou Fazendo Hora” toca quando ela deita e reflete sobre o que consegue fazer em relação a tudo. Adivinha?? Mais uma faixa do “Vanusa” de 1973! Hahahaha.

“Porque gastar o tempo inutilmente com mentiras, com palavras e conselhos se não há mais solução? Infelizmente erramos e agora não resolve explicações.”. É, Cassandra, a coisa está tensa!

“Paralelas” (1975)

Vanusa lançou “Paralelas” no álbum “Amigos Novos e Antigos” de 1975. A composição ganhou uma faixa na voz da diva neste ano para depois ganhar também uma versão de Belchior em 1977. Aqui, ela canta sobre pegar um carro e sair correndo para viver, em vez de se reprimir na vida maçante do trabalho.

A música toca num momento muito importante da série e que, com certeza, vários dirão que choraram! Cassandra passa a história inteira recusando a existência de Gersinho, mas ao som de “Paralelas” algo começa a mudar.

“Sonhos de um Palhaço” (1977)

Não se iluda pelos sons circenses dessa faixa, pois lá vem sofrência com “Sonhos de um Palhaço”. Aqui ouvimos a versão de Vanusa para uma música que é originalmente de Antônio Marcos, com quem foi casada. “Ah, no palco da ilusão, Pintei meu coração, Entreguei o amor e o sonho sem saber, Que o palhaço pinta o rosto pra viver”.

Sem dar spoilers, a casa cai aqui quando Gersinho se encontra numa situação de risco e todo o núcleo principal da série acaba se desentendendo. A música toca enquanto o coração do espectador está partido pela situação.

“Como Vai Você”

“Como Vai Você” é um clássico da música brasileira e já ganhou diversas versões, sendo originalmente lançada na voz de Roberto Carlos em 1972, além de versões por Daniela Mercury e Zezé di Camargo e Luciano. Porém, a faixa também foi composta por Antônio Marcos, ex-marido de Vanusa. A versão da cantora está presente em “20 Super Sucessos: Vanusa”.

Qualquer descrição do momento em que essa faixa toca em “Manhãs de Setembro” é um spoiler! Mas a gente solta apenas um teaser: é uma versão LINDA da Liniker nos minutos finais do último episódio. É de emocionar!

Então o que está perdendo? “Manhãs de Setembro” já está disponível no Amazon Prime Video!

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