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O disco recém-lançado se chama "Better Mistakes" (Divulgação)

Entrevista com Bebe Rexha: “Você pode ser bagunçada, cometer erros e ainda ser uma bad bitch”

Sem medo de expor imperfeições, Bebe Rexha lançou na última sexta-feira (7) o álbum “Better Mistakes” e decidiu conversar com o Papelpop alguns dias depois sobre as novas músicas.

Na entrevista, ela nos provou mais uma vez que força e poder não é sinônimo de ter zero defeitos. “Você pode ser bagunçada, cometer erros e ainda ser uma bad bitch“, declarou.

Além de toda essa sensatez, Bebe também esbanjou bom humor e simpatia ao refletir sobre os erros que tem cometido, o ritmo acelerado do mundo e as próprias referências musicais.

Como um bônus, ainda descobrimos que a artista sabe fazer um bolo de chocolate delicioso e está curtindo ouvir músicas do MC Fioti.

Vem com a gente!

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Papelpop: Parabéns pelo novo álbum! Ele chegou três anos depois do “Expectations”. Por que foi importante investir todo esse tempo no projeto? 

Bebe Rexha: Eu queria lançar o álbum há um ano, mas obviamente não era o momento correto. Não senti que era adequado. Meus pais estavam doentes. Assim como o mundo, eu não estava bem de cabeça para lançar isso. E, segundamente, eu estive em turnê com os Jonas Brothers por um período muito longo. Foi muito difícil completar meu álbum. Queria garantir que estivesse orgulhosa dele e me sentisse completa. É… foi por isso que eu levei esse tempo para realmente adequá-lo ao que me faz feliz.

E isso vai um pouco na contramão do atual ritmo da indústria da música, que está super acelerado, né?! As pessoas lançam uma coisa atrás da outra. Como se sente nesse cenário?

Eu realmente gosto. Eu escrevo muitas músicas, mas principalmente a mixagem, a masterização e a parte da produção levam mais tempo. Eu poderia escrever um álbum inteiro nos próximos um ou dois meses. Gosto de lançar músicas. Acho emocionante. É tipo: “Me dê mais!”. Amo! Nunca há músicas demais, sabe? Eu gosto do ritmo acelerado do mundo.

Uma das coisas que gosto em você é que parece que não tem medo de ser vulnerável. Acha que isso te aproxima ainda mais do público? 

Todo mundo está passando por algo, seja um presidente, um estudante de ensino médio ou uma mãe. Por isso é muito importante ser legal com as pessoas, mostrar compaixão e saber que ninguém é perfeito. Todos cometemos erros. É muito importante nos lembrarmos disso.

Enquanto crescia, teve algum artista que te inspirou a abraçar as suas imperfeições? 

Eu cresci ouvindo muitas artistas pop obviamente, mas eu diria P!nk. Eu amo a P!nk. Amo que ela foi capaz de escrever sobre coisas reais, como o divórcio dos pais e imperfeições. Ela foi uma inspiração muito grande para mim, assim como a Lauryn Hill. Amo como fala sobre os desafios dela quando ficou grávida. A indústria disse: “Livre-se do bebê. Este não é um bom momento”. Ela ficou tipo “não, eu preciso mantê-lo”. Ela também fala sobre sexo, amor e tudo pelo qual as pessoas passam. Então, eu diria P!nk e Lauryn Hill.

Nas novas músicas, parece que você nos diz: é possível ter inseguranças e ao mesmo tempo ser uma mulher poderosa, cheia de amor próprio. Estou certa? Pode falar um pouco mais sobre isso? 

Sim! Só porque eu não sou perfeita, não significa que não sou forte, não valho a pena e não sou o suficiente. O que precisamos nos dizer é: “Todo mundo está um pouco fodido e está tudo bem. Só precisamos seguir em frente. Ninguém é perfeito. Você pode ser bagunçada, cometer erros e ainda ser uma bad bitch“. É o que estou tentando dizer com tudo isso [em referências às músicas].

Em uma entrevista recente, você comentou que sofre com a síndrome da impostora. Acha que, na indústria da música, é mais difícil lidar com isso sendo mulher? 

Eu não sei o que é síndrome da impostora [ri com ironia]. Acho que isso pode afetar qualquer um em qualquer lugar. Eu sinto que muitas vezes as pessoas não se sentem boas o suficientes para pertencerem a algum lugar. Isso é algo no qual tenho trabalhado para entender que realmente mereço as coisas. Você tem que trabalhar consigo mesmo. Acho que homens e mulheres em todos os lugares do mundo e em diferentes aspectos da vida podem sentir que não se encaixam ou são bons o suficientes. Como eu disse, é necessário trabalhar aqui dentro [bate no peito]. Continuamente trabalho nisso e tento melhorar. Não é fácil, mas eu mereço e, por isso, continuo fazendo.

Como “Better Mistakes” parece fruto de uma grande autoanálise, fiquei pensando em quem é a Bebe Rexha após esse projeto e tantas reflexões sobre ela…

Eu diria que Bebe Rexha é uma pessoa bonita por dentro e por fora. Ela não é perfeita. Ela é um pouco quebrada, mas aceita essas partes de si e é isso que a faz ainda mais bela.

E você está cometendo erros melhores? 

Sim! Todos cometemos erros, certo? O melhor que você pode fazer é dizer: “Eu cometi um erro. Deixe-me tentar não fazer isso de novo. Ou, se estraguei tudo, deixe-me tentar fazer melhor”. Dizer que nunca vamos estragar as coisas é uma mentira. O melhor que podemos fazer é apenas tentar cometer erros melhores. É por isso que batizei o álbum como “Better Mistakes”.

Qual o melhor erro que cometeu depois que terminou o disco?

O melhor erro que eu cometi desde que finalizei o álbum foi… aprender como assar coisas. Eu tenho aprendido como fazer bolo de chocolate. Não é a melhor para estar se cozinhando e comendo o tempo todo. É definitivamente um erro, mas é o melhor que tenho cometido porque aprendi a fazer um bolo de chocolate delicioso. Só que não é bom para a minha bunda… na verdade é, mas nem tanto [risos].

Qual palavra você gostaria que viesse na cabeça das pessoas quando “Better Mistakes” for mencionado? 

Honesto.

Para fechar, me conta: tem algum artista brasileiro que você anda ouvindo bastante?

Eu esqueci o nome. Como eu pronuncio será? MC Fioti?

 

Amou “Better Mistakes”? Pois saiba que as músicas do novo álbum serão apresentadas em um show digital que a Bebe Rexha marcou para 20 de maio, uma quinta-feira. Os ingressos já estão à venda no site oficial da cantora.

Ouça o lançamento nas plataformas digitais:

Spotify | Deezer | Apple Music

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