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Keith Urban esbanja simpatia em entrevista concedida ao Papelpop (Divulgação)

Entrevista: Keith Urban tieta P!nk, fala sobre vida na quarentena e aprende sobre sertanejo

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Pensa num cara legal. Agora multiplica por 10. Esse é o Keith Urban! Tivemos a oportunidade de conversar com o ícone australiano sobre o seu novo disco “The Speed Of Now – Part 1” e é claro, sobre o single “One Too Many” que conta com a participação de ninguém menos do que P!nk! E olha que o cantor não economizou nos elogios, hein? “Ela é incrível! E não só uma cantora, mas também uma contadora de histórias que nos permite sentir toda a sua humanidade quando canta!”, contou Keith. Ainda não ouviu a faixa? Vem com a gente: 

Em seu 12º álbum, Keith não se limita a poucas músicas e a um estilo só – na verdade, ele faz exatamente o contrário: explora diversos gêneros musicais além do country em 16 faixas, e ainda promete uma continuação do álbum na denominada “parte 2” para o futuro! Eu não sei vocês, mas tô pronta! 

 

Keith também compartilhou sobre sua experiência durante a quarentena, e o que faz pra relaxar! Spoiler: ele maratona séries! Será que ele assistiu “The Undoing” da HBO sem saber nenhum spoiler, mesmo sendo marido da Nicole Kidman? Fica aí o nosso questionamento!

Keith contou sobre sua vontade de vir ao Brasil e até nos convidou, ao final da entrevista, para driblar qualquer noção de tempo e espaço e curtir o futuro no mar da Austrália! Entenda: 

 

Papel Pop: Estou tão animada pra falar com você porque olha, estou obcecada com o seu single “One Too Many”! É simplesmente incrível! E sei que você deve estar cansado de falar sobre isso, mas eu tenho que perguntar porque é a Pink!! Como foi trabalhar com ela e de onde surgiu a ideia dessa colaboração?

 

Keith Urban: Muito obrigado! Isso significa muito! E eu acho que sempre fui fã da Pink, tanto como artista quanto pessoa, e sou apaixonado pela voz dela! Sempre esperei que um dia achasse uma música perfeita para fazermos juntos. “One Too Many” foi essa música! Felizmente, ela amou e então trabalharmos juntos nela. Quero dizer, trabalhamos na música separadamente por causa da pandemia [risos]. Cada um gravou sua parte em lugares diferentes, foi o que eu quis dizer! 

 

E não que isso seja alguma surpresa, mas a voz dela na faixa é tão maravilhosa! Eu me sinto instantaneamente feliz quando escuto “One Too Many”, porque é como se a energia boa de vocês fosse traduzida perfeitamente para as suas vozes, e então para os nossos ouvidos! O que você acredita ser o segredo para esse equilíbrio na energia da música com as suas vozes?

 

Eu acho que você está certa, acho que eu e a Pink temos um jeito muito parecido de enxergar o mundo, e nós amamos poder contar histórias e nos comunicarmos pela música. E ela também faz isso por um bom tempo! Acho que talvez seja isso o que a difere de tantos outros artistas… Ela é incrível! E não só uma cantora, mas também uma contadora de histórias que nos permite sentir toda a sua humanidade quando canta! É isso o que eu mais amo nela!

 

E o novo álbum, “The Speed Of Now – Part I”, conta com outras ótimas colaborações também, né? Tem o Nile Rodgers! Como foi trabalhar com eles? Foi durante a pandemia?

 

Eu trabalhei com o Breland fisicamente. Ele veio para Nashville e combinamos de conseguir um tempo juntos para escrever e gravarmos tudo sem ter que fazer a distância. Com o Nile foi tudo remoto, mas eu o conheço há uns cinco anos, então eu tive a liberdade de ligar pra ele e contar sobre uma música que havia escrito e que achava que ele iria amar. Eu tenho muita sorte com as minhas colaborações, por exemplo o Breland… Ele foi um achado e tanto! Encontrei uma alma muito bondosa no Breland, alguém que trabalha muito duro e que é muito humano no que faz – então sabia que nos daríamos muito bem no estúdio. Acabamos escrevendo músicas que eu acho que alimentam a alma! 

 

Uma das coisas que eu mais amo no country é a despretensão pra contar coisas da vida cotidiana e você conta histórias – independente da sua natureza – muito bem! O que você acredita ser crucial na hora de contar uma história pela música?

 

Bem, para mim tem que ser sobre algo com que eu me identifique. Claro que se é uma música que eu escrevi, vai ser sobre algo pessoal, algo que me conecta com aquela música como um cantor. E sabe, eu já recusei muitas músicas que eu não escrevi e que sei que seriam grandes hits, mas com quais eu não me identifiquei, que simplesmente não fazem sentido com a minha vida. Então todas as músicas que eu gravei, mas que não escrevi, devem  fazer sentido com quem eu sou. Como em  “One Too Many”, a qual eu não escrevi mas quando a ouvi, conhecia o lugar, conhecia aquela pessoa, conhecia as pessoas daquela música muito bem.

 

E é isso que faz das suas músicas tão boas! E também existe uma boa mistura de sons diferentes neste novo álbum, o que te inspirou a fazer isso?

 

Eu escuto muita música nova! Eu diria que 90% das músicas que eu escuto são recém lançadas e eu costumo encontrar mais inspiração nesse tipo de conteúdo porque elas são de artistas que estão vindo de lugares completamente novos e desconhecidos. E eu sempre quis trazer sons diferentes, tentando testar lugares um pouco mais distantes do country. Eu geralmente sou chamado como “o cantor country que ultrapassa os limites do country”, mas essa não é a minha intenção! Meu objetivo é continuar expandindo a minha música, trazer cores diferentes para tudo o que eu faço, causando uma fusão mesmo! Eu diria que esse álbum tem um gênero fluido e que envolve todo o tipo de coisa que desenvolve a minha música. Eu cresci com um pai que era baterista e um avô que tocou e foi professor de piano durante toda a sua vida, então eu tive uma influência rítmica na minha base musical desde pequeno, o que reverbera na hora de manifestar e criar ritmos bem universais e humanos. 

 

O álbum é dividido em duas partes pelo o que eu entendi e assim, eu estou pronta pra parte dois, viu? Pode lançar quando quiser [risos]! Conta pra gente como foi essa decisão criativa!

 

Eu gravei muitas músicas em um ano e meio, uns 18 meses, e foram muitas para um disco só! Quando eu tentei reduzir a lista de músicas do álbum para 14, 15 músicas, eu percebi que estava deixando umas que eu amei e que não queria cortar do álbum. Então a solução pra isso foi lançar dois discos! E a parte dois ainda não está pronta, mas sinto que já comecei muito bem! 

 

Eu te respeito ainda mais por causa disso, porque nada me irrita mais do que artistas falando sobre músicas que eles amam, mas que não foram lançadas exatamente por esse motivo que você comentou! 

 

[Risos] Eu fiz uma boa escolha! 

 

Sim! E Keith, eu li uma entrevista sua em que você diz que considera 2020 como “uma grande passagem de  som” e eu achei essa a melhor descrição possível [risos]! Como você está lidando com as mudanças que essa pandemia te obrigaram a sofrer como artista? 

 

Eu acho que é algo que nós acabamos nos acostumando, viu… Agora tudo é feito por facetime ou zoom! É bem frustrante não poder ir a lugares que eu preferiria estar, mas a coisa boa é toda a tecnologia que nos permite conversar ao vivo, tipo agora! É quarta-feira aqui na Austrália e já anoiteceu aí no Brasil, certo? 

 

Sim! São quase sete da noite! 

 

De uma terça à noite! Isso é doido! Eu estou no futuro! 

 

Se alguém me falasse que um dia eu entrevistaria o Keith Urban do meu quarto eu jamais acreditaria [risos]!

 

[Risos] Isso é incrível, não é? 

 

Acho que o problema dessa tecnologia, é às vezes não saber quando parar de trabalhar… O que é bem frustrante! Você sente isso também? O que você faz pra relaxar?

 

Eu costumo ouvir muita música, ouço podcasts, leio bastante e faço maratona de séries. Me faz muito bem! 

 

Eu preciso te perguntar sobre o Brasil! Você já ouviu falar sobre a nossa música country? O sertanejo?

 

Não quero repetir o que você disse porque sei que vou falar errado! Fala de novo o nome, por favor [risos]!

 

Sertanejo!

 

Sertanejo… Nunca ouvi falar! O que é?

 

É o que alguns chamariam do nosso country, acho que vale a pena você pesquisar a respeito porque na sua essência, o sertanejo é sobre histórias do cotidiano e, em sua maioria, desilusões amorosas… Como um ótimo contador de histórias que você é, acho que vai amar! 

 

Vou ter que pesquisar, viu…

 

Minha última pergunta é pra você descrever a sua música em 3 palavras! 

 

Melódica… É, eu vou precisar de mais de três palavras pra descrevê-la! Minha música também é inspiradora – pelo menos eu espero que ela seja! Ela é muito autêntica a quem eu sou. Se você quer me conhecer, escute minha música que você vai me conhecer por inteiro.

 

Mais alguma coisa que você gostaria de falar sobre, Keith?

 

Você faz perguntas muito boas [risos]! Fico muito feliz que você gostou do disco! E eu nem sei o que dizer sobre a reação positiva das pessoas ao redor do mundo para esse projeto. Foi a primeira vez que isso aconteceu comigo e, depois de trabalhar nesse álbum por tanto tempo, ter esse tipo de reação, é algo incrível. Então eu estou me sentindo muito grato! E espero ir ao Brasil logo! Eu adoraria conhecer o país e me apresentar aí!

 

Por favor, venha! Estaremos te esperando! Keith, muito obrigada pelo seu tempo e atenção. Aproveite o começo do seu dia aí no futuro… Eu estarei no passado [risos]!

 

[Risos] Vem pra cá! O mar está ótimo hoje [risos]! Foi um prazer, até a próxima! 

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