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Salma Hayek em "A Balada do Pistoleiro" e Cameron Diaz em entrevista (Reprodução)

Salma Hayek conta que quase perdeu papel em “A Balada do Pistoleiro” para Cameron Diaz

25 anos atrás, Salma Hayek estrelava o primeiro filme de Hollywood da carreira: “A Balada do Pistoleiro”. Na última quinta-feira (15), a atriz deu uma entrevista para a revista Elle comemorando o aniversário da estreia dela em cinemas estadunidenses e contou que quase perdeu o papel para Cameron Diaz.

“Eu me lembro que a Cameron Diaz era famosa na época e o sobrenome dela é Diaz, então eles disseram que ela poderia interpretar uma mexicana. Ela estava na lista e eu tive que fazer o teste de novo.”

A lista a qual Hayek se refere era de possíveis atrizes para o papel de Carolina, uma mulher mexicana que ajuda El Mariachi (Antonio Banderas) a se vingar de Bucho (Joaquim de Almeida) depois que este matou a esposa do protagonista.

Salma contou que havia acabado de se mudar para os Estados Unidos a fim de focar na carreira de atriz em Hollywood. Então, ela recebeu uma ligação de Robert Rodriguez, diretor do longa, que lhe ofereceu o trabalho. Porém, por ter nascido no México, ela teve que disputar o papel com outras candidatas, inclusive Diaz.

“Não é nem que eles não estavam contratando latinos para papéis de latinos. Eles não estavam contratando latinos de jeito nenhum – a menos que fosse para ser a empregada ou a prostituta,” continuou Hayek ao explicar que lhe foi negada a oportunidade de fazer o teste para “A Casa dos Espíritos”, de 1993.

A atriz também comentou sobre a melhora no preconceito contra mulheres não-brancas e disse que ainda há muito a fazer: “Evoluiu muito – e muito rápido. […] Não estou dizendo que não se tenha trabalho a se fazer. Ainda recebemos menos, porque é difícil mudar quando eles estão acostumados a te pagar um valor.”

Sobre aumentar a inclusão de minorias, Hayek explicou que não é fácil uma pessoa que nunca teve experiência ser escolhida para um trabalho, por mais que tenha talento.

“Precisa de experiência. Uma coisa é escrever, outra é ser a chefe de um grupo de escritores em um programa de televisão e estar envolvida na produção. Existem coisas que não são só sobre talento, são sobre experiência. Mas hoje há muito mais oportunidades.”

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