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DJ Liu (Divulgação)

DJ e produtor Liu fala ao Papelpop sobre o single “For You”, shows virtuais, festivais e mais

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Há alguns dias, o DJ e produtor Liu divulgou a faixa “For You”, parceria com PYNNO (que já havia colaborado com o artista) e a cantora norte-americana Kali J. A faixa foi criada para despertar uma vibe boa das melhores memórias e sentimentos de uma tarde de verão.

O Papelpop bateu um papo com Liu para saber mais sobre a colaboração. Ele também falou sobre momentos de criação de sets, shows virtuais, trabalho durante a quarentena, divas pop e até sobre o futuro.

O papo completo você lê abaixo:

Papelpop: Você lançou a música “For You”, parceria com PYNNO e Kali J, como rolou essa colaboração?

“Eu já fiz uma parceria com o Pynno em outra música e a gente seguiu essa parceria junto com a Kali agora, né? Ela é uma cantora muito…manda muito! E ‘For You’ é uma música que traz tanto a parte pesada da música eletrônica, com melodias que trazem uma nostalgia, com um vocal chiclete. Então, foi uma mistura que acho que deu certo, né?”

Eu li que você disse que essa faixa tem função de despertar as “melhores memórias e sentimentos de uma tarde de verão”. Qual é sua melhor memória de uma tarde de verão?

Olha, uma memória muito boa é de São Luís, no Maranhão. Fui tocar lá e aproveitei para visitar os Lençóis Maranhenses, bem na época da música ‘Coastline’, que é uma música bem praiana. E eu lembro que ficou muito marcado porque é um lugar muito lindo, né? É um dos lugares mais lindos do mundo. A gente tem aqui no Brasil muita beleza natural e conhecer os Lençóis foi incrível, me trouxe uma lembrança muito boa mesmo! Eu lembro com muita alegria.

O que mais te dá inspiração na hora de criar um set? Você imagina o público curtindo?

Sim, pior que sim. Set é dinâmica, né? Então é saber aproveitar os momentos mais lentos de um set para criar um momento onde você vai soltar tudo de uma vez. E acho que essa é a grande arte, saber uma a dinâmica pra criar algo especial na pista, que fique marcante, que traga boas emoções pro público. É isso, saber usar as pausas, os momentos, para criar algo maior.

É tipo uma fórmula e você vai moldando ela?
Na verdade não existe fórmula, né? Acho que pra cada festival, cada club, a gente cria algo novo e pensa em um set novo. Depende muito de cada público, né? Tem públicos que gostam de um som mais pesado, outros de um som mais leve. Então, a gente vai sentindo na hora o que a pista tá pedindo.

E já teve algum momento em que você chegou com algo preparado e não rolou com o público?

Às vezes acontece, mas faz parte. Assim como às vezes algo que a gente nem imaginava que ia dar certo e dá muito certo. Isso é muito doido.

Estamos em um período onde grandes eventos foram adiados. E você já tocou em festivais como Rock in Rio, Tomorrowland e Lollapalooza. Neste momento de reclusão, o que você mais tem sentido falta? De que maneira essas experiências te marcaram?

Olha, dá muita saudade do contato que a gente tem com a galera, né? De sentir a energia no palco. Hoje em dia, é tudo por live. Então, não dá pra sentir a galera vibrando. Mas, por outro lado, foi um momento muito bom de aprendizado, onde a gente aprendeu a viver em um novo momento do mundo, né? E acho que agregou. Mas o que dá saudade é esse contato com a galera. É muito bonito você ver essa alegria dos fãs no palco, muito bonito mesmo e isso dá saudade.

Já rolou algum perrengue em um festival? Ou algo engraçado?

Tem, tem muita história boa, muita história mesmo. Mas tem uma em especial que é muito legal. Estava no Lollapalooza e ia fazer uma entrevista ao vivo. Bem na hora que a gente entrou ao vivo, meu celular começou a tocar. Eu lembro que eu peguei o celular e joguei tão longe. Foi tão engraçado! Ao vivo, peguei o celular e joguei bem ninja, sabe? Ninguém nem viu. Joguei como se fosse uma katana.

Vi que você tocou no rooftop de um prédio na Avenida Paulista há algumas semanas. Você tem curtido esses eventos virtuais?

Com certeza, é muito legal! A gente tem uma interação com a galera no chat. Então, dá pra trocar ideia online e isso funciona muito bem. Eu gosto bastante! São coisas diferentes, formas diferentes de entretenimento. Mas acho que todas funcionam.

Você manteria esse tipo de show virtual mesmo após a pandemia? Mas sem abandonar os shows físicos, né?

Com certeza! E quando voltar a gente vai ter um palco maior em show físico, né? Porque um ano aí sem show, dá muita saudade.

Se você pudesse escolher alguém de fora da cena eletrônica para fazer uma colaboração, quem seria?

Olha, é difícil falar do pop atual porque tenho muitos amigos na cena pop e não quero deixar ninguém de fora. Então, vou falar de artistas que realmente eu gostaria de colaborar e não são dessa galera que eu conheço. É…Tom Jobim, só que ele, infelizmente, não está mais entre nós, mas sou muito fã. Cara, eu era muito fã de Queen. Pô, curtia muito Mamonas. Então fugindo da galera que a gente conhece… Da gringa posso citar Porter Robinson, Madeon, Skrillex, tem muita gente boa mesmo.

E divas pop para colaborar?

Sou muito fã de Beyoncé, Lady Gaga, acho que elas mandam muito! Katy Perry também, são grandes fenômenos, são incríveis. Adele é incrível e ela gosta de música eletrônica também. São mulheres que revolucionaram a indústria.

Durante a quarentena, muita gente aproveitou para conhecer coisas novas, experimentar novos sons e novas referências. Você foi uma dessas pessoas? Descobriu algum artista ou um som novo?

Eu escutei muito lo-fi, muito jazz, muitos gêneros que fogem do pop e acho que tudo isso pode agregar pra gente, sabe? A gente pode agregar na nossa música e trazer coisas novas. Acho que vale muito à pena você testar todo estilo de gênero. Samba, pagode…pô, comecei a escutar pagode japonês! É muito legal.

E durante o isolamento, você leu algum livro, assistiu alguma série, jogou videogame? Como foi?

Então, na verdade eu fiquei muito focado em trabalho mesmo, em música, clipe, live, né? E tô criando uma marca minha agora também, então foquei muito nisso. Falando em jogo, joguei muito Among Us, que tá bombando muito. É toda uma intriga!

E onde você se vê daqui dez anos?

É uma boa pergunta! Eu nunca parei pra pensar nisso, é uma ótima pergunta mesmo. Eu me imagino tranquilo, um cara mais tranquilo, produzindo música, que é algo que vou fazer sempre porque é uma coisa que me faz bem. E me vejo numa casa com um fogão a lenha, porque gosto muito de fogão a lenha e espero que esteja construído meu fogão até lá, hahaha. A comida fica boa.

Mas você se imagina fora da cidade? Ou só um fogão a lenha já tá bom?

Pode ser em qualquer lugar, só que com fogão a lenha, sou uma pessoa meio simples. Não tenho nenhuma vontade de coisas extremamente glamourosas. Acho que a pandemia ensinou isso, né? Por exemplo, acho que as pessoas não esperariam eu falando que gosto de fogão a lenha. Mas é uma coisa que traz um conforto pra alma. É disso que tô falando, é mais uma simbologia. Quero estar próximo de coisas que tragam conforto pra alma, muito maior do que comprar um Lamborghini ou uma Ferrari. Tem pessoas que têm conforto também com um Lamborghini ou uma Ferrari, não julgo, talvez algum dia eu venha querer. Mas esse lado, [prefiro] coisas simples da vida.

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