Em 1993, PJ Harvey era só uma jovem artista da cena underground britânica. Já tinha lançado um disco, o denso “Dry”, mas veria que pra alcançar as paradas de sucesso e se manter nas playlists da MTV era preciso ter uma atitude mais agressiva – especialmente se levado em consideração o gênero que escolheu trabalhar: o rock.
Àquela altura, a supremacia masculina ainda reinava e não raro se escutavam dizeres como “pra fazer rock, tem que ter culhão”. Após criar faixas desafiadoras como “Happy and Bleeding”, em que reflete sobre o caráter dual da menstruação, e “Dress”, um recado sobre as pressões estéticas exercidas em detrimento das mulheres, a artista botou o dedo na cara dos machistas.
Fazendo piada, ela lançou naquele ano o single “Man-Size”, uma faixa com sonoridade crua em que questiona a igualdade de gênero. Nesta sexta-feira (21), data em que seu segundo LP, “Rid of Me”, completa 27 anos, Harvey liberou nas plataformas digitais uma versão remasterizada do clipe da faixa.
Despretensiosamente, mirando a câmera, ela canta enquanto exerce seu direito de ser livre.
“Rid of Me”, considerado um de seus trabalhos mais crus, ganhou também em 2020 uma reedição em vinil. Você pode adquiri-lo no site oficial da cantora clicando aqui.
Ao longo dos próximos meses, Harvey tem prometido uma série de surpresas. Abrindo o baú, a cantora pretende relançar toda a discografia em álbuns com demos, mostrando pela primeira vez versões pouco trabalhadas, embrionárias, do próprio catálogo.
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