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Jup do Bairro, Linn da Quebrada e Badsista dão entrevista maravilhosa ao The Guardian; leia os highlights

Ganhando notoriedade internacional, Linn da Quebrada, Jup do Bairro e Badsista concederam uma entrevista ao jornal britânico The Guardian. Na ocasião, as artistas contaram como se tornaram amigas, além de abordarem assuntos como o racismo e a transfobia da indústria musical, dando maior destaque para a situação do Brasil.

De acordo com Linn, o cenário excludente do mundo da música cria a ideia de que pessoas pretas ou trans só pode falar sobre uma gama diferente de experiências, promovendo um ambiente de competição entre os artistas. Para ela, a indústria da música brasileira não quer criar espaço para acomodar diversidade ou mudanças reais.

“Porque estamos morrendo de fome, eles presumem que vamos comer uns aos outros”, diz Jup para mostrar que concorda com a colega. Se recusando a entrar nesse mecanismo de concorrência, Linn completa: “Jup, Badsista e eu somos poderosas individualmente, mas quando juntamos forças nos tornamos perigosas”.

Sobre a forma como ela, Jup e a produtora Badsista vem crescendo dentro do cenário musical, Linn da Quebrada também comenta: “Porque o sistema é tão estreito temos que penetrar nas rachaduras. E, conforme entramos, também abrimos esses espaços para que mais pessoas possam ocupá-los”.

Jup do Bairro diz que o simples fato de tocar ou ouvir uma música tem o potencial de mudar as narrativas dominantes. Segundo ela, o Brasil é um país em que pessoas pretas e trans raramente têm a oportunidade de acessar o próprio passado. A artista completa dizendo que contar o próprio lado da história para futuras gerações parece radical.

A conversa termina com a produtora Badsista comentando que “o jogo da indústria musical é exaustivo”, mas comparecer a festas de pessoas que a apoiam como Jup e Linn muda tudo. “Quando chegamos junto, tudo fica mais fácil”, finaliza.

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