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Billy Porter fala sobre racismo e branquitude: “É um câncer que está em metástase”

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O ator Billy Porter, astro da série “Pose”, deu uma entrevista esclarecedora nesta quinta-feira (23) para a revista NME.

Em meio à insurgência de movimentos antirracistas em todo o mundo após a morte do segurança George Floyd, brutalmente assassinado por agentes de polícia, Porter afirmou que as mazelas do racismo e a branquitude são como “um câncer que está em metástase em todos os lugares”.

“Estou tendo dificuldades nesta semana”, disse. “A América está fodida. Realmente fodida. Sentar e assistir o noticiário como um negro aos 50 anos e ver o que acontece… tudo por causa da branquitude. É um câncer que está em metástase em todos nós. Em todo o resto do mundo”.

O ator também afirmou que sente uma certa passividade por parte dos cidadãos norte-americanos, que ao seu ver não tiveram a coragem necessária para travar embates reais com o presidente Donald Trump.

“Ninguém o deteve porque todos que estavam em posição de poder para detê-lo eram brancos. E o que quer que ele fosse, quem quer que ele fosse e o que ele representasse, sustentava a brancura deles.”

Trump, em diversas ocasiões, recusou-se a fazer uso de máscaras de proteção em aparições públicas, mesmo os Estados Unidos sendo hoje o país líder no ranking mundial de casos e mortes por Covid-19. A atitude foi criticada por Porter, que o acusou de “genocídio” e de ser fruto do que chamou de “privilégio branco”.

“Estamos sentados na merda do que significa privilégio branco. Esse homem branco, que era um aluno de notas baixas, mentiroso, vigarista, pode ganhar a presidência dos Estados Unidos da América e destruir o mundo inteiro no processo. Isso é privilégio. O negro nunca seria capaz de fazer isso.”

A entrevista completa, em inglês, você lê clicando neste link.

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