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Ao Papelpop, Kehlani comenta sucesso do novo álbum e vontade de fazer música jazz

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Após ter participado do “America’s Got Talent” com o grupo no qual fazia parte, PopLyfe, Kehlani se colocou na cena musical com a mixtape “Cloud 19” (2014). Já em 2016 concorreu ao Grammy na categoria Melhor Álbum Contemporâneo Urbano com o “You Should Be Here”.

Agora, em 2020, ela atingiu mais um patamar de sua carreira com o disco “It Was Good Until It Wasn’t”, que alcançou o primeiro lugar nos charts de R&B e a segunda posição na Billboard Hot 200. Consagrado, o disco foi a maior estreia da artista até o momento. Quem diria que um risco tão grande, como lançar um dia em meio a uma pandemia daria tão certo? Bom, os fãs foram fiéis e deixaram claro que uma música boa pode ser um respiro e refúgio do mundo externo.

Batemos um papo com a cantora nesta terça-feira (26/05) e conversamos brevemente sobre suas colaborações, o sucesso do disco e o que podemos esperar dela no futuro.

PP: Olá! Queria começar te parabenizando pelo sucesso de “It Was Good Until It Wasn’t”, segundo lugar no Hot 200, hein?!

Kehlani: Muito obrigada!

PP: Você esperava por isso considerando coronavírus e todo o caos que o mundo enfrenta agora?

Kehlani: Hmm, não, é uma época assustadora em que vivemos agora, mas eu estou me mantendo saudável e positiva.

PP: Toda a crítica positiva de seu álbum e alta posição nos charts faz com que você se sinta mais pressionada com lançamentos futuros?

Kehlani: Na verdade não, eu vou continuar fazendo o que eu gosto, se as pessoas gostarem, fico grata, mas se não, eu também fico grata. É isto.

PP: Vários artistas adiaram o lançamento de seus álbuns devido à crise de saúde. Você considerou isso ou sentiu medo de não conseguir promover sua música da forma tradicional?

Kehlani: Foi definitivamente difícil, a ideia inicial foi subvertida pelo momento em que estamos.

PP: Eu amei a capa do seu álbum. A mangueira que você está segurando está diluindo o caos lá atrás, certo?

Kehlani: Obrigada. A mangueira simboliza amenizar e consertar os problemas ao meu redor, tipo ter que consertar algo perpetuamente…

PP: Eu li que Drake inspirou o título do “It Was Good Until It Wasn’t”. Antes disso, você já tinha algum nome em mente ou tava esperando pra ver se surgia algo?

Kehlani: Não, eu tinha um nome, mas não era tão bom quanto e esse fez mais sentido.

PP: Você esteve num relacionamento público enquanto compunha o álbum. Você acha que isso te ajudou ou atrapalhou o processo criativo?

Kehlani: Bom, eu estava escrevendo sobre o relacionamento de qualquer forma, não importando se fosse público ou não. Não vou dizer se atrapalhou, acho que foi o que foi.

PP: Você fez várias colaborações, como James Blake, Masego e Hayley Kiyoko. Qual foi a mais importante ou divertida pra você?

Kehlani: A mais importante foi a Lexii Alijai que faleceu, e que se encontra na faixa “Lexii’s Outro” do meu álbum.

PP: Como está sendo o processo de gravar vídeos na quarentena? Você fará pro disco todo?

Eu estou tentando fazer o máximo que posso, com certeza. Mas estou vivendo um dia de cada dia.

PP: Há algo que você não curtia ou não fazia que agora você acha que vai dar mais valor e gostar quando a quarentena acabar? Tipo quando a gente cancela vários planos e agora fica tipo: ‘Não vou cancelar mais rolê nenhum’! Ou algo que sente falta?

Kehlani: Eu mal posso esperar pra fazer uma turnê, acho que é o que mais quero.

PP: Há algum gênero musical que você gostaria de experimentar no futuro? O que podemos esperar?

Kehlani: Eu acho que faria algo com jazz e a incorporação disso. Acho que seria legal se meu próximo projeto fosse jazz.

 

Ouça aqui o disco:

 

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