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Demi Lovato fala sobre a cultura do cancelamento com Jameela Jamil

Demi Lovato foi uma convidada do podcast iWeigh da atriz Jameela Jamil (“The Good Place”) nesta sexta-feira (24)! As artistas conversaram sobre a cultura do cancelamento, bullying, saúde mental, imagem corporal e distúrbios alimentares.

A dona de “I Love Me” revelou como o cancelamento da internet não a afeta mais:

“Fui cancelada tantas vezes que não consigo contar. A hashtag ‘Demi Lovato Is Over Party’… essa coisa toda nem me afeta mais. Eu acho que isso não é real… se algumas pessoas realmente tivessem sido canceladas, elas não teriam Grammys e Oscars hoje em dia. Não estariam na posição que estão.”

Também debateu sobre como deveria existir uma cultura do perdão e aprender com os próprios erros:

“Onde está a cultura do perdão? Eu acho que se você usou sua segunda ou terceira chance para debater um tópico, você está cancelado e deve permanecer cancelado. Mas se você faz uma besteira e pede desculpas e diz ‘eu aprendi com isso’, então que isso seja um exemplo a outras pessoas para que elas possam mudar também. Você não muda a não ser que reconheça o que fez de errado e que traga uma solução. Se não há solução, não terá mudança. É por isso que a cultura do cancelamento não irá funcionar, a menos que as pessoas tenham um pouco de piedade. Eu acho que se é alguém que se recusa a aprender, que pensa ‘eu não erro e posso me safar de tudo’, então sim, o cancele”.

Comentando indiretamente sobre sua overdose em 2018, Demi refletiu como o público julga muito facilmente e que não entende o que é o vício. “Quando alguém tem uma recaída, eles julgam. Quando alguém fica sóbrio, eles pensam que essa pessoa tem que ficar sóbria pelo resto da vida. Mas a verdade é que não é uma solução simples para todo mundo. É diferente para cada um, e você tem que descobrir o que funciona com você”, revelou.

Jameela acrescentou que elas não tem o luxo de cortar pessoas com influência que podem ajudar comunidades marginalizadas: “Eu não quero que a gente vire as costas pra alguém que fez uma merda há 10 anos ou há um ano e que agora mudou e que pode ser um aliado”, falou a apresentadora. A cantora acredita que pode ser mais significativo seguir alguém que erra e pede desculpas do que alguém que nunca errou.

Ouça o episódio aqui:

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