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Gosta de rap? Vírus contesta símbolos do patriarcado em seu clipe de estreia, “Ameaça”

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Lil Nas X tem feito o maior barulho no exterior após o lançamento do single “Old Town Road”. Em premières e tapetes vermelhos o astro atrai todos os olhares porque, além de talentoso, ele ostenta também uma estética e uma atitude que até pouco tempo eram impensáveis. Um LGBTQ+, negro e fazendo rap. Sendo livre pra exaltar a sua sexualidade.

A melhor parte disso tudo, para além das ótimas canções, está na forma com que outros artistas têm tomado isso como um ímpeto para o levante da própria arte. O soteropolitano Vírus é um ótimo exemplo disso e faz sua estreia nesta terça-feira (10). Com o single “Ameaça” ele apresenta uma persona que pode ser enxergada tanto sob a ótica de um gângster, quanto pelo espectro luminoso de uma diva.

Produzida por JLZ, a faixa teve seu clipe liberado simultaneamente e conta com a direção de Baco Exu do Blues. Embalado pelo trap e por suas rimas cortantes, o artista explora um universo cheio de armas, drogas, poder e pegação – mas nunca com o propósito de fazer apologia. Há aqui uma crítica a estes que são símbolos de uma cultura machista e preconceituosa, que reserva o protagonismo para figuras que se curvam à cartilha de regras do patriarcado.

Trazendo referências que bebem na fonte de nomes como Beyoncé, Rihanna, Madonna, Childish Gambino e Tyler, The Creator, este é o clipe que você precisa ver hoje.

“Ameaça”, o novo single de “Vírus”, está disponível em todas as plataformas. Vem ouvir:

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