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Elas podem tudo! Dez animações com personagens incríveis e inspiradoras

Animações são uma das formas mais incríveis de abordar grandes temas dentro de histórias fantasiosas. Sabe a famosa “moral da história” que existem em contos de fada? O nível consegue ser muito maior quando, por meio de uma grande aventura, percebemos temas que nos tocam e que mudam nossa mentalidade e interpretações da vida.

Muitas animações com tramas grandiosas ricas de debate são estreladas por protagonistas femininas. Elas enfrentam desafios da vida, questionam estigmas e viram um canal de inspiração para todo tipo de público. Se você acha que filmes animados é coisa de criança, mude essa visão agora! Te convidamos a assistir essas 10 animações com grandes protagonistas, nessa lista feita junto com Intimus, que lançou a hashtag #ChegaDeEstigma, uma ação mega importante e necessária para discutirmos estigmas da menstruação. Saiba mais sobre o projeto no final da matéria ou no site oficial.

Kiki, de “O Serviço de Entregas da Kiki”

Esse filme de 1989 do Studio Ghibli conta a história de Kiki, uma jovem bruxa de 13 anos que mora com a mãe. Mas, como parte da tradição das bruxas do filme, ela precisa viver uma jornada sozinha por um ano ao completar essa idade. Kiki chega numa nova cidade e precisa encarar inseguranças e descobrir sua identidade e seus talentos, já que seu único poder até o momento é viajar numa vassoura.

“O Serviço de Entregas da Kiki” é uma animação preciosa que ensina o quão importante é o auto-descobrimento, apresentando já nos anos 80 uma personagem feminina inspiradora, que não se deixa levar pelos outros e busca sua própria força. Além de questionar conceitos do que a sociedade enxerga na capacidade de uma garota dessa idade na vida real, também inspira qualquer mulher que se encontra no momento de se encontrar.

Disponível na Netflix.

Mulan

Mulan é uma das princesas mais inspiradoras da Disney. Numa sociedade em que o papel da mulher era bastante limitado às tarefas domésticas e beleza, os homens da família iam para a guerra. Mulan vê seu pai, já com muita idade, sendo chamado par a guerra e resolve ela mesma ir no lugar dele, vestida de guerreiro.

É um filme que desafia do começo ao fim todas as expectativas que a sociedade tem na figura feminina. Ao longo do filme, Mulan se torna uma peça importante em todo o exército chinês e conquista o respeito de seus colegas. Mas eles a enxergam como um homem. No momento em que se descobre que ela é uma mulher, o que é mais importante? Os papéis de gênero ou as vidas de todos os envolvidos?

Disponível no Telecine Play.

Chihiro, de “A Viagem de Chihiro”

Vencedor do Oscar de Melhor Animação, “A Viagem de Chihiro” de 2001 é uma enorme aventura de uma garota de 10 anos que está mudando de vizinhança e, durante uma das paradas da mudança, tem seus pais transformados em porcos. Chihiro descobre que agora está numa dimensão espiritual do Japão e precisa fazer de tudo para salvá-los.

Chihiro é destemida e tem o temperamento forte, fazendo com que constantemente personagens tentem rebaixá-la por ser humana e criança. Apesar de ser um mundo completamente novo e assustador, Chihiro não abaixa a cabeça e confronta a todos. O que ela precisa fazer para ter seus pais de volta? Trabalhar duro lavando banheiras? Ela faz. Enfrentando espíritos violentos? Ela enfrenta. Confrontando a grande bruxa do lugar e viajando sem saber onde vai? Ela consegue. Igual falamos anteriormente com “O Serviço de Entregas da Kiki”, Chihiro vai contra a maré do que se espera da representação feminina no cinema.

Disponível na Netflix.

Elsa, de “Frozen”

Falando de quebra de estigma, “Frozen” foi um filme que transformou tudo o que conhecíamos como histórias de princesas na Disney e realmente mudou a maré do gênero de contos de fadas. Elsa é a princesa do reino de Arendelle que descobre logo quando pequena que tem o poder de criar gelo e neve. Ao machucar sua irmã acidentalmente, Elsa é isolada e aprende a ter vergonha de seu dom.

Acompanhamos a personagem se excluindo completamente de todos num castelo de gelo enquanto sua irmã, Anna, tenta convencê-la do contrário. Nessa história, a maior vilã de Elsa é a insegurança dela, em vez de existir uma figura do mal de verdade. Além disso, a história de amor é sobre a relação das duas irmãs. É uma aventura muito mais sobre superar seus próprios medos e enxergar sua singularidade como força. É totalmente diferente de qualquer conto de fadas que já existiu!

Disponível no Prime Video.

Moana

Moana é uma princesa que tem como destino virar chefe de sua ilha. Ao ver que todas as fontes naturais estão secando, ela renega o título e foge escondida para partir para uma jornada em alto mar para ir até cantos nunca antes visitados e procurar uma salvaçao. O mais incrível é que ela encara o mar sozinha num simples barco e parte sem nenhum medo. Ela tem suas dificuldades, mas nada a coloca para baixo.

A protagonista simboliza uma nova era de representação de princesas nas animações. Ela não é delicada ou passa uma sensação frágil. Moana tem o corpo forte para encarar a aventura que escolhe, não precisa de nenhum romance ao longo de todo o filme e se torna sozinha a chave para salvar a ilha. Inspirador do começo ao fim.

Disponível no Prime Video.

San, de “Princesa Mononoke”

Já deu para perceber que o Studio Ghibli tá cheio de personagens poderosas, né? Mas “Princesa Mononoke” não é só um exemplo dentro do próprio estúdio, mas para toda a indústria de animações. Este filme de 1997 nos trouxe San, uma princesa guerreira, adotada por uma família de lobos. San trava uma grande batalha para impedir que a floresta seja devastada pela mineração, liderada pela vilã Lady Eboshi.

“Princesa Mononoke” concentra numa personagem forte e destemida, que não tem medo de enfrentar forças poderosas, várias questões como humanidade, preservação do meio ambiente e espiritualidade. Vale comentar também que a vilã, Lady Eboshi, é uma mulher liderando um exército. Mesmo no papel de vilã, ela também tem suas motivações de vida ao longo do filme, querendo o bem do seu vilarejo mesmo com atitudes erradas.

O filme conseguiu superar muitos paradigmas de representação feminina nas animações. Um filme feito há mais de 20 anos que continua muito relevante nos dias de hoje.

Disponível na Netflix.

Merida, de “Valente”

Merida é uma princesa extremamente habilidosa com arco e flecha. Porém, precisa se casar com um dos aliados da família como parte de uma tradição ancestral. Fugindo do destino, ela cria grandes conflitos com a mãe e recorre a uma bruxa para mudar a cabeça dela. O feitiço vem com uma maldição e Merida precisa encontrar uma forma de revertê-la.

Apesar de ser um filme de princesa, “Valente” é sobre relação de mãe e filha, duas personagens muito bem construídas, e o embate entre a tradição e a liberdade de escolha. Merida faz o que for possível para conquistar sua autonomia e viver da forma que bem quiser.

Disponível no Prime Video.

Tiana, de “A Princesa e o Sapo”

Tiana é a primeira princesa negra da Disney e conta toda uma história original e inspiradora. De família humilde, ela tem um grande sonho inspirada pelo pai de abrir um grande restaurante. Ela trabalha muito para conquistar seus ideais e passa a juntar dinheiro para ter seu próprio negócio.

Posteriormente, o conto começa com Tiana conhecendo o príncipe Naveen, que se transforma em sapo. Na tentativa de ajudá-lo, ela também se transforma em um sapo e os dois precisam reverter o feitiço. Tiana se torna princesa de fato só no fim, e mesmo assim quer ter realizar seus sonhos por mérito próprio. É uma personagem que inspira mulheres a reconhecerem sua força para atingir seus objetivos.

Disponível no Prime Video.

Esmeralda, de “O Corcunda de Notre-Dame”

Esmeralda enfrenta estigmas constantemente em “O Corcunda de Notre-Dame” por ser uma cigana vivendo numa época muito religiosa e tradicional de Paris. Ela tem constantemente o seu estilo de vida julgado por todos, vista como uma ladra ou uma garota promíscua, atraindo também a perversidade dos homens. Porém, ela é uma mulher muito segura de si, com suas opiniões e muito independente.

A personagem prova que não é definida por sua beleza e sua bondade e percepções evoluídas da vida fazem com que ela vire um apoio importante ao Quasimodo, protagonista que é totalmente renegado por sua aparência. Bem resolvida, ela tem clareza sobre suas habilidades e desafia constantemente a sociedade.

Disponível no Claro Video.

Coraline

“Coraline e o Mundo Secreto” pode ter um tom sombrio, mas ele é cheio de grandes significados e é rico em detalhes. Coraline se muda para uma nova casa e, quanto explora o lugar, descobre uma porta que a leva para um mundo mágico que é uma versão alternativa de sua realidade. Nele, tudo acontece conforme Coraline gostaria que fosse. Ela esquece da solidão, do abandono dos pais, mas tudo isso foi feito com intenções cruéis para Coraline nunca mais querer voltar à realidade.

A protagonista logo passa a enxergar a verdadeira face da realidade paralela e precisa fazer de tudo para sair. Ao longo do filme, ela enxerga sua independência como força e passa a reconhecer suas fraquezas a fim de superá-las para voltar à realidade. É uma forma nunca antes vistas de abordar a conversa sobre expectativas, frustrações e mentalidade, representada numa personagem que é muito destemida mesmo se enxergando fraca. Uma jornada de auto-descobrimento que supera as expectativas de uma animação.

Histórias como as citadas acima nos motivam a questionar mais os esteriótipos vistos como padrão da sociedade sobre representação feminina e expectativas sobre as mulheres. A questão da repressão da força que elas enfrentam na maioria dos filmes não é tão distante da realidade. Por exemplo, quem nunca vivenciou ou observou aquela situação em que a opinião, emoções e decisões de uma mulher foram subestimadas pela famosa frase “Ela deve estar naqueles dias”?

É querendo superar mais esse estigma que estamos com a Intimus, que acaba de lançar uma campanha incrível batizada como #ChegadeEstigma! O objetivo é estimular o diálogo aberto sobre a menstruação entre todos a fim de questionar os estereótipos. É para apoiar, encorajar, dar suporte e fortalecer. Como isso está sendo feito? Por meio de ações nas redes sociais, cada uma poderá compartilhar com amigos e familiares informação e conteúdo sobre o ciclo menstrual e conscientizar a sociedade sobre como os estigmas impactam a vida das mulheres. Juntos podemos questionar os estigmas e ser parte da mudança. O conteúdo está disponível no site oficial da marca e pode ser acessado aqui, onde você encontra mais informações sobre o movimento e pode também ajudar as iniciativas sociais apoiadas pela marca.

Além da hashtag #ChegadeEstigma fazem parte da ação cartazes, GIFs e figurinhas personalizadas. Vale muito pesquisar e garantimos que será uma experiência enriquecedora. Lembre-se: uma sociedade informada é uma sociedade consciente!

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