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Dez séries com mulheres incríveis que questionam estigmas na TV

Não é incrível quando você tem uma personagem que serve de modelo para suas inspirações e suas vivências? Assistimos séries e maratonamos, nos deparamos com ficção e fantasias grandiosas, mas a maior experiência que tiramos de uma série é quando terminamos o episódio reconhecidas e amparadas.

Experiências sexuais, rotina em locais de trabalho, vida amorosa, amizade. Esses são alguns assuntos que nos despertam ideais e, quando tratados de forma realista e encorajadora, quebram vários estigmas que a sociedade, a TV e o cinema colocaram em nossas cabeças ao longo dos anos.

Por isso, fizemos uma lista de séries com personagens que revolucionaram narrativas, desafiaram esses estigmas e serviram de modelo para várias mulheres fora das telas. Essa lista de mulheres incríveis é feita junto com Intimus, que lançou a hashtag #ChegaDeEstigma, uma ação mega importante e necessária para discutirmos estigmas da menstruação. Saiba mais sobre o projeto no final da matéria ou no site oficial.

Nola de “Ela Quer Tudo”

Essa série maravilhosa da Netflix é uma adaptação de um filme do Spike Lee de 1986. Aqui, o diretor assume a produção para contar a história de Nola Darling, uma mulher do Brooklyn super bem resolvida em que a vida amorosa gira em torno de três namorados, mas tudo muito sem apego. É ela quem dita o tom dos relacionamentos. Suas realizações profissionais e de vida estão sempre em primeiro plano.

Nola usa a arte dela para expressar seus ideais e faz isso chutando a porta e criando ela mesma um espaço para crescer profissionalmente. É muito inspirador como ela é ambiciosa e faz grandes planos, que geralmente os realiza por ser tão auto-centrada e focada em sua evolução. É maravilhoso ver uma personagem ser tratada de forma tão independente sem depender de seus romances na televisão.

“Ela Quer Tudo” está disponível na Netflix.

“Grace & Frankie”

Uma das primeiras e grandes produções originais da Netflix, “Grace & Frankie” é uma história original e desafiadora de tabus e preconceitos do inicio ao fim. Acompanhamos Grace (Jane Fonda) e Frankie (Lily Tomlin), duas personagens nada parecidas que enfrentam a terceira idade com um drama: seus maridos viviam um romance escondido entre eles e resolveram assumir a vida como casal e deixar as esposas.

As duas precisam uma da outra para enfrentar a nova vida de solteira e passam a morar juntas. O que vemos é uma jornada de descobrimento sexual, independência, sororidade e um ótimo retrato de como é a terceira idade para a mulher. Elas são constantemente interpretadas como dependentes de seus maridos e filhos, mas quebram as aparências e até criam um negócio de vibradores para terceira idade. O envelhecimento não tira delas a vida profissional, amorosa, sexual e, ao mesmo tempo, a série te faz rir e se emocionar constantemente.

“Grace & Frankie” está disponível na Netflix.

Tracy de “Chewing Gum”

A gente vê em comédias românticas e filmes adolescentes vários clichês de amadurecimento e descobrimento da vida amorosa e sexual. Tudo muito romântico, cheio de dramas com final feliz. Mas em “Chewing Gum”, a atriz Michaela Coel narra os avanços da personagem Tracy rumo à vida adulta da forma mais realista possível! Afinal, nunca dá tudo certo, né?

Tracy vem de uma família extremamente religiosa e decide perder a virgindade aos 24 anos. Porém, ela não faz a mínima ideia de como chegar em garotos, como seduzir, tem um visual muito reservado por conta da criação e é constantemente vigiada pelos pais. É uma nova forma de contar uma experiência que garotas da mesma idade passam sempre.

As coisas dão sempre errado. Micos na hora da cama, experiências que ela se arrisca e vê que é muito para ela e péssimos conselhos de amigas são constantes. Mas Tracy se mantém firme, não desanima e também não tenta mudar quem ela é para se tornar uma mulher do jeito que os homens gostam.

A série tem duas temporadas e está disponível na Netflix!

Miriam de “Maravilhosa Sra. Maisel”

“Maravilhosa Sra. Maisel” é uma das séries mais aclamadas do Prime Video, vencedora de vários prêmios, e mostra Miriam Maisel, uma mulher que viveu apoiando seu marido fracassado na carreira de comediante de stand-up e percebeu que as melhores piadas dele foram feitas por ela. Largada pelo marido, Miriam descobre que ela mesma pode assumir os palcos.

Midge (como é chamada) se torna uma comediante de bar mas precisa superar alguns desafios: ser uma mulher nos anos 60 apostando nessa carreira mais comum entre homens, enquanto toda a sociedade e a família espera que ela na verdade seja uma dona de casa com um marido bem-sucedido.

Ela é constantemente boicotada, enfrenta o machismo, a concorrência a subestima, mas Midge começa a ser reconhecida e começa a ocupar mais espaços.

A série já tem três temporadas no Prime Video e é hoje uma das principais comédias da TV.

“Segunda Chamada”

“Segunda Chamada” é uma série da Globo lançada em 2019 e já com segunda temporada em produção. Quando saiu, surpreendeu o público pela história transgressora que dificilmente se vê na TV aberta: acompanhamos uma escola pública no período noturno dando aula para alunos de 17 a 70 que buscam uma vida melhor.

A série não apenas brilha por retratar o cenário real das escolas públicas do Brasil, que sofrem um abandono em questão de estrutura e condições de trabalho e estudo, mas também conta a história de várias personagens que são um retrato fiel de várias mulheres.

Debora Bloch vive Lúcia Helena, professora de Língua Portuguesa, que enfrenta um momento difícil de saúde com o marido enquanto dá aulas. Sônia (Hermila Guedes) é uma professora desmotivada com a profissão, Eliete (Thalita Carauta) é mãe solteira que reveza a criação da filha com a escola sendo professora e ainda vende produtos para ter aquela grana extra. Ainda temos Linn da Quebrada estreando como atriz no papel de Natasha, aluna que é cobradora de ônibus.

Racismo, abusos, transfobia, abandono, sexualidade e dificuldades financeiras são assuntos tratados numa escola em que professores e alunos criam uma grande rede de apoio. Sem sombra de dúvidas, uma série inspiradora.

“Segunda Chamada” está disponível na GloboPlay.

Issa e Molly de “Insecure”

Issa Rae é um dos nomes mais brilhantes da TV e a série “Insecure” da HBO é uma de suas obras primas. Rae interpreta uma versão ficcional dela, também chamada Issa, que tem uma grande amiga chamada Molly (Yvonne Orji). A amizade sincerona e genuína das duas é palco para vários dramas amorosos, frustrações profissionais, questões culturais e problemas sociais que são da vivência da mulher negra. Tudo isso num tom de uma grande série de comédia que procura rir de si mesma e das situações da vida.

A série nos ganha em mostrar sexo, romance, diálogos desconfortáveis e momentos de intimidade com muito realismo e honestidade. Em 2016, Issa Rae trouxe uma personagem negra como protagonista na TV de forma nunca antes vista e traz retratos e ironias da vida real em seus mínimos detalhes (como ela ser a única negra numa empresa que busca ajudar jovens negros).

“Insecure” desafia preconceitos e estigmas não apenas em sua história, mas também por Issa Rae abrir esse caminho de representação que gerou muitos frutos nos anos seguintes. A série está disponível na HBO GO.

“Samantha”

A primeira série de comédia brasileira da Netflix nos mostra Samantha, uma mulher com seus quase 40 anos que foi uma grande ícone mirim da televisão nos anos 80 e hoje caiu no esquecimento. Décadas depois, ela resolve tentar retornar aos holofotes com um novo projeto para a TV e passa dificuldades por ser tratada como subcelebridade.

De forma muito bem humorada, “Samantha” retrata um clichê bem comum do entretenimento: qual lugar a mulher ocupa ao envelhecer? A fama tem data de validade curta para as celebridades femininas e Samantha precisa desafiar isso para vingar sua carreira na TV.

Além disso, a série mostra bastante como era a TV brasileira nos anos 80 com o auge dos programas infantis e também é um retrato cômico do famoso “jeitinho brasileiro” de conseguir as coisas. A série tem duas temporadas e está disponível na Netflix.

“One Day at a Time”

Essa preciosidade da TV já migrou várias vezes de emissora por sofrer cancelamentos e é uma pena, porque é uma série muito necessária. Acompanhamos a família cubana Alvarez nesse sitcom que é bem-humorado mas conscientiza de forma incrível sobre vários tópicos importantes, como vivência LGBT, xenofobia, imigração, vícios, depressão e abandono.

Tudo isso vivido na pele de três grandes mulheres: a mãe Penélope, que sofre traumas por ser veterana de guerra, a avó Lydia que passa por uma desconstrução na família superando sua criação tradicional, e a filha lésbica Elena que foi abandonada pelo pai homofóbico e é muito politicamente ativa.

Vários episódios vão tocar seu coração e tratar de assuntos muito importantes, te despertando questões que você nem imaginava. Com todas as dificuldades e diferenças, a família Alvarez é forte e permanece unida. “One Day at a Time” tem três temporadas disponíveis na Netflix.

“Coisa Mais Linda”

Outra produção brasileira da Netflix, “Coisa Mais Linda” mostra um grupo de mulheres do Rio de Janeiro nos anos 50 enfrentando os mais variados estigmas da época.

Maria Luíza, que sempre foi dependente do marido, descobre que estava sendo traída, larga ele, e resolve criar seu próprio negócio. Adélia é uma jovem negra da periferia do Rio que precisa cuidar de sua filha enquanto enfrenta árduas jornadas de trabalho e o racismo predominante que a impedia de usar os mesmos serviços de brancos e era constantemente tratada como empregada ou garçonete. Lígia vive uma vida de mentira sendo apenas a esposa obediente e Thereza é uma jornalista que procura enfrentar o machismo da época.

São quatro tramas que contam, em ambientes diferentes, a história da independência da mulher. As lutas são diferentes e cada uma conhece como os preconceitos impactam a outra. Juntas, elas lutam contra machismo, racismo, diferenças de classe social e buscam pela auto-suficiência.

“Coisa Mais Linda” está disponível na Netflix.

The Morning Show

“Morning Show” é a primeira série original da Apple e foi uma das grandes sensações da temporada por levantar um estigma que foi assunto do mundo do entretenimento no ano passado: como as mulheres sofrem com o machismo estrutural nos ambientes de trabalho.

Essa história é contada dentro da grande emissora UBA, cujo grande programa é o The Morning Show estrelado por Alex Levy (Jennifer Anniston) e Mitch Kessler (Steve Carell). Porém, o âncora é denunciado por uma série de assédios sexuais e abuso de poder dentro da emissora e vira um grande escândalo televisivo. Alex Levy se vê sozinha no programa e, no desespero, escala Bradley Jackson (Reese Whiterspoon), uma jornalista radical, como co-apresentadora.

A série é uma grande novela com várias reviravoltas, mas trata bastante sobre rivalidade feminina (o mundo fica obcecado em ter duas mulheres como âncoras), abuso de poder e o protagonismo da mulher dentro de uma grande empresa. Enquanto Bradley busca ser respeitada dentro da emissora, Alex precisa se impor como parte essencial do noticiário para não ser descartada da empresa. Além disso, o time de mulheres da emissora compartilham as suas histórias de abuso e humilhação enquanto se unem para transformar o ambiente de trabalho.

“The Morning Show” está disponível na Apple TV+

Fora das telas, todas as mulheres que menstruam passam por um drama comum: os estigmas presentes na sociedade sobre este período que é tão comum e ao mesmo tempo tão carregado de preconceitos e esteriótipos. “Você tá muito irritada hoje, deve estar menstruada” ou “Chorando por isso? Só pode estar naqueles dias” são frases que você muito provavelmente já deve ter ouvido.

Então que tal gerarmos um plot twist e questionar esses estigmas? Nós estamos firmes nessa missão e a Intimus está com a gente e com você nessa, tanto que acaba de lançar uma campanha incrível batizada como #ChegadeEstigma! O objetivo é estimular o diálogo aberto sobre a menstruação entre todos a fim de questionar os estereótipos. É para apoiar, encorajar, dar suporte e empoderar. Como isso tem será feito? Por meio de ações nas redes sociais, cada uma poderá compartilhar com amigos e familiares informação e conteúdo sobre o ciclo menstrual e conscientizat a sociedade sobre como os estigmas impactam a vida das mulheres. Juntos podemos questionar os estigmas e ser parte da mudança. O conteúdo está disponível no site oficial da marca, onde você encontra mais informações sobre o movimento e pode também ajudar as iniciativas sociais apoiadas pela marca.

Além da hashtag #ChegadeEstigma fazem parte da ação cartazes, GIFs e figurinhas personalizadas. Não fique de fora dessa, hein? Lembre-se: uma sociedade informada é uma sociedade consciente!

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