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Luísa Sonza lança clipe de “Braba” e fala ao Papelpop: “A boa menina não é mais tão boa assim”

Na madrugada desta quarta-feira (18), Luísa Sonza lançou sua mais nova música, “Braba”. A faixa é toda cheia de atitude e mostra a cantora bem decidida, focada e apontando para o além em sua carreira musical.

Não somente a faixa saiu, mas o clipe acabou de sair do forno. No vídeo, a artista encarna uma assassina, que está disfarçada como stripper em uma boate. Sua missão é derrotar alguns homens maléficos e fazer justiça com as próprias mãos. É quase como um mini-filme, uma narrativa fictícia diferente do que Luísa já mostrou.

A gente bateu um papo com a braba e falamos sobre a música, o conceito do clipe, quando chega o álbum novo, como ela reagiu ao saber que está entre as “10 mulheres mais ouvidas no Brasil” e até prevenção contra o COVID-19.

PP: Luísa, então “BRABA” chegou e é o seu primeiro lançamento inédito desde o álbum “Pandora”, em junho de 2019. Friozinho na barriga, como tá?

Ai, tô super ansiosa porque é um momento novo, nova era, né? Tô muito feliz e ansiosa para ver o que a galera vai achar. É uma proposta musical diferente do que eu já tenha feito. Mas, acima de tudo, tô muito feliz! Ansiosa positivamente para que as pessoas vejam esse novo momento.

PP: Afinal, o que significa ser “braba”?

Cara, vocês vão descobrir no clipe! Mas é braba mesmo, sabe? A “Boa Menina” já não é mais tão boa assim, entendeu? Ela é braba e não está nem aí para coisa nenhuma mais. Ela não é tão boazinha assim, sabe? Ela não é tão boa mais, ela é braba agora!

PP: A gente já sabe que o clipe vai mostrar uma boate, cheia de strippers e temos também um pole dance. Teremos cenas suas dançando na barra? Fala mais sobre a história do clipe pra gente!

Tem sim, tem sim. Mas não muito também. Eu tinha zero contato [com pole dance], por isso também não tem muito, rs. Foi logo depois do carnaval, então não tive muito tempo pra fazer aula. Mas, é porque na história do clipe, a personagem está sendo uma stripper mas ela não é de fato uma stripper, sabe? Ela está ali naquele lugar pra conseguir uma coisa que ela quer. Ela é…vamos dizer, uma assassina que tem que matar alguns homens ali dentro. Então é um disfarce e até por isso que ela vai presa! Mas ela é meio psicopata e as meninas que estão com ela também fazem parte do negócio e vão presas também. Ela também não é uma vilã, os vilões são os caras que fizeram mal e estão ali [na boate]. E ela também não é boazinha. É claro que não quero representar como se fosse legal matar alguém, é mais no sentido da narrativa e artístico também, sabe? E acho que quanto mais as pessoas assistirem, mais elas vão entender a história do clipe com detalhes. Porém também é um clipe meio livre pra interpretação! É um entretenimento.

PP: Você tem vários singles ótimos, avulsos, mas lançou “Pandora” ano passado. É um álbum e a gente tem visto cada vez menos os artistas da nova geração apostando nesse formato. Como você avalia essa lógica mais efêmera do mercado fonográfico?

Olha, não que eu não vá fazer músicas avulsas. Mas o álbum é a única maneira que eu consigo me expressar da maneira mais completa. Sempre me falaram: ‘Ou você faz música de pista, ou música lenta. Ou você é uma artista pop para balada ou pra fazer show em teatro’. Eu sou contra tudo isso, acho que com um álbum eu consigo mostrar todas as minhas facetas, sabe? No novo álbum…em uma música eu vou mostrar muito minha potência vocal, outra faixa vai ser uma coisa que sempre quis fazer desde criança, entende? Eu sou muito livre mas também fiquei muito feliz, por exemplo, quando “Pandora” quebrou recorde de álbum de estreia mais escutado de um artista brasileiro no Spotify. Fico muito feliz, muito gratificante saber que meu trabalho consegue atingir lugares tão incríveis. Mas o que quero é passar a verdade acima de tudo o que for fazer. E às vezes até com as minhas várias mudanças, um álbum proporciona um espaço melhor pra mim. Mas acho legal, respeito e admiro muito todo mundo que lança materiais avulsos também! E nesse acampamento pra produção do álbum, a gente tá pegando referências muito difíceis de usar em um álbum pop. Eu gosto de brincar com música, com arte, é pra isso que eu trabalho. Não é por números ou views, se vier tá ótimo porque fiz com amor e carinho.

PP: “Braba” é um lançamento avulso ou é parte de um projeto maior que está por vir?

Sim. “Braba” não está sozinha! A gente ainda tá estudando as previsões e com tudo isso que está acontecendo por conta do coronavírus também. Porque a gente não pode gravar clipe, estamos de quarentena, né? O clipe de “Braba” saiu porque já tava gravado antes disso tudo acontecer. Temos que esperar ver o que ainda vai acontecer porque não temos um trabalho pronto ainda. Ainda tenho que gravar algumas coisas, filmar clipe. Mas como estamos isolados no momento, o prazo fica meio indefinido por enquanto. Por agora, temos que priorizar nossa saúde.

PP: No início do mês, o Spotify divulgou que você está entre as 10 mulheres mais ouvidas do Brasil, ficando à frente de artistas internacionais como Ariana Grande e Dua Lipa, por exemplo. Como foi receber essa notícia?

Eu fiquei passada! Fiquei pensando: ‘Gente, não lanço música desde junho de 2019’. Nossa, isso é muito gratificante! É surreal pra mim. Tô muito grata e colhendo muitas coisas, sabe? Acho que tô no melhor momento da minha carreira, no momento mais feliz da minha carreira. Eu amo atingir pessoas com essas músicas e eu fico muito feliz. Tanto que às vezes eu tô bem feliz e falo: ‘Vou lançar agora isso aqui!’. Eu não tenho nem palavras pra expressar minha gratidão. Todo mundo que ouve, a comunidade LGBTQIA+ que me acolhe tão bem, uma parte muito importante da minha carreira. Ser abraçada desta maneira, a ponto de estar entre as ’10 mais ouvidas’ é muito gratificante pra mim.

PP: Com essas medidas adotadas por conta do coronavírus, você tem ficado mais ativa nas redes sociais? Qual recado você mandaria para seus fãs?

Quem puder ficar em casa, fique em casa. Lavem muito as mãos, usem álcool em gel. Vamos tentar evitar ao máximo o contágio. E eu tô levando entretenimento para vocês, lançando clipe mesmo neste momento de quarentena, rs. Cancelei todos os eventos presenciais, mas vamos fazer mais coisas online. Vamos todos ficar bem felizes dentro de suas casinhas!

Vamos de “Braba”! Se liga no clipe que foi dirigido por Jacques Dequeker e co-dirigido pela própria Luísa:

Taca stream na lenda:

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