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Os melhores álbuns de 2019 segundo leitores do Papelpop

Fim de ano tá aí e é chegada a hora de colocar os pingos nos “i”! Lembre-se: nesta época, além de reunir a nossa comissão julgadora pra escolher os melhores álbuns lançados nos últimos 12 meses, o Papelpop também abre seus canais pra que o público possa eleger, num exercício democrático, seus discos favoritos!

Sabe aqueles que tocaram no seu Spotify, na vitrola, no CD player, no porta-K7 incansavelmente? Que nos acompanharam em cada canto? Muito bem! Entre os mais votados deste ano estão produções fortemente influenciadas pela cultura lusa, pelo funk pop brasileiro e rimas poderosíssimas. Diz aí: o seu novo vício foi contemplado? Vem ver a nossa lista!

10. Lizzo, “Cuz I Love You”

Você quer o mundo, Lizzo? A gente te dá! Não teve jeito, ela arrasou em todos os formatos, cantos do mundo e notas musicais possíveis! O disco de estreia desse ícone que vem sendo chamado como “a nova cara do pop” chegou em 2014, mas a aclamação definitiva só foi possível por meio de “Cuz I Love You”.

Nascido sob o sol de Áries, em 5 de abril de 2019, este é um trabalho digno de. Lizzo canta sobre amor, sobre perda, sobre resiliência – e ainda faz um manifesto sobre autoestima e autocuidado. Boy lixo? Aqui não! Autossabotagem? Nem pensar! O objetivo aqui é dançar, se divertir e… se de tudo, você ainda quiser curtir aquela bad, que seja com categoria e bom humor!

9. Céline Dion, “Courage”

Elle est retournée! O lançamento de um disco novo de Céline Dion é sempre um acontecimento e, sejamos francos: com “Courage” (leia no idioma que preferir, em inglês ou francês) não poderia ter sido diferente.

Após ter encerrado uma residência de quase duas décadas em Las Vegas, a voz de cristal do pop resolveu sair em turnê pelo mundo e entregar aos fãs um compilado de novas faixas. Céline sempre surpreende porque, embora falar de amor não seja uma tarefa fácil, ela sempre a executa com maestria. Nada se compara a sua voz.

8. Anitta, “Kisses”

Álbum trilíngue da Anitta? Quem poderia imaginar isso sendo feito há 5, 6 anos? Pois rolou e a gente amou dançar ao som de canções diversas, que mostram um pouco mais da versatilidade da artista – que queira você ou não, é um dos maiores nomes da música brasileira lá fora hoje.

“Kisses” traz parcerias de nomes como Caetano Veloso, Becky G, Nicky Jam, Ludmilla e Alesso, além de clipes incríveis para cada uma de suas dez faixas. Todas com sua própria persona.

7. Ariana Grande, “thank u, next”

Com ela não tem brincadeira! Após o lançamento de “sweetener”, fazendo a Rihanna (dos velhos tempos, é claro!), Ariana Grande achou que seu montante de novas canções disponíveis não era o bastante.

Meses depois entregou “thank u, next”, disco em que canta sobre o amor e tudo o que veio aprendendo com ele nos últimos tempos. Grata a cada um de seus ex-namorados, ela se mostra apta a escrever novas histórias, a vivenciar as experiências que a vida pode oferecer e o primordial: não olhar para o passado com arrependimentos.

Além disso tudo, ainda resta espaço pra histórias divertidas como a de “7 rings”, um dos hits do ano. Quem nunca deu um rolê com as amigas na Tiffany’s e saiu de lá abarrotada de joias?

6. Jão, “ANTI-HERÓI”

“Faça do limão uma limonada”. Quem nunca ouviu essa frase? Jão tava na maior fossa após ter encerrado um relacionamento e decidiu transformar sua dor em composições.

Desse processo de “exorcismo” de sentimentos surgiu “ANTI-HERÓI”, seu segundo disco de estúdio que, tal qual “LOBOS”, seu debut, foi amplamente abraçado pelo público. Cheio de hits radiofônicos, o projeto apresenta letras cheias de romantismo e de uma sofrência pop que só vendo pra crer (e sentir) :(

5. Emicida, “AmarElo”

Primeiro brasileiro da lista! “AmarElo”, trabalho mais recente de Emicida em estúdio, é um puta disco, daqueles dignos de serem lançados com toda a honra e glória no Theatro Municipal de São Paulo – tal qual aconteceu. Não foi um sonho! Contando onze mini estórias, o rapper imerge por meio de suas rimas precisas no cotidiano de cidadãos engolidos pela rotina, invisíveis diante do ritmo frenético das grandes cidades.

Propõe uma carta de amor aos marginalizados, conecta mundos nunca antes imaginados em uma combinação: há parcerias com Fernanda Montenegro, Pabllo Vittar, Zeca Pagodinho, MC Tha, Ibeyi… é muita gente boa num só espaço, mandando seu recado. Recitando poesia. Fazendo arte!

“AmarElo” nada mais é do que um respiro em tempos obscuros… Um disco necessário!

4. Harry Styles, “Fine Line”

“Fine Line” chegou ainda outro dia (mais precisamente no início deste mês de dezembro), mas provocou uma paixão fulminante nos fãs de Harry Styles. O muso britânico produziu ao longo do último ano um disco redondinho, pra chamar de nosso. Com sons que flertam escancaradamente com o rock, incluindo boas doses de psicodelia, Styles parte em busca de si como artista e ser-humano – convidando, ainda que indiretamente, os fãs a fazerem o mesmo.

Leve, colorido e divertido, o conjunto da obra é perspicaz e faz com que o mundo pareça novamente interessante, livre de quaisquer possibilidades de pedantismo pop. Se em seu álbum autointitulado trazia referências de David Bowie e do Fleatwood Mac, aqui o mergulho foi um pouco mais a fundo, desembocando numa viagem pelos anos 1960 e 1970. Já aprendeu todas as letras? Em outubro a “Love On Tour”, mais recente excursão do artista, desembarca no Brasil.

3. Taylor Swift, “Lover”

Alô, apaixonadas! “Lover”, da Taylor Swift, pode até ter chegado em um momento conturbado da carreira da cantora (ela disputa os direitos de todas as suas canções lançadas pela Big Machine Records, antiga gravadora), mas trouxe consigo doses orgânicas de romantismo, como o próprio nome aponta, bem como uma série de letras engenhosas. Taylor é, de fato, uma das melhores e mais completas compositoras de sua geração. Passeia entre dores, delícias, expectativas e frustrações, sem deixar a peteca cair. Não à toa este é o terceiro colocado da lista.

2. Lana Del Rey, “Norman Fucking Rockwell!”

He fucked me so good that I almost said I love you”. Esta muito provavelmente é uma das mais icônicas aberturas líricas de discos lançados nos anos 2010, você não pode negar. Lana Del Rey é mestra em fazer com que nos identifiquemos com suas letras profundas, cheias de sensibilidade e, embora muita gente tenha torcido o nariz para “Norman Fucking Rockwell!”, seu novo trabalho, este se mostra um disco contracorrente. Nada de beats eletrônicos em excesso ou sons frenéticos.

Lana canta pacientemente, como se quisesse que tivéssemos a intenção de ouvi-la numa manhã ensolarada de domingo, ali na varanda de casa, ou mesmo sentindo a brisa e o sol escaldante do verão, nas férias. Neste que é, sem sombra de dúvida, seu disco mais maduro, não há mesmo nada de tão revolucionário – mas você não pode negar o fato de que ela nem de longe reciclou sua até então infalível receita de sucesso.

1. Madonna, “Madame X”

Ela fez gostoso e colocou todo mundo pra dançar com seu fado-funk-pop! Não é possível, nem na mais longínqua hipótese, deixar de render nossa homenagem a “Madame X”, listado não somente como disco do ano pelos nossos seguidores, como também por algumas das mais respeitadas revistas de música do mundo.

Por onde começar a elencar seus atrativos? Pela inventividade, sem dúvida! Cansada da monotonia que sua nova vida em Portugal exigia, Madonna começou a frequentar as noites de fado lisboetas – o que a fez se sentir inspirada como não se via há pelo menos uma década.

Surgiram a partir disso canções de protesto, manifestos e, claro, hinos dançantes. “Madame X” é um disco esquisitão, como a gente nem sabia que precisava, mas amou – e isso, talvez, acontece justamente pra lembrar que podemos ser o que quisermos, afinal, a própria Madonna transita entre uma e outra identidade ao assumir seu novo alter-ego. Clipes maravilhosos, letras bizarras, uma produção deliciosa e batucadas! Impressionante como o tempo só valoriza a mamacita, né?

 

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