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Falamos com Jão sobre o novo álbum: “É preciso deixar as coisas fluírem da maneira que precisam”

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Com bastante sofrência, Jão lançou no início de outubro o seu segundo álbum solo, intitulado “Anti-Herói”. O projeto é todo inspirado no último relacionamento do artista, que rendeu a ele experiências bastante intensas. Por isso, o disco tem um tom bastante pessoal. Já ouviu?

Por telefone, nós batemos um papo com o Jão para saber mais sobre seu novo álbum e a sensação de tornar público experiências tão pessoais. Além disso, o cantor ainda revelou detalhes do clipe de “Essa Eu Fiz Pro Nosso Amor” — que chega nesta quinta-feira (28), às 20h.

Vem ler!

Papelpop: Quando foi que você decidiu mudar a direção de seu novo álbum? Porque, depois do lançamento de “Lobos”, você tinha dito que seu próximo trabalho ia ser mais otimista.

Jão: Então, na verdade, eu planejava desde o final de “Lobos” fazer um álbum um pouco mais otimista, mas essa mudanção não foi planejada. Foi algo que aconteceu. Acho que tive que ir com a onda, sabe? Tive que ser sincero com o que eu estava sentindo porque um álbum é muito um documento da sua vida. Pelo menos para mim sempre foi. Simplesmente aconteceu mesmo.

Você é sempre bastante sincero com os seus sentimentos e até expôs para o público que o “Anti-Herói” é sobre um relacionamento que não deu certo. Você sabe como a pessoa ficou sabendo disso? Foi você que contou? 

Não me encarreguei disso não (risos). Eu só fiz o álbum, botei no mundo e aí o resto cada um tem a sua responsabilidade. Só tive o trabalho de fazer. 

Você tem uma música favorita nesse projeto?

Tenho algumas. Na produção do álbum era uma, aí depois do lançamento foi outra. Mas eu tenho um orgulho bem grande de “A Última Noite”. Acho que de composição e produção, ela é algo diferente do que eu faço geralmente. Acho que também me orgulho de “Barcelona”, foi uma música que escrevi completamente sozinho. Gosto bastante delas.

O clipe de “Essa Eu Fiz Pro Nosso Amor” é bastante intimista e se encaixa bastante com o tom do seu novo álbum. As cenas parecem gravadas sem encenação, bem vida real mesmo. Você fez um compilado de coisas que já tinha ou gravou tudo especialmente para o vídeo? 

Elas foram gravadas em uma viagem e acabaram entrando para o clipe. Só que a gravação foi bem documental, para registrar o momento. Não fizemos uma viagem especialmente para gravar o clipe, sabe? Não era essa a intenção. A gente só foi vivendo e filmando. A ideia surgiu depois. E estamos adotando uma pegada mais intimista com os clipes, então faz muito sentido que tenha acontecido assim. 

Como você se sente expondo tudo para o público em um álbum? Não se sente exposto ou é um alívio?

Acho que estava um pouco mais acostumado com isso desde “Lobos”. Eu não era uma pessoa de falar muito de sentimento. Só que depois daquele álbum eu me vi escrevendo coisas da minha vida. Por isso, acho que já estava um pouco calejado nesse sentido. É um pouco estranho, mas é a minha forma de botar as coisas para fora, sabe? Seria pior e mais estranho se eu guardasse dentro de mim. Prefiro me sentir exposto do que não mostrar aquilo que estou sentindo. A música é uma forma de eu me curar, me entender.

Com “Anti-Herói” lançado, você pretende retomar agora o projeto anterior de fazer uma coisa mais divertida?

Eu vou deixar acontecer. Uma coisa que entendi foi que eu preciso deixar que as coisas fluam da maneira que elas precisam. Quando estava querendo fazer algo mais otimista, foi porque estava me sentindo assim. Quando eu precisei fazer “Anti-Herói”, escutei esse meu desejo. Decidi fazê-lo porque, caso contrário, não estaria sendo verdadeiro. Se, no próximo projeto, estiver me sentindo em um lugar bom na minha vida, na minha cabeça, nos meus relacionamentos, é isso que vai acontecer. Eu espero que sim. Espero conseguir fazer esse álbum mais otimista (risos).

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