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The Lumineers falam ao Papelpop sobre as origens do álbum visual “III”

A banda de folk rock estadunidense The Lumineers lançou seu álbum “III” no último mês de setembro. O grupo, conhecido por sucessos como “Ho Hey” e “Ophelia” decidiu seguir um caminho um pouco diferente desta vez: criar um trabalho que se dividisse em três narrativas paralelas sobre uma mesma família e criar videoclipes para todas as faixas 10 faixas do trabalho.

“A gente decidiu dividir o álbum em capítulos e cada um conta uma parte da história. Foi importante também fazer vídeos para essas músicas, mesmo não sendo sobre situações muito felizes, porque é necessário falar sobre as pessoas que estão lutando contra vícios”, diz Wesley Schultz, líder da banda, em entrevista por telefone ao Papelpop.

Os videoclipes têm uma pegada bem cinematográfica, por contar essas narrativas através de enquadramentos bem dramáticos e imagens mais escuras e frias, além de atuações intensas do elenco. E tudo é baseado em vidas reais. “O jeito mais útil de contar uma história é fazer isso sobre sua própria história. Pra gente, contar histórias é catártico e terapêutico. Meu pai é psicólogo e me ensinou da importância disso. A gente só tomou cuidado para não expor muito sobre os detalhes pessoais de quem realmente viveu essas histórias.”

Wesley ainda conta que o projeto foi tomando essa forma naturalmente, mas o plano inicial não era exatamente fazer um álbum visual. “Pessoalmente achei que os clipes de música já tinham morrido, mas no disco anterior os vídeos que fizemos tiveram uma ótima resposta do público, então a gente decidiu fazer algo que fosse ainda mais especial.”

Perguntamos se eles, lá na época de “Ho Hey”, imaginavam fazer um projeto tão grandioso quanto um álbum visual: “Acho que ‘Ho Hey’ foi uma canção que abriu muitas portas. A gente sempre muda. Tipo, tem alguns amigos que me dizem que gostam de mim porque eu não mudo, mas não vejo assim. Por exemplo, este novo trabalho não poderia ter sido feito por nós há dez anos, sabe? A gente tem nossas próprias famílias agora, a vida mudou e isso com certeza afeta nossa música também.”

Quando o assunto é transportar essas canções para o palco, logo Wesley se lembra do Brasil: “De todos os países, sempre que a gente posta alguma coisa tem um comentário “COME TO BRAZIL”. Isso, desde quando a gente começou a fazer música e a gente ficava pensando ‘bom, tomara que essa galera realmente vá pro show quando ele acontecer’. E o show no Brasil foi muito louco de um jeito muito bom. A gente quer muito voltar, porque nem sempre o público é tão devoto quanto aí.”

Enquanto eles não voltam, vem ouvir o disco “III” com a gente:

 

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