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Pharrell Williams fala sobre masculinidade para a revista americana GQ

A revista americana GQ liberou nesta segunda-feira (14) uma matéria feita com Pharrell Williams. Na edição, o cantor e produtor musical aparece desfilando vários looks mega fashions. Aliás, como moda é algo que o astro ama e sempre se mostra quase como uma referência para tendências, Williams aproveitou para falar um pouco sobre isso.

Começando pela capa, fotografado por Micaiah Carter, Pharrell aparece com uma espécie de casaco, que se torna um longo vestido amarelo. Se liga:

O repórter, Will Welch, começa a entrevista falando sobre como o artista tem projetos tanto no ramo da música, na moda e agora uma exibição artística. Para o astro, tudo é separado, e ele gosta de trabalhar em diferentes áreas.

“Eu gosto de manter as coisas separadas para que ainda haja esse elemento surpresa. Eu acho que é importante quando se trata de qualquer tipo de arte o elemento: ‘Espere, o que?’ Em vez de fazer isso, e aquilo, e aquilo e aquilo”

O cantor foi convidado para ser a capa do assunto sobre “nova masculinidade” e o jornalista quis saber a razão de ele ter aceitado:

“Bem, quando se trata de ter essa conversa, não sei necessariamente que a masculinidade é nova tanto quanto a conversa. Esse é o número um. Mas acho que é uma maneira de falar em um momento em que estamos no meio de uma situação espiritual. Uma guerra espiritual. Quando as pessoas estão online, elas têm sua identidade real; então eles têm um apelido. Certo?”

E sobre o fato de as pessoas se expressarem online, por poderem ser apenas um “avatar”, ele vê isso como uma oportunidade de serem espíritos livres:

“Sim. Isso lhes dá a capacidade de ser quem eles querem ser. Isso é um espírito. Porque eles não são mais definidos pelo físico – as responsabilidades de estarem conectados a tudo o que é. Online, seu espírito é livre para ser o que quer que seja. E o que você vê online? Guerra de merda.”

A GQ chamou Pharrell para a conversa já que há bastante tempo ele mescla roupas consideradas masculinas e femininas:

“Tudo começou com a coisa “eu posso fazer isso”. Eu usava muito Chanel e usava toneladas de Céline. Tipo, eu tenho todo o OG. Céline. Por serem roupas em que eu poderia me vestir. Quando você se ouve e se sente confortável com quem você é, usa o que sente como se encaixa e fica bem em você. E é isso.”

E o que o fez mudar, começar a provar novos estilos e misturar e usar tudo o que quisesse, foi primeiramente estético e isso ele não esconde:

“Bem, tenho vergonha de dizer que foi uma escolha estética primeiro. Eu gostei de algo e coloquei. Então a filosofia veio por trás disso. E eu tenho minhas falas. Tipo, eu não posso usar saia. Também não estou interessado em usar uma blusa. Esse não é o meu acordo. Mas as coisas que são feitas para as mulheres que eu sinto ficarão bem em mim – que eu gosto – eu vou usar.”

Ele nem sempre teve visões claras sobre esses assuntos. Ou então sobre como poderia estar reforçando machismo em canções e produções que fez parte. Até que com “Blurred Lines”, começou-se uma discussão sobre a letra e ele procurou entender os problemas e aprender a parti deles.

“Acho que “Blurred Lines” me abriu. Eu não entendi a princípio. (…) E então eu percebi que existem homens que usam a mesma linguagem quando se aproveitam de uma mulher, e não importa que esse não seja o meu comportamento. Ou a maneira como penso sobre as coisas. Apenas importa como isso afeta as mulheres. E eu fiquei tipo, Entendi. Entendi. Legal. Minha mente se abriu para o que realmente estava sendo dito na música e como isso poderia fazer alguém se sentir”

Para conferir toda a entrevista (em inglês) clique aqui!

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