Rock in Rio 2019

Funk Orquestra, Ludmilla, Fernanda Abreu e Buchecha transformam Rock In Rio em baile funk!

O funk completa em 2019 seus 30 anos de existência. Um tipo de celebração que não poderia jamais passar batida, afinal de contas, o gênero tem ganhado público mundo afora e é a cara do Brasil. Diverso, divertido e, por que não resiliente?

Como o Rock In Rio está cheio de história, nada mais justo do que trazê-lo para junto de si. Neste sábado (5) quem abriu os trabalhos do gênero no Palco Sunset no Rock In Rio foi o trio Ludmilla, Fernanda Abreu e Buchecha. Kevinho, que também participaria, afortunadamente precisou cancelar sua participação em virtude de uma intoxicação alimentar.

Desta vez não teve aquela história de que a plateia ainda estava morna quando os trabalhos começaram. A Orquestra Funk abriu seu set harmonizando ao som de Rap do Borel” , “Rap da Cidade Alta” e “Feira de Acari”. Foram mais de 90 sucessos e mesmo sob o sol escaldante, o público entrou no clima, saltando e cantando.

O primeiro a subir ao palco foi Buchecha, usando uma camisa dos Lakers, tradicional time norte-americana. Acompanhado por violinos elegantes e os beats característicos do gênero, mandou uma sequência de “Rap do Silva” e “Endereço dos Bailes”.

Com gritos de “Viva o Funk!”, a musa Fernanda Abreu apareceu na sequência com um visual bem gótico ao som de “Tremendo Vacilão”, clássico eternizado na voz de Perla. Rebolando horrores e dançando como se não houvesse amanhã, ela mandou “Boladona” na sequência. Êxtase absoluto!

“Me chama de cachorra que eu faço au au, Me chama de gatinha que eu faço miau. Tem amor a Jesus Cristo”. Precisa de verso mais poderoso? Sim, rolaram também canções do próprio repertório, que fizeram as honras para um novo bloco com sucessos como “Um mar de gente”, “Pra me provocar”, “Conquista”, “Bang”, “Eu vou pro baile da Gaiola” e “Glamurosa”, desta vez interpretados apenas pela Orquestra.

O show também teve apelos pela paz, pelo respeito à diversidade e uma homenagem a ícones que já se foram. Além de MC Sapão, morto em abril deste ano, a dupla se lembrou de Claudinho, da dupla com Buchecha. Momento lindo!

“É o maior prazer estar aqui contando um pouco da historia dos 30 anos de funk. Se hoje esse gênero conquistou e tem esse espaço é merecido. É pelo trabalho dos DJs e MCs. Claudinho presente! Chegamo! Queria dedicar esse show ao pioneiro do funk, DJ Malboro”.

Usei a palavra glamurosa ali em cima, certo? Nada se compara a entrada triunfal de Ludmilla. Usando um look todo branco, a cantora arrasou ao interpretar hits seus como “Onda Diferente” e “Favela Chegou”, parte da história ainda em construção do funk. Esta última mandou bem o recado: o Rock In Rio é para todos!

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