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Emicida e Ibeyi celebram a liberdade e o povo negro em show no Rock in Rio 2019!

Começar um show com “Bang” do Emicida é tiro na certa, né?! Pois bem, foi assim que começou o show do rapper e o Ibeyi neste Rock in Rio 2019!

Para quem não conhece, Ibeyi é um duo cubano constituído pelas gêmeas Lisa-Kaindé e Naomi Díaz. As fadas cantam em inglês e iorubá, língua africana. A dupla e o rapper colaborou em “Hacia El Amor” e agora puderam mostrar toda sua química num show conjunto.

Emicida botou todo mundo pra pular já energizando o início da noite de quinta-feira (03). Começou lindooo! Depois de “Bang”, Naomi assumiu os vocais da potente “Deathless”, sendo a primeira da dupla tocada na noite gélida de hoje. Elas começaram já com um homenagem a Ágatha Félix, menina de oito anos morta por um tiro de fuzil no Rio de Janeiro.

Daí já veio outra música poderosa em seguida: “Pantera Negra”. Antes dela começar, Emicida disse: “Esse ano a gente perdeu uma pessoa incrível e inspiradora, Ruth de Souza, primeira bailarina negra do teatro. Assim como super-heróis americanos, ela fez com que nós nos sentíssemos super-heróis”. Também citou Sabotage, Chorão e Champignon, infelizmente falecidos. Emicida jogou uma bomba de energia e empoderamento negro no palco, sem defeitos!

Já em “Hoje Cedo”, clássica parceria do rapper com Pitty, as meninas do Ibeyi assumiram os vocais femininos. Que português perfeito!

“No Man”, música poderosa da dupla, começou com  Taís Araujo, Michele Obama, Beyoncé, Marielle Franco e Maya Angelou aparecendo no telão. Muito e muitos ARREPIOS. “Nenhum homem é grande o suficiente para meus braços”, elas cantam mostrando mulheres negras fortes e militantes. Perfeição sim ou claro?

E “AmarElo” não podia faltar. Ela começou com Emicida falando: “Que Belchior nos escute, de lá onde ele está neste momento”. Dados colocaram dados no telão e foi mais um tiro. “A cada 23 horas uma pessoas LGBT morre no Brasil”, foi uma das frases que apareceu. E outro tiro foi Majur que apareceu de surpresa para cantar o refrão e a parte de Pabllo Vittar! QUE PODER! Ano passado eu morri, esse ano eu morri de novo com essa apresentação de tirar o fôlego. Veja aqui:

OS SOLOS!

Ibeyi depois cantou “Me Voy” e “Hacia El Amor”, a parceria do rapper e o duo. A química entre os três é surreal e só comprova que eles acertaram em cheio em fazer esse show conjunto.

O hino atemporal “Passarinhos” começou e todo mundo botou a mão pra cima. No meio da canção, o brasileiro olhou para Dona Odete, que está na plateia, e disse: “Eu te amo muito, Dona Odete”, fofo <3

“River” começa e a gente já tá toda embalada os ritmos soul music. Embora a música não tenha um rap nela, Emicida fez uma partezinha amais que deu um toque especial.

Já a “Levanta e Anda” também teve um acréscimo especial com a voz delas. “A chapa é quente”, parceria do rapper com Rael, também entrou no reportório. Botou todo mundo pra pular, já sentindo o gostinho agridoce do show terminando.

Espia só a apresentação incrível:

“Libre” fechou a noite e foi um grito de libertação, literalmente. Queremos amor livres, viver livres. Foi mais um momento poderoso da noite. Emicida provou que consegue circular em vários âmbitos musicais, e deixou todo mundo a fim de se libertar.

Veja um trecho aqui:

Depois de um show desse a gente já está bem plenas, né?!

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